PARA O
PAINEL DO LEITOR
FOLHA DE S.PAULO
Rompi publicamente com Marta Suplicy em 2003, após testemunhar seu descaso ante as necessidades políticas da comunidade homossexual, que votou nela em peso. O ápice de sua gestão foi de agressividade explícita: a então prefeita fez baixar as grades da prefeitura, e sua guarda civil barrou a passagem de um grupo de militantes homossexuais que pedia uma audiência. Agora, no debate de domingo, essa senhora deixou cair de vez a máscara. A antiga feminista esqueceu tudo o que dizia. Será que o excesso de botox lhe virou a cabeça a ponto de achar que é um crime ser solteiro e não ter filhos, como ela “acusa” seu adversário político? O tempo é o senhor da razão: acuada em sua carreira política periclitante, Dona Marta mostrou que seu progressismo não passa de um rótulo demagogo e exibiu seu lado mais legítimo: o moralismo oportunista.
Assinado: JOÃO SILVÉRIO TREVISAN, escritor
Av. São Luís, 43/ap. 704 – 01046-001 – São Paulo, SP
RG: 3583.166-2


