Não é de hoje que muita gente se pergunta quais são os limites entre arte e pornografia. Em tempos de filmes que se utilizam do sexo explícito em suas narrativas, ficou difícil distinguir até onde essa exposição é necessária para contar uma história honestamente e até onde é pura apelação para manter um filme ruim de pé (literalmente)!

Um filme que, na minha opinião, não se sustenta é o tal do “Nove Canções“. Roteiro ruim, superficialidade extrema e nada acontece… quer dizer, em termos… eles vão à shows e fazem sexo… e só! Eu sei que muita gente gostaria de ter aquela vida ( em alguns momentos até eu!) mas para isso se constituir como obra de arte, falta! Ahhh, falta!

No outro lado da balança podemos colocar “Os Idiotas“, como exemplo. Um filme absurdamente conciso, feito por um diretor que sabe do que está falando e que constrói um roteiro onde a cena de sexo explícito apenas contribui para a narrativa e a “crueza” da história. Na minha opinião, não é gratuito!

Mas, toda essa introdução, foi só um pretexto para falar de um artista chamado Travis Mathews!

Esbarrei com seu trabalho esses dias na web. O primeiro que vi dele foi “In Their Room“. Um curta documentário de aproximadamente 20m onde ele capta imagens de homens gays dentro de sua intimidade.  A riqueza de “perfis” foi o que primeiro me chamou a atenção. Homens bonitos, homens feios (dependendo sempre do ponto de vista! Claro!), homens falando sobre sexo, homens falando sobre discos, homens de cuecas e salto alto. (rs) Ou seja, um olhar para a diversidade existente dentro do universo gay. E, dentro desse universo, um desses homens se masturba. Sem nenhum tipo de reserva, o diretor mostra esta cena como qualquer uma das outras situações que mostrou até então. Interessante.

E daí eu sigo “descobrindo” seu trabalho e dou de cara com um filme chamado “I Want Your Love“. O curta (que pelo que eu entendi no meu parco inglês é apenas um demo de uma produção que será rodada em 2011) trata da despedida de dois amigos que, no último dia juntos, resolvem fazer sexo. Ou seja, um fio de narrativa ínfimo. E, entramos firmes (ops, trocadilho infame detected) no sexo explícito. Ao mesmo tempo, tudo é retratado com tanta delicadeza, tranquilidade e naturalidade que fica difícil enquadrá-lo numa classificação de filme pornô!

Um filme pornô pra mim tem o objetivo de fazer você gozar. Em um filme de arte, acho que as coisas são um pouco mais complicadas. Tem mais a ver com a intenção de quem está fazendo aquilo do que somente em consumar o ato. Eu, definitivamente, quero mostrar sexo real, como as pessoas  fazem sexo e também quero mostrar diálogos reais, como as pessoas realmente falam.” – diz o diretor em uma entrevista no site.

Em contraste com outra produção sua “Do I Look Fat?“, um curta documentário sobre gays com distúrbios alimentares,  ”I Want You Love” soa sim como um filme erótico e pornô. Não é clichê. Não é apelativo. Mas também não chega a construir uma ‘gestalt’ que nos ajude a identificar sobre quais questões artísticas ele está trabalhando. De certa forma, me lembra uma vertente do pornô que é produzido tendo a audiência feminina como público alvo.

De qualquer forma, são tentativas de romper com os lugares comuns da indústria (ou buscar seu lugar dentro dela mostrando um trabalho inusitado!)… e valem a pena por oferecer opções distintas do habitual e só por isso já valem a tentativa!

Agora, falando só com os que tem mais de 18 ANOS!!!
Aqui tem um
link para o “I Want Your Love” já que ele não está disponível na íntegra nos links acima. Os outros estão! ;)

Filed under: Pensando!,cinema | Tags: , , , | MaxReinert | August 21, 2010 Comments (5)

Eis, o homem!Falar sobre a obra de Lars von Trier não é tarefa fácil. Todo mundo já meteu o bedelho em suas obras e em sua vida pessoal. Não se pode dizer que ele também não facilite as coisas. Volta e meia envolvido em alguma polêmica, foi um dos criadores do movimento Dogma’95 , embora tenha feito somente um título a partir de sua própria idéia, e é um crítico assíduo do american way of life.

Mas, deixando de lado suas declarações bombásticas, vamos nos ater à apenas três de seus filmes, o que já faz valer a pena ouvir um monte de bobagens, só para podermos assistí-los:

Filme bizarro, inclui cenas de sexo expl?cito!

Os Idiotas (Idioterne, 1998)

Cru! Cruel! São duas palavras para esta realização bizarra do cineasta. O filme parece querer fugir, a todo momento, de classificações. A história fala sobre um grupo de pessoas que por não concordar com os sistemas estabelecidos cria um modo alternativo de comunidade que se passa por “idiotas” quando junto aos demais. Só que a obviedade, como sempre, passa longe do olhar do diretor e todos somos julgados durante a película. O filme inclui cenas de sexo explícito e foi filmado de acordo com a orientação do movimento Dogma. O elenco de atores desconhecidos dinamarqueses acaba por nos dar uma idéia ainda mais forte, visto que a imersão na realidade parece ser total. Muito bom! Indicado à Palma de Ouro em Cannes / 98.

Nicole Kidman conduz brilhantemente o filme dirigido pelo cineasta!DogVille (Dogville, 2003)

Em 2003 o diretor já era famoso e podia contar com uma estrela de prestígio para se aventurar em seus filmes. Nicole Kidman não continuou a dobradinha para completar a trilogia (um dos pontos fracos de Manderlay – o segundo da série), mas em Dogville ela reina absoluta em meio ao cenário praticamente vazio e estilizado. Uma história dura sobre os mecanismos do poder e da vingança que retrata a sociedade estadunidense com maestria e sem nenhuma piedade. Aliás, piedade é o que não vai encontrar, nem na vila e nem no filme. Uma fábula contada de maneira irônica que vai nos deixando completamente estáticos, sem saber como reagir. De uma certa forma, uma metáfora do nosso mundo, narrada de forma brilhante. Os aspectos visuais, embora tenham chamado muito a atenção na época do lançamento, não são as únicas qualidades do filme. ÿtimo! O elenco ainda conta com Paul Bettany, Lauren Bacall, James Caan, entre outros com excelentes atuações.

Bjork brilha neste filme!Dançando no Escuro (Dancer in the Dark, 2000)

Um musical como você nunca viu. Filmado como os grandes musicais de Hollywood, mas com os códigos todos trocados. Enquanto no cinemão americano tudo é festa e alegria, neste aqui o diretor cria imagens magníficas para uma história dura e uma tragédia irreversível. Então quando as músicas e as coreografias aparecem na tela a gente, do lado de cá, fica pensando: que dor!!! Bjork brilha durante todo o filme praticamente sem nenhum excesso (não devemos esquecer que é seu único filme!). A história da mulher que está ficando cega e economiza dinheiro para pagar a cirurgia do filho, para impedir que ele fique cego também, é devastadora. Não vou descrever mais para não estragar a surpresa daqueles que ainda não assistiram ao filme, mas a cena final, com os 107 passos que separam a protagonista do final do filme, é inesquecível. Imperdível! Ganhou a Palma de Ouro de Melhor Filme em Cannes e o prêmio de Melhor Atriz. Ainda conta com Catherine Deneuve e um elenco impecável.

Não são indicações fáceis, eu sei! Mas se você tiver boa vontade, tenho certeza que vai se identificar com os questionamentos expostos por esse dinamarquês. Uma outra cultura, mas que reflete muitos dos nossos conflitos.

Filed under: 1a Versão,cinema | Tags: , , , , , | Max Reinert | March 2, 2010 Comments (3)

Se a arte imita a vida, podemos nos considerar chegando a um lugar muito, mas muito escuro mesmo! Ou não!Nos últimos anos, o cinema tem se debruçado sobre um tema que aparece, volta e meia, como os surtos, de maneira forte e consistente, nos roteiros de seus filmes. A esquizofrenia tem sido retratada em vários filmes produzidos em Hollywood. Algumas vezes vista como apenas como um ponto de partida, outras como o motor que alimenta o filme, outras ainda como um processo irreversível pelo qual humanidade atravessa.

Caracterizada pela fragmentação da personalidade, é uma doença crônica que se caracteriza por distúrbios de pensamento, com idéias de perseguição e perda das conexões lógicas. As classificações modernas, como o DSM-IV (Diagnostical and Statistical Manual of Mental Disorders) levam em conta tanto as manifestações das fases ativas, como sua fase crônica com progressiva deteriorização mental como critérios para definir a esquizofrenia. No DSM-IV a esquizofrenia é definida nas suas características essenciais com presença de sintomas psicóticos (delírios, alucinações, dissociação do pensamento, comportamento catatônico, afetividade embotada).

Passada esta “apresentação” (corrijam-me se cometi algum equívoco), voltemos nosso foco para alguns filmes que apresentam personagens com algumas dessas características:

Uma Mente Brilhante

(A Beautiful Mind, 2001, Ron Howard): Adaptação da biografia do matemático John Forbes Nash Jr, da escritora Sylvia Nasser, o filme retrata um caso clássico de esquizofrenia, interpretado brilhantemente por Russel Crowe. A luta entre a genialidade do personagem e sua convivência com a doença, chegando a ser internado em várias instituições psiquiátricas, até o momento em que recebe o prêmio Nobel de Economia, em 1994. Filme com muitas lágrimas, mas que vale a pena ser visto, com certeza!

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Clube da Luta

(Fight Club, 1999, David Fincher): Se o anterior tratava da esquizofrenia de um personagem, este aqui trata da esquizofrenia de uma nação e até da humanidade. Edward Norton interpreta um yuppie que trabalha como investigador de seguros. Com a explosão misteriosa de seu apartamento, ele vai morar com um cara que havia acabado de conhecer durante um vôo (Brad Pitt). Juntos eles criam o clube que dá nome ao filme onde as pessoas se encontram para lutar e colocar à prova seus instintos animalescos. Com o tempo o clube vira uma febre nacional, transformando-se em algo muito maior do que se pensava no início. Qualquer outra palavra sobre esse filme pode estragar a sucessão de surpresas e pavor que ele nos causa, até chegar ao final apoteótico!

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Número 23

(The Number 23, 2007, Joel Schumacher): Fale o que quiserem, eu gosto do Jim Carrey! Acho que muito do pouco sucesso deste filme foi mais por preconceito do que pela qualidade do mesmo! Nele, Jim é um pacato pai de família que ganha um livro de presente de sua esposa. O livro parece narrar sua vida e descreve milhões de situações ligadas ao número 23 do título. Fragmentação de personalidade é o mínimo que se pode dizer e o máximo que posso escrever para não estragar a sessão completamente. Mas, mesmo que você não se identifique com o ator, ainda resta uma belíssima direção de arte, a história dentro da história e um quebra-cabeças para ser desmontado. Se você não acha que cinema possa ser um lugar pra pensar um pouco, nem perca seu tempo.

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O Segredo de NeverWas

(Neverwas, 2005, Joshua Michael Stern) : Um filme que praticamente passou despercebido e que oferece uma experiência única para quem o assiste. A pergunta principal: Por que não a esquizofrenia como uma saída? Vamos à história: um psiquiatra (Aaron Eckhart) volta para trabalhar na clínica onde seu pai, que era escritor, esteve internado, com transtorno bipolar. Lá encontra um homem que se auto-intitula o Rei de NeverWas (brilhantemente interpretado por Ian Mckellen), que por sua vez é um dos personagens do livro de seu pai. As linhas entre o que é real e o que é imaginário vão se estreitando cada vez mais e mais palavras podem estragar a diversão. Ao contrário dos filmes anteriores NeverWas surpreende pela delicadeza e pela mensagem positiva.

*Publicado originalmente na primeira versão do blog NossaVia.

Filed under: 1a Versão,cinema | Tags: , , , , , | Max Reinert | January 29, 2010 Comments (9)

Depois que comecei a escrever aqui, tenho visto muito conteúdo voltada ao público GLBTT. Tem sido um trabalho bastante interessante, em alguns momentos por perceber o quanto ainda há um pensamento muito superficial sobre este assunto, outros por encontrar material que consegue fugir do estigma “feito para gays” e se impõem no mercado como obras de arte/entretenimento com verdadeiro valor!

Desta segunda “categoria”, selecionei três filmes para indicar a vocês. São trabalhos bem feitos que divertem e fazem pensar, como todo cinema deve ser.

Rainhas (Reinas, 2005)

Com atuações de grandes estrelas espanholas, o filme cria uma divertida fantasia sobre os dias que antecedem a realização do primeiro casamento gay na Espanha. Entre outras coisas tem o mérito de discutir a figura da “Mãe Gay” compreensiva e prestativa. Claro que tudo com um tempero espanhol, cheio de reviravoltas e uma trama bastante animada, que vão desde a greve dos empregados do hotel onde será realizada a cerimônia (voltado para clientes gays, como o que existe em Barcelona) até as buscas por uma cachorra que vai unindo as histórias. O filme também oferece um painel bastante amplo sobre as diversas “tribos” do universo GLBTT, sem estereótipos, mas com alguns comportamentos facilmente identificáveis.

Mambo Italiano (idem, 2003)

Dos mesmos produtores de “O Casamento Grego”, fala do conflito de um rapaz, de família italiana, que está insatisfeito com sua vida e quer assumir sua orientação sexual. Além deste conflito básico, há todos os conflitos familiares comuns, que eu você e qualquer outra pessoa já deve ter experimentado ( e que deixa o filme com uma sensação de deja-vú!). Para incrementar mais o negócio, o grande amor da vida do rapaz não está tão seguro sobre esse outting total. Além de falar dos conflitos de um momento bastante “confuso” na maioria dos gays, o filem acaba discutindo de que forma a falta de aceitação influencia os demais “lugares” da vida. Tudo isso com muito bom humor e irreverência.

Eduardo II (Edward II, 1991)

Dirigido por Derek Jarman, esta versão da peça de Christopher Marlowe mantém toda a sua grandiosidade cênica para contar a história do Rei da Inglaterra. Em pleno sec. XVI, Edward II ignora sua esposa e abertamente assume seu amor por um plebeu. Claro que não é fácil enfrentar o clero, os pares e toda uma ideologia somente com o amor, some-se a isto as intrigas típicas das disputas de poder. Se nos filmes anteriores o bom humor assume espaço, neste aqui, o clima pesa e a hipocrisia e o preconceito são mostrados em cena de maneira direta e plasticamente impecável. A direção completamente anti-realista cria metáforas incríveis com as quais nos impactamos, exigindo outras interpretações que não as óbvias e diretas. Para quem gosta de um cinema autoral e com muito estilo, é perfeito.

Não sei dizer se estes filmes estão disponíveis em quaisquer locadoras, mas uma pesquisa mais ou menos apurada fará com que encontrem este material por aí. Eduardo II já está disponível no YouTube e os outros… bom, vocês devem saber encontrá-los mais facilmente do que eu. ;)

*Post publicado originalmento no blog coletivo NossaVia…. mas saiu do ar e eu achei que poderia funcionar bem aqui! ;)

Filed under: Indicando!,NossaVia,cinema | Tags: , , , , , | Max Reinert | August 19, 2009 Comments (3)

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Achei essa lista na web (aqui!) com grandes atores de Hollywood interpretando personagens gays no cinema. Não necessariamente são filmes gays, os personagens sim. Não é uma lista completa nem definitiva… mas serve de fone de pesquisa para quem quiser ver filmes interessantes.

Morte em Veneza, de Luchino Visconti
Dick Bogard se apaixona por um rapaz.

Desejo proibido, de Anne Heche
Sharon Stone é apaixonada por uma mulher.

Um dia muito especial, de Ettore Scola
Marcello Mastroianni vive um escritor homossexual perseguido pelo fascismo.

A lei do desejo, de Pedro Almodóvar
Antonio Banderas se apaixona por um escritor.

Um dia de cão, de Sidney Lumet
Al Pacino assalta um banco a fim de conseguir grana para seu namorado mudar de sexo.

Maurice, de James Ivory
Hugh Grant se apaixona por um colega da faculdade.

Garotos de programa, de Gus Van Sant
Keanu Reeves e River Phoenix vivem um caso de amor.

Longe do paraíso, de Todd Haynes
Casado com Julianne Moore, Dennis Quaid leva uma vida dupla.

Filadélfia, de Jonathan Demme
Tom Hanks é namorado de Antonio Banderas.

Minha adorável lavanderia, de Stephen Frears
Daniel Day-Lewis vive um caso de amor com um rapaz paquistanês.

Meninos não choram, de Kimberly Pierce
Hillary Swank finge ser um rapaz para conquistar Chlöe Sevigny.

Monster, desejo assassino, de Patty Jenkins
Charlize Theron e Christina Ricci são namoradas.

Eclipse de uma paixão, de Agnieszka Holland
Leonardo DiCaprio interpreta o poeta Rimbaud, apaixonado por seu colega Paul Verlaine.

Essa estranha atração, de Paul Bogart
Matthew Broderick vive um caso amoroso com um homem mais velho.

O amor não tem sexo, de Stephen Frears
Gary Oldman interpreta o escritor Joe Orton, assassinado por seu amante.

O beijo da mulher aranha, de Hector Babenco
William Hurt é um homossexual preso por corrupção de menores.

Jogo Perigoso, de Anthony Page
Vanessa Redgrave interpreta um oculista que muda de sexo.

M. Butterfly, de David Cronenberg
Jeremy Irons é um diplomata francês apaixonado por uma atriz, sem saber que se trata de um homem.

Priscilla, a rainha do deserto, de Stephen Elliot
Terence Stamp interpreta um transexual.

Doutor T. e as mulheres, de Robert Altman
kade Hudson abandona o noivo no altar para ficar com Liv Tyler.

As Horas, de Stephen Daldry
Meryl Streep mora com sua namorada.

Os pecados de todos nós, de John Huston
Marlon Brando faz um major homossexual casado com Elizabeth Taylor.

Infâmia, de William Wyler
Shirley MacLaine se sente atraída por Audrey Hepburn.

Cidade dos Sonhos, de David Lyncj
Naomi Watts é apaixonada por Laura Harring.

Má educação, de Pedro Almodóvar
Gael García Bernal representa um travesti.

Traídos pelo desejo, de Neil Jordan
Stephen Rea se apaixona por uma pessoa do mesmo sexo, embora pense que se trata de uma mulher.

O segredo de Brokeback Mountain, de Ang Lee
Heath Ledger e Jake Gyllenhaal são apaixonados um pelo outro.

A Razão do Meu Afeto, de Nicholas Hytner
Jennifer Aniston se apaixona pelo amigo gay, Paul Rudd.

Filed under: Indicando! | Tags: , , , | Max Reinert | August 1, 2008 Comments (3)

Foto do novo filme... ainda hétero!Notícia que eu lí hoje no GLS Planet:

 Daniel Craig voltou a falar que James Bond poderia ser bissexual no próximo filme.

“Por que não? Acho que nos dias de hoje os fãs aceitariam numa boa. Ninguém iria mais fechar os olhos para isso, tipo se chocar”, justificou o ator que estréia no final do ano com a seqüência do filme (foto) “Quantum Of Solace”.

Empolgado, ele contou ainda ao tablóide Daily Star que tem sido objeto de atenção dos homossexuais.

- Outro dia estava passando e uma turma de gays veio em cima de mim, e olha, interessante, eles não perguntaram nada sobre o filme!

Da primeira vez, o ator britânico que acabou de fazer 40 anos, sugeriu aos roteiristas que incluíssem uma faceta bi ao 007, mas não repercutiu. Recentemente, uma fonte, que se diz amigo de Craig, revelou que depois de Brokeback Mountain todo mundo quer fazer papel gay e ele só estaria mesmo de “olho grande” no Oscar.

Autopromoção ou não, ficamos pensando aqui em como seria esse plot de Bond bissexual.
Será que o público que está acostumado a ver o Bond potente com carros e mulheres iria mesmo aceitar BondBI?

Detalhe: no novo filme ele troca o incrível Austin Martin por um Ford Ka (até 3/4 do rolo).  Sinal de que os autores já estão preparando mudanças no personagem?

Filed under: Indicando!,Visibilidade! | Tags: , , , | Max Reinert | April 4, 2008 Comments (0)

 

 

 

Se você ainda não viu, não perca! Mambo Italiano é uma divertida comédia dos mesmos produtores de “O Casamento Grego”, mas que não fez tanto sucesso quanto este.

Basicamente é o conflito de um rapaz, de família italiana, que está insatisfeito com sua vida e quer se assumir. Além deste conflito básico, há todo os conflitos familiares comuns, que eu você e qualquer outra pessoa já deve ter experimentado ( e que deixa o filme com uma sensação de deja-vú!). Para incrementar mais o negócio, o grande amor da vida do rapaz não está tão seguro sobre esse outting total.

De qualquer forma, o filme diverte e vale a pena assistir.

Veja o trailer no YouTube!

Infelizmente, não sei dizer se saiu em DVD no Brasil… mas se você for esperto e dar uma procurada por aí, vai encontrá-lo nos downloads da vida!

Amanhã (sábado) sai um post novo no NossaVia, com mais duas indicações de filmes fora do armário!

Filed under: Indicando!,Visibilidade! | Tags: , , , , , | Max Reinert | March 21, 2008 Comments (4)

Gravidez aos 16??? É muito engraçado ler “crítica”! Seja de teatro, cinema ou qualquer outra manifestação artística. Na verdade é engraçado ler os textos escritos pelas pessoas e perceber que, no fundo, só o que podemos fazer é “nos mostrarmos”… deixar transparecer, através dos textos, nossos gostos e nossa visão do mundo.

E por que esse discurso todo? Ora, quando nos propomos a escrever sobre o filme “queridinho do momento” vamos encontrar uma série de textos, resenhas, opiniões sobre este mesmo filme e vamos ver que cada pessoa viu um filme diferente (ou queria um filme diferente!). Pois bem, estive fora da net por um tempinho e li pouco sobre Juno antes de assisti-lo. Que bom! Desta forma cheguei ao cinema com duas únicas informações: um filme que tratava da gravidez na adolescência e que tinha recebido o Oscar de melhor roteiro.

Relação incr?vel!!!Que ótimo pode ver o filme sem nenhuma pretensão e/ou expectativa, porque Juno é exatamente isso: um filme despretensioso! Estruturado com muita simplicidade e honestidade, foge de todas as armadilhas que o tema ou a moral americana poderia impor.

O filme é todo singelo. Desde a direção, passando pelas atuações e principalmente o roteiro (não é a toa sua premiação com o Oscar). E, em minha opinião, esse é o grande “charme” de Juno: nada se sobressai. Nada é transformado em grande golpe de mídia. Nada é uma sacada brilhante! O charme do filme é ter todos os elementos balanceados, sem roubar atenção para outra coisa que não seja as relações entre os personagens.

Depois de ter visto o filme e antes de escrever isto aqui, fui dar uma olhada nas coisas que já haviam sido publicadas. Na maioria das vezes li muitos elogios (merecidos) e as poucas ressalvas que encontrei confundiam essa “simplicidade” do filme com “banalidade”. Não concordo. Juno pode ser tudo, menos banal. Se não conseguirmos enxergar nada de valor artístico nele é porque estamos atulhados de imagens grandiosas e violência explícita. Juno pega a conta-mão dessa tendência. Trata de situações altamente conflituosas de maneira sensível e delicada. Foge dos clichês e só por isso já deveria ganhar um grande crédito.

Espero que os adolescentes (grande público alvo do filme, em minha opinião) possam ver esta realização.

...

Roubei as fotos para ilustrar o texto do Cinema com Rapadura! Lá você encontra também a ficha técnica do filme.

Filed under: NossaVia | Tags: , , , , , | Max Reinert | March 12, 2008 Comments (5)

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