Interessante matéria com Barbara Aires falando abertamente sobre sua vida. Interessante escutar alguns ecos de conversas que venho tendo com algumas pessoas sobre a necessidade mais que urgente de romper este ciclo vicioso que mantém milhares de pessoas trans na marginalidade: Não há emprego porque a sociedade não aceita essas pessoas marginais. As pessoas não deixam a marginalidade porque não há outra opção.

A história de Bárbara Aires, a transexual que virou produtora de TV, se afastou das ruas e luta para ser mulher

RIO – Ela nasceu com um nome que evita, a todo custo, pronunciar, e que está, ainda, no seu RG. Orgulhosa, prefere mostrar o crachá de seu primeiro emprego formal, temporário, como produtora do programa “Amor & sexo”, da Rede Globo. Ali consta seu nome social, que também está no e-mail de trabalho: Bárbara Aires.

— Meu pai, quando falam de mim, diz que eu morri. É verdade. Os rastros ainda estão num documento, mas, se Deus quiser, um juiz há de me conceder uma nova certidão.

No Rio desde 2005, a paulistana de Santo Amaro trabalhava, até o final do ano passado, no mercado do sexo. Quando aqui chegou, já em processo de transformação hormonal, procurou emprego, em vão. Já era conhecida por filmes pornôs e por uma entrevista com Luciana Gimenez. Fez o que sabia: sobreviveu.

— O Rio era um mercado mais lucrativo que São Paulo. Atendia num hotel através de anúncios na internet. Sempre de olhos bem abertos a uma oportunidade, para usar a frase clássica, de “sair dessa vida”. Da prostituição, feminina, masculina ou trans, há quem goste. Eu, não.

Paralelamente, cultivou o ativismo. Diretora da Astra Rio (Associação das Travestis e Transexuais do Rio de Janeiro), representa os interesses da “classe” nos conselhos municipais e estaduais. Por exemplo, na conquista de decretos como os que obrigam o uso do nome social num Registros de Ocorrência e na oratória das filas médicas.

Esse know-how, que a levou a dar palestras em faculdades, conduziu-a, também, ao auditório do programa comandado por Fernanda Lima, que precisava de um depoimento sobre as diferenças entre trans e travestis. Chamou a atenção da direção: articuladíssima, era ótima candidata a ser consultora do show. Quando surgiu a vaga de produtora de reportagem, a porta se abriu.

— Mesmo com rendimento financeiro menor, decidi imediatamente me afastar da prostituição. Sei que ainda vai demorar para ser reconhecida profissionalmente: no momento, destaco-me pela exceção de estar numa grande empresa enquanto transexual não-operada, com crachá de mulher e usando o banheiro feminino sem drama.

 Clique no link para ler toda a matéria!

Filed under: Indicando! | MaxReinert | October 3, 2012 Comments (0)

Repasso abaixo o texto publicado na página do Dep. Jean Willys sobre a polêmica, homofóbica e retardada declaração de um jornalista em Joinville sobre o beijo gay na campanha política local.

O candidato Leonel Camasão, cujo vídeo de campanha causou reação de jornalista catarinense

Ele usou esses poucos segundos, também, para levar à televisão o que a própria televisão, por falta de coragem, invisibiliza: o afeto entre iguais. Quem ainda é ou já foi um menino, menina, ou adolescente LGBT sabe muito bem o que significa viver num mundo que te trata como invisível. Heterossexuais existem nos desenhos animados, na novela, no cinema, nos seriados, nas músicas, na publicidade, nas histórias que são contadas pelos pais, pelos professores, e até nos exemplos de orações, para analisar sintaticamente nas aulas de português. Há uma fase na vida de toda criança LGBT em que ela acha que é a única do mundo. A família, os amigos, e os colegas também vivem nesse mundo em que nós somos invisíveis. Como poderiam nos entender?

A política deve cumprir essa função pedagógica. O que Leonel Camasão (Orgulho de você, companheiro!) disse para os habitantes de Joinville foi: Eu vou governar para todos e todas, não vou invisibilizar, esconder ou me esquecer de nenhum de vocês. E ele disse, ao mesmo tempo: Eu não me envergonho de dizer que vou governar, também, para a população LGBT da minha cidade. E mais: ele se posicionou claramente, num contexto político de crescimento ameaçador do fundamentalismo religioso na política, do lado daqueles que defendem o Estado laico, a liberdade e a igualdade. O PSOL é isso: um partido que tem lado e que não tem vergonha de mostrá-lo.

Leonel fez tudo isso através de uma imagem de alto conteúdo simbólico, numa campanha que, de modo geral, cansa, de tão vazia: “Eu sou fulano, 235443, vote em mim”; “Eu sou fulano, filho de sicrano, 235443, vote em mim”; “Eu sou fulano, o candidato de Mengano, 235443, vote em mim”. Leonel tem poucos segundos, mas decidiu preenchê-los de conteúdo. Não vote em mim porque eu sou fulano, filho de sicrano, apoiado por mengano. Vote em mim porque eu defendo estas ideias e valores.

Essa atitude corajosa, porém, foi recebida com gravíssimos insultos numa incrível coluna assinada por João Francisco da Silva, editor-chefe do Jornal da Cidade.

“Nojento aquele beijo gay exibido no programa eleitoral do Leonel Camasão, do PSOL. Tão asqueroso quanto alguém defecar em público ou assoar o nariz à mesa. Gostaria de saber qual a necessidade de exibir suas preferências sexuais em público? Para mim isso é tara, psicopatia. No mínimo falta de decoro. E a “figura” quer ser prefeito e se diz jornalista”, escreveu Da Silva.

Não vou responder às baixarias, que só qualificam seu autor. Apenas quero apontar para o fato de que chamar um beijo de “nojento”, comparar um ato de amor com “defecar em público” é algo que somente uma pessoa gravemente doente ou perversamente má poderia fazer. Mas, por trás da grosseria, do mal gosto e da falta de eduçação do jornalista, há um pano de fundo que acho, sim, importante analisar: a ideia de que gays e lésbicas deveríamos voltar aos armários, viver escondidos e nos envergonharmos dos nós mesmos. O racismo que volta vestido com outras roupagens, mas não deixa de ser racismo.

“Qual é a necessidade de exibir suas preferências sexuais em público?”, pergunta-se o jornalista.

Ora, a resposta é óbvia e qualquer pessoa deveria ser capaz de respondê-la: é a mesma necessidade que todo o mundo tem!Heterossexuais se beijam na rua, no cinema, no restaurante, na boate, em todos os lugares que quiserem. Andam de mãos dadas, tiram as férias juntos e se hospedam no mesmo quarto, apresentam seus parceiros ou parceiras aos colegas de trabalho, à família, aos amigos, aos vizinhos, mudam o status de “solteiro” para “em um relacionamento sério” ou “casado” no Facebook, são representados na novela e nos filmes — e neles tem beijos, tem cenas sensuais, tem sexo, tem brigas de casal, tem reconciliações, tem infidelidades, tem amor à primeira vista, tem ciúmes, tem paixão. Heterossexuais namoram até nos contos infantis.

Qual é a necessidade dos heterossexuais de exibir suas preferências sexuais em público? A mesma que a de todo o mundo! O problema está na maneira em que algumas pessoas ignorantes, preconceituosas e doentes de ódio nos enxergam. É a mesma maneira em que os racistas enxergam os negros. É a mesma maneira em que os antissemitas enxergam os judeus. E assim que os João Francisco da Silva da vida nos veem. E é através desse prisma embaçado, sujo, que a visão deles se distorce, e quando eles veem um beijo não conseguem ver um beijo, mas alguma outra coisa que está, apenas, na mente deles.

Quando duas mulheres que se amam se beijam, quando um homem e uma mulher que se amam se beijam, quando doishomens que se amam se beijam, é sempre um beijo. Um beijo é sempre um beijo! E quando dois homens andam de mãos dadas, quando duas mulheres almoçam juntas em um restaurante, quando um gay apresenta seu namorado para os amigos, quando uma lésbica tira férias com a namorada dela, quando um casal do mesmo sexo vai ao cinema e se beija durante o filme, eles não estão “se exibindo”. Eles  estão, apenas, vivendo suas vidas. Como todo o mundo.

Como disse a cantora — e minha grande amiga — Zélia Duncan, em depoimento gravado para a campanha pelo casamento civil igualitário no Brasil: “Qualquer argumento contra o amor é um argumento vazio. É preconceito. E o preconceito é filho da ignorância e irmão da violência”.

Veja abaixo o vídeo que motivou o comentário do jornalista:

Assine a petição pública em repúdio do jornal catarinense: http://www.peticoesonline.com/peticao/nota-de-repudio-ao-jornal-da-cidade-joinville/718

Filed under: Indicando!,Visibilidade! | MaxReinert | September 6, 2012 Comments (0)

Uma festa bafônica.
Um homem lindo na sua cama.
Um corpo na banheira.
Um mistério para resolver.

Esse é o “fio” de história da web série  ”Where The Bears Are“. Uma mistura de série policial com comédia de costumes gays  que é o resultado do projeto criado por Rick Copp (The Brady Bunch Movie) Joe Dietl (The Thin Pink Line) and Ben Zook (Jack and Jill).

Ao todo, nesta primeira temporada, serão 25 episódios de 04 minutos e, se você não tem problemas com uma humor EXTREMAMENTE gay, com certeza vai se divertir bastante.

Eu estou acompanhando os episódios pelo canal deles no Youtube, mas na página oficial também é possível fazer isso.

A única pena, para nós brasileiros é que ainda não há nenhum episódio legendado… vamos ver se alguma alma boa faz isso pra gente!!!

Fiquem com o full trailer da série:

Filed under: Indicando! | MaxReinert | August 6, 2012 Comments (0)

 

Dois corpos luminosos e fugazes cruzam o palco. No seu trajeto são portadores de um único ofício: matar/morrer.

Essa é a premissa do novo espetáculo da Téspis Cia de Teatro, chamado “Meteoros”.
Mais uma vez a companhia de Itajaí propõe-se a explorar, através do seu novo trabalho, uma pesquisa aprofundada baseada em conceitos, visões e provocações do teatro contemporâneo.
Dirigida por Max Reinert, que também assina a dramaturgia e a iluminação da peça, Meteoros expõe os conflitos vividos por dois atores em cena. Uma mulher que interpreta uma atriz à beira da constatação do que seria real ou ficcional no ato de realizar o seu último papel e um homem psicologicamente perturbado com os seus desejos.

Utilizando-se de metalinguagens o diretor aposta em inovações dramatúrgicas, característica já observada no último espetáculo da companhia, “ Pequeno Inventário de Impropriedades”, cuja direção é de Denise da Luz. “Existe uma nova dramaturgia sendo construída no país que não se apoia mais numa visão aristotélica do texto. São textos (e consequentemente encenações) que apostam na fragmentação do discurso, na abertura de lacunas para serem preenchidas pelo público, na simultaneidade de histórias, na construção de signos polissêmicos. A utilização do texto dramatúrgico como uma provocação para ser dividida com o público, uma experiência compartilhada e não imposta”, explica Reinert.

Outra novidade em Meteoros é a estreia do ator Jônata Gonçalves na companhia. Convidado para participar da Téspis, através de uma seleção que o grupo realizou no mês de maio, o ator atua na cidade de Itajaí há alguns anos e já participou de outros trabalhos com distintas companhias. Jônata divide o palco com a atriz Denise da Luz, uma das fundadoras da Téspis Cia de Teatro, junto de Reinert. A atriz também assina o figurino da peça.

Além disso, o espetáculo confirma a parceria com Hedra Rockenbach, responsável pela ambientação sonora do espetáculo. Hedra também norteia os trabalhos de som do Cena11 – grupo de dança catarinense de grande reconhecimento nacional e internacional.

A Téspis Cia. de Teatro já adaptou para os palcos obras já conhecidas, como é o caso da premiada peça “Medéia – outra versão”, criada a partir da tragédia grega Medéia, de Eurípedes. Porém, na busca por um trabalho mais autoral e que reflita mais claramente suas buscas e inquietações, a Cia começou a produzir sua própria dramaturgia.

Seguindo o exemplo de “Pequeno Inventário de Impropriedades“, o texto de Meteoros, escrito por Max Reinert, foi produzido e orientado sob o experiente olhar de Roberto Alvim (dramaturgo e diretor da Cia. Club Noir/ SP) que ministra a oficina regular do Núcleo de Dramaturgia do SESI Paraná – Teatro Guaíra (da qual Reinert faz parte).
Como uma das contrapartidas ao projeto de criação do espetáculo Meteoros, contemplado pela Lei de Incentivo à Cultura de Itajaí, a Téspis Cia. de Teatro traz Roberto Alvim no dia 19 de agosto (domingo), para realizar uma palestra sobre Dramaturgia Contemporânea.Alvim, além de nortear as atividades do Núcleo e do seu grupo em São Paulo, lecionou Dramaturgia e História do Teatro em instituições como a Universidade de Córdoba (Argentina), a ELT – Escola Livre de Teatro (SP), a CAL – Casa das Artes de Laranjeiras(RJ), a e ministra oficinas em diversos Estados do Brasil, a convite do Ministério da Cultura. Já recebeu diversas indicações para os prêmios mais importantes do teatro brasileiro (incluindo três indicações ao Prêmio SHELL), foi o vencedor do Prêmio BRAVO! Prime 2009 de Melhor Espetáculo Teatral de São Paulo.

O encontro será realizado no Teatro Municipal de Itajaí , às 16h com entrada gratuita e o convite é estendido a todos os atores, diretores, dramaturgos, artistas, escritores e interessados na nova produção teatral brasileira.

* Este projeto foi patrocinado pelo Porto de Itajaí – Autoridade Portuaria, com benefícios da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, através da Prefeitura de Itajaí e Fundação Cultural de Itajaí. 

Serviço: 
O que: Estreia do espetáculo Meteoros
Quando:18 e 19 de agosto, às 20h
Onde: Teatro Municipal de Itajaí
Quanto: Inteira – R$20,00 / Meia para estudantes, terceira idade, classe artística e antecipados – R$10,00
Gênero: Contemporâneo
Classificação etária: 18 anos

Filed under: Indicando! | MaxReinert | August 2, 2012 Comments (2)

A campanha pelo casamento igualitário no Brasil, capitaneada pelo deputado Jean Willys, continua a todo vapor. Semanalmente, artistas e ativistas têm demonstrado através de textos, declarações e vídeos seu apoio à campanha que pede – nada mais, nada menos – que tenhamos todos “direitos iguais“.

Seguindo a cartilha dos ativistas estadonidenses (é assim que escreve, gente?) a campanha angariou o apoio de uma das empresas mais “cools” do mundo e o vídeo do momento é a declaração -bunitinha- dos funcionários do Google Brasil em apoio à causa.

Acho que não é necessário falar mais nada depois desse vídeo, né?  Todos os argumentos estão ali – bem explicadinhos – para quem QUISER entender. Porque, claaaaro que vai ter gente que vai ler tudo, vai ver tudo e no final vai sair com aquelas frases feitas de sempre: Estão querendo casar na igreja, Deus não aceita, etc etc etc, bla bla blá!

Enfim… para quem quiser ler a PEC na íntegra, vá até a página da campanha! Curta e ajude também a divulga-la através do facebook ou ainda, siga Jean Willys no Twitter! Vale a pena!!!

“Meu relacionamento não é um remendo, não é um jeitinho, é uma coisa de verdade. [...]

Filed under: Indicando!,Visibilidade! | MaxReinert | May 31, 2012 Comments (0)

Do Uol Notícias:

A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou nesta quinta-feira (24) projeto de lei que inclui no Código Civil a união estável entre homossexuais e sua futura conversão em casamento. A proposta transforma em lei uma decisão já tomada por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio de 2011, quando reconheceu a união estável de homossexuais como unidade familiar.

A proposta, da senadora Marta Suplicy (PT-SP), ainda terá que passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir a plenário e também terá que ser votada pela Câmara dos Deputados, onde deverá enfrentar muito mais resistência do que no Senado, especialmente por parte da chamada bancada evangélica.

Em seu relatório sobre o PL, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) defendeu a proposta lembrando que o Congresso está atrasado não apenas em relação ao STF, quanto em relação à Receita Federal e ao INSS, que já reconhecem casais do mesmo sexo em suas normas. A senadora lembra, no entanto, que a conversão de união estável em casamento não tem qualquer relação com o casamento religioso.

“O projeto dispõe somente sobre a união estável e o casamento civil, sem qualquer impacto sobre o casamento religioso. Dessa forma, não fere de modo algum a liberdade de organização religiosa nem a de crença de qualquer pessoa, embora garanta, por outro lado, que a fé de uns não se sobreponha à liberdade pessoal de outros”, apontou em seu relatório.

Apesar da decisão do STF, que serve de jurisprudência para as demais esferas judiciais, casais homossexuais têm tido dificuldade em obter na Justiça a conversão, mesmo em cidades grandes como São Paulo e Rio de Janeiro. Vários juízes alegam, apesar da decisão do órgão superior, que não há legislação a respeito. Durante a votação do STF, o então presidente do Tribunal, ministro Cezar Peluso, cobrou do Congresso que “assumisse a tarefa que até agora não se sentiu propensa a fazer” e transformasse a conversão em lei.

Filed under: Visibilidade! | MaxReinert | May 24, 2012 Comments (0)

Via Mix Brasil:

“The New Normal” será a nova série gay da temporada. Criada por Ryan Murphy ( de Glee e American Horror Story), a comédia teve seu primeiro trailer revelado. Nas imagens um casal gay, interpretado por Justin Bartha e Andrew Rannells, pretende começar uma família e, para isso, contrata Goldie (Georgia King), uma garçonete com problemas de dinheiro para ser sua barriga de aluguel.

The New Normal chegará nos Estados Unidos pela NBC. A intenção do canal é clara, buscar e resgatar os tempos áureos da década de 1990 quando dominavam na programação da TV norte-americana sitcoms como Will & Grace .

Assista abaixo o trailer da nova produção (em inglês):

Filed under: Indicando! | MaxReinert | May 21, 2012 Comments (0)

Hoje é dia de lançamento do livro “Espartanos” do amigo virtual Lenin Foxx. O romance histórico trata da história de quatro meninos espartanos que crescem durante a Guerra do Peloponeso. Guerra esta acontecida no século IV antes de Cristo, entre Atenas e Esparta. E é um livro escrito por um historiador, isto é, este romance não aconteceu exatamente do jeito que ele estou narrando, porém ele poderia ter acontecido exatamente deste jeito porque ele é historicamente possível.

Na orelha do livro, você encontra um texto escrito por Gabriel Bruno Martins, que ajuda a ter uma idéia melhor do que você pode esperar do romance.

“A vida daqueles meninos os condicionaria a se tornarem guerreiros de Esparta: Alceu, Iolau, Heleno e Clício deixam suas posições de crianças para traçarem sua trajetória rumo à glória de servir sua cidade, em seus ínfimos sete anos de idade. A realidade em que são expostos é agressiva, é intimidadora e implacável. Apenas os fortes sobrevivem para que haja “liberdade para os gregos!” e, cada um, a sua maneira, mostra sua força para driblar os perigos que aparecem – tanto perigos para sua imagem como cidadão de Esparta, quanto perigos que colocam suas próprias vidas em risco.

Ao passar dos anos, e com seus desenvolvimentos pessoais construindo suas posições sociais na realidade em que vivem, os meninos se tornam adolescentes e, após, homens. Novas personagens vão se inserindo na vida dos protagonistas e criam novas estruturas para situação que explode ao redor, a guerra entre Esparta e Atenas.

Escrito com fluidez, o romance é uma verdadeira arca de informações históricas. Arca essa, aberta em cada trejeito de fala das personagens e na facilidade com que o narrador coloca o leitor imerso na realidade que está propondo. A carga informativa da obra não impede que o leitor, já impregnado pela verdade descrita, se emocione e se surpreenda a cada novo fato narrado.

Transitando entre as diferentes visões dos jovens guerreiros, a narrativa problematizará diferentes valores sociais da Antiguidade Clássica com a visão de mundo contemporânea do leitor, debatendo assuntos que vão desde as possíveis políticas que existiam, relações familiares, amor, até as vestimentas, tudo dentro de uma descrição minuciosa e embebedada pelo homoerotismo.

A obra entretém, além de informar, e pode ser usada como ponto de partida para discussões mais amplas que ultrapassam a época em que há o desenrolar da história. É uma trama que avança além do que se propõe, uma resposta artística a História de ontem e hoje.”

Com 396 páginas, é possível adquiri-lo no Clube dos Autores em dois formatos: Impresso (R$ 45,08) e e-book (R$ 18,09). Quer saber mais? Siga Lê Foxx no twitter, leia o blog dele, compre o livro! Serviço completo!!!

Filed under: Indicando! | MaxReinert | May 18, 2012 Comments (1)

Vale a pena ler…clique e leia na íntegra:

“O drama é que a sociedade foi naturalizada ao longo do tempo como heterossexual. Esta “naturalização” foi construída ao longo dos séculos e ganhou força no final do século XVIII. É a partir do século XIX quando Estado, medicina, polícia e Igreja se unem para disciplinar e higienizar a sociedade. E é neste momento histórico que a união civil entre pessoas será pensada enquanto mecanismo reprodutor com status oficial.  A partir de então os comportamentos desviados da conduta reprodutora ganham status de “anormalidade”, “criminalidade” e passíveis de tratamento ou reclusão prisional.”

Filed under: Conscientizando!,Indicando! | MaxReinert | May 8, 2012 Comments (0)

A Secretaria de Estado da Cultura por meio de sua Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias, junto com as Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU promovem o lançamento do livro “Viagem Solitária” de João Nery, no dia 03 de abril, às 19h, na Casa das Rosas, Avenida Paulista, 37.

No dia 04 de abril, às 19h, como continuidade da ação, João Nery realiza uma palestra magna, no Auditório Nelson Carneiro, na FMU, Av. Liberdade, 899, para alunos dos mais variados cursos da Universidade, abordando temas como diversidade sexual, identidade de gênero, direitos LGBT e história do Movimento Homossexual Brasileiro – MHB.

As ações, construídas com a coordenação do Curso de Serviço Social da FMU, contam ainda com a parceria da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo e da Coordenação Estadual de Política Públicas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo.

João Nery é um homem transexual de 61 anos, psicólogo e autor de “Viagem Solitária”, livro autobiográfico onde narra sua infância triste e confusa, a adolescência conturbada, a perda de seu diploma de psicologia – que deixou de ter validade com a mudança de sexo – as dificuldades jurídicas quanto ao seu novo nome, os quatro casamentos e seu maior orgulho, a paternidade.

João nasceu mulher, mas sentia-se na condição de aprisionado a um corpo estranho, uma sensação que ele reconheceu desde muito cedo. Durante a Ditadura Militar, em 1977, se submeteu à primeira cirurgia de mudança de sexo. Naquela época, as clínicas e os hospitais ainda não estavam liberados para fazer esse tipo de cirurgia e os médicos que se propunham a realizá-las eram considerados mutiladores, a ponto do médico que operou o João chegar a ser indiciado por lesão corporal, devido à outra cirurgia de mudança de sexo que realizou.

A obra é um mergulho profundo na questão do gênero como identidade individual, mostrando as alegrias e tristezas, derrotas e vitórias e principalmente a coragem de quem decide se transformar naquilo que escolheu ser.

Lançamento de “Viagem Solitária”

03 de abril
Horário 19h
Local Casa das Rosas – Av. Paulista, 37
Público alvo: aberto

04 de abril
Horário 19h
Local: Auditório Nelson Carneiro da FMU – Av.Liberdade,899
Público alvo: aberto, com ênfase no corpo discente e docente do complexo FMU

Filed under: Visibilidade! | MaxReinert | April 4, 2012 Comments (0)

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