Não sei se é uma tendência nova ou se sempre foi assim: uma grande parte dos seres “ditos” humanos tem uma grande curiosidade em saber (ou descobrir) a orientação sexual dos outros. Desde perguntas extremamente desconfortáveis até o outting forçado, sempre
encontramos, passamos ou ouvimos falar de situações embaraçosas envolvendo essa necessidade em algumas pessoas de escancarar as portas do armário tão confortável em que alguns estão instalados. Alguns casos noticiados pela mídia são o do jogador de futebol Richarlyson, do ginasta Diego Hypolito e até de Alvo Dumbledore, da série Harry Potter.
Não quero entrar aqui no âmbito de questionar se essa saída do armário dos famosos seria ou não benéfica para a visibilidade da causa gay ou ainda se isso reverteria em algum tipo de maior aceitação das pessoas em relação à homossexualidade. Mas, sempre fiquei me perguntando no que essa informação pode ser relevante no dia-a-dia das pessoas.
Dia-a-dia hétero? homossexual? bissexual?
Porque se analisarmos bem, qual a diferença dos hábitos cotidianos imposta por esta ou aquela orientação sexual? Que eu saiba a grande maioria das pessoas sai de casa pela manhã para trabalhar, alguns deixam os filhos(as) na escola no trajeto, almoçam com seus parceiros(as), seguem trabalhando, fazem as tarefas que tem que fazer, voltam pra casa, vêem TV, etc. Ou seja, essa rotina diária independe da orientação sexual!
Talvez algumas pessoas ainda estejam ligadas aos clichês vendidos por alguns programas de televisão onde o homossexual masculino usa lenço cor-de-rosa no pescoço e as mulheres gays estão sempre sujas de graxa. Mais atrasado impossível? Não, é possível sim! Ainda existe gente que acredita que a convivência com homossexuais pode ser perigosa. Já ouvi pessoas dizendo que é necessário saber se seu parceiro de trabalho é gay ou não para poder saber como lidar…
Lidar com “o quê” cara-pálida? Assédio sexual? Sim, existe, mas independe de orientação sexual. Influência? Bom, se a pessoa chega a pensar que pode ter sua orientação sexual influenciada pelo convívio com alguém gay, existem vários analistas aos quais eu poderia indicá-los. Assim como nossa personalidade, existem vários aspectos que podem nos influenciar em nossas escolhas e/ou orientações: genéticos, sociais, etc. Achar que a simples convivência pode transformar alguém em algo que não é, é no mínimo, uma visão simplista.

Está interessado(a)? Pergunte!
Agora, eu só consigo entender a necessidade de saber da orientação de outra pessoa se há algum tipo de interesse em estabelecer uma relação mais (como posso dizer?) “próxima” do outro. Aí, neste caso se justifica, até porque ninguém quer ficar nutrindo amor platônico por alguém que nem está levando em conta essa possibilidade. Se bem que, quem realmente é gay, na maioria das vezes, nem pergunta. Às vezes, alguns olhares falam mais do que milhares de palavras!
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*Post originariamente publicado no blog coletivo NossaVia, em novembro de 2007!…porque parece que é um assunto que não vai morrer nunca! Alguns comentários foram recuperados daquela época também!

O 
“Não somos todos iguais” parece gritar a exposição Entre Amigos & Amores – os espaços de socialização GLS do Rio do fotógrafo Pedro Stephan, em cartaz no MAC-USP-IBIRAPUERA ? um dos mais importantes salões dedicados ás artes visuais no Brasil, a partir do dia 09 de setembro.

