Tem um ditado que diz que “desgraça nunca vem sozinha”. Conhecem? É mais ou menos aquela história de que se algo ruim acontece, pode esperar que daqui há pouco vem notícias de alguns desdobramentos. Isso pare acontecer com os terremotos, que agora acontecem em série e também nos escândalos.

Quando os gays falam que a homofobia em excesso sempé é sinal de “gente mal resolvida”, a maioria critica. Diz que é um pensamento de quem “quer” que todo o mundo seja gay para justificar sua posição. Eu, sinceramente, não tenho a menor vontade de viver em um mundo que fosse todo gay. Acho que seria chato demais. Não gosto de pasteurização. Gosto dos opostos, gosto das diferenças, gosto dos contrastes, gosto da diversidade.

Mas ( e sempre existe um “mas”), não gosto da hipocrisia. Não gosto de gente que leva a vida ofendendo e lutando contra os direitos dos gays e, obviamente, é mais “bixona” que todos nós juntos. (sim, eu usei o termo de forma depreciativa, sim! – propositalmente!)

Primeiro foi a reportagem indicada pela @Samegui, que conta sobre a prisão do senador estadunidense Roy Ashburn (casado, pai de 04 filhos, republicano eleito pela Califórnia, assíduo defensor das leis anti-gays) dirigindo embriagado. Ele estava acompanhado por um outro homem que não foi identificado e testemunhas viram ele saindo de uma boate gay em Sacramento.

Veja o vídeo:

O outro caso, veio por indicação do @MrToscani. A reportagem da revista ACapa relata a descoberta de que um assessor do Papa e integrante dos Cavalheiros de Sua Santidade, foi flagrado em escutas telefônicas pela polícia italiana dando detalhes do tipo físico dos garotos que ele gostaria que fossem levados até ele. Para a polícia, se trata de um esquema de prostituição masculina.

A pessoa com quem Balducci falava ao telefone era Thomas Ehiem, 29, que faz parte do coral do Vaticano. Ambos os envolvidos no caso de prostituição gay foram afastados de seus respectivos cargos.

A descoberta aconteceu por acaso. A polícia italiana investigava um outro caso de corrupção, que nao tinha relação com o Vaticano. Mas, por conta dos grampos acabou pegando ligações onde Ehiem descrevia um homem com “dois metros, 97 quilos, 33 anos e ativo”. Numa outra ligação, Balducci pergunta a Ehiem se ele já tinha falado com o “seminarista” e ele responde que a pessoa “provavelmente está na missa”.

Em nota ofical, o Vaticano disse que o papa Bento XVI já tem conhecimento do escândalo. Segundo as gravações da polícia, Ehiem procurou pelo menos dez homens para o assessor do papa. Na lista tem modelos e um jogador de rúgbi.

Ou seja, as pessoas realmente deveriam dar ouvidos aos ditados antigos. Nesse momento, não me sai da cabeça aquele que diz que “quem tem telhado de vidro, não joga pedra na casa do vizinho”! E a minha lista de gente mal-resolvida e enrustida vai aumentando a olhos vistos!

Filed under: Conscientizando!, Pensando! | MaxReinert | March 6, 2010 Comments (6)

Ultimamente tenho andado um pouco afastado da web por motivos de excesso de trabalho. Mesmo assim, captei meio que transversalmente algumas das discussões que estão rolando por aqui. Uma delas chegou até mim através de um twitter do @gustavodon (que eu repassei para dar seguimento a discussão) e recebi algumas respostas, dentre elas essas aqui e aqui do @mob_igormaia.

Para ser bastante honesto, concordo com o que o @mob_igormaia falou, em ambos os tuítes dele, mas também compactuo com a surpresa do @gustavodon. Vamos ver se consigo me explicar… mas antes disso, veja o vídeo!

Por uma incrível coincidência, parece que está (ou estava) rolando uma discussão sobre os limites do humor e dos humoristas aí pela web. Eu mesmo li dois textos que me parecem bastante interessantes sobre o assunto.  Danilo Gentili defende o direito dos humoristas de falarem sobre todas as coisas, mesmo as desagradáveis. E afirma que a sociedade brasileira não sabe lidar com essas verdades em forma de piada. Marcos Donizetti, em outro post também brilhante, fala sobre o perigo de se “calar” os comediantes que de uma forma ou de outra trazem à tona as mazelas da sociedade.

Com certeza absoluta eu faço parte do time que defende com unhas e dentes a liberdade de expressão. Prefiro ouvir muitas bobagens (que são sempre reflexos do pensamento das pessoas) do que sofrer com a impossibilidade de não poder gritar algo que me incomoda.

Prefiro saber o que pensam meus “adversários” do que tê-los escondidos sobre um semblante hipócrita e aparentemente concordando com meu comportamento, enquanto que em algum lugar de suas neuroses, muita raiva vai se acumulando até explodir em um ato violento e desnecessário.

Agora, uma coisa é alguém fazer humor, demonstrando “criticamente” uma situação. Outra é não se dar conta de que suas neuroses estão sendo levadas à outras pessoas de forma desnecessária e sem o mínimo de esclarecimento.

O “Mundo Canibal”, na minha opinião, não tem nenhuma contribuição às discussões importantes em nossa sociedade. Ou seja, não estamos falando de um humor critico, inteligente e antenado com os assuntos do dia-a-dia do país. De maneira nenhuma. Esse vídeo nada mais é do que um sintoma. Um sintoma da banalização da violência. Um sintoma de como se produz bobagens violentas que querem obter a chancela do humor, mas não conseguem. Dessa forma, o vídeo não pode ser considerado homofobico porque não tem como alvo atingir aos homossexuais diretamente. Ele é somente o reflexo de uma visão distorcida de mundo que consegue enxergar graça em surtos de violência por qualquer motivo.

Proibir a exibição desses vídeos não sei se realmente a melhor política.

Educar sempre me parece mais interessante do que punir… obviamente quando é possível.

E se é permitido à todos fazerem humor com os comportamentos alheios, quem sabe possamos também produzir vídeos que mostrem outras visões sobre o tema:

Filed under: Pensando! | MaxReinert | February 22, 2010 Comments (2)

Em 2006, o diretor Eytan Fox estreou o filme Bubble.

Bubble fala sobre, resumidamente, sobre a vida em Tel-Aviv, onde jovens vivem em uma apartamento (a “bolha” do título) tentando sobreviver longe dos conflitos políticos gerados entre árabes e palestinos.

Obviamente muitos conflitos acontecem durante o filme, inclusive uma paixão gay entre dois homens de nacionalidades diferentes, trazendo muitas complicações para “a bolha”.

Um dos personagens que mora no apartamento – Yelli (Alon Friedman) – é um solitário e assumido gerente de uma cafeteria e tem um caso com um enrustido (pelo menos é o que ele acha!) soldado árabe.

Em um dos seus encontros, Yelli fica sem graça ao perceber que seu parceiro é muitíssimo assumido junto aos parceiros da tropa e acaba questionando-o sobre isso. A resposta dada pelo militar Golan (Zohar Liba) é o que me motivou a escrita desse post nesse momento.

No Brasil, o tema/assunto de hoje é a declaração infeliz dada pelo general (perceba a letra minúscula) Raymundo Nonato de Cerqueira Filho durante a audiência com a Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

“Tropa não obedece militar homossexual!”

Será? No filme o pensamento é extremamente outro e ultimamente eu ando preferindo dar ouvidos às discussões éticas apresentadas na ficção, já que as da realidade andam com um nível muito baixo.

“Quando você está numa guerra, recebendo balas e bombas por todo os lados, ninguém quer saber com quem você vai para a cama. Eles querem saber é se você é forte o suficiente para ajudar a proteger a tropa. Se você faz o seu trabalho como deve, ser gay ou não é apenas um detalhe!”

Veja Bubble e esqueça o general. Ou não, afinal o filme, de certo modo, também fala um pouco sobre “assumir posturas”. Quem não se compromete, fica à mercê dos que comandam o país.

PS: Adoro essa música do/no filme!

Filed under: Pensando!, cinema | MaxReinert | February 4, 2010 Comments (1)

Outro dia, li em algum lugar que a grande diferença entre a relação de alguma minorias com a sociedade estaria exatamente no núcleo familiar. Por exemplo: uma pessoa negra, ao chegar em casa vai poder encontrar “seus iguais”, alguém com quem poderá compartir inclusive suas frustrações no caso de algum tipo de discriminação. Já o indivíduo homossexual corre o risco de ser duplamente discriminado. Ao chegar em casa, muitas vezes terá um duplo trabalho ao ter que esconder suas frustrações por ter sido discriminado na sociedade e ao mesmo tempo esconder sua orientação sexual. Enquanto, para alguns, a família é sinônimo de acolhimento, para outros ainda é sinônimo de medo e decepção.

Ao me ouvirem falar assim, dessa forma, sempre corre-se o risco de achar que eu caio no erro da simplificação e generalização. Mas, sei e posso contar de casos que aconteceram a menos de 01 mês e envolvem desde ameaças físicas até retaliações econômicas.

Em minha própria família, há certo silêncio sobre minha orientação. Meus pais faleceram cedo então nunca tivemos “a” conversa. Mas enquanto um dos meus irmãos fala sobre o assunto (quando é necessário!!) o outro nem admite a possibilidade. Há pouco tempo, quando me visitou e ficou hospedado em minha casa, tratou meu namorado como se fosse um “amigo” (hipocrisia mode on). E ao ser questionado por minha cunhada (que está ao par de toda minha vida amorosa – sempre as mulheres, né?), disse não saber do que ela estava falando (hipocrisia mode of).

Mas, engana-se quem crê que o grande problema para os homossexuais seja perder a sua ajuda econômica e/ou ser agredido fisicamente (por mais doloroso que isso possa ser!). Acredito seriamente que um sentimento de ter sido a “decepção” da família seja o que mais pesa para quem é homossexual. E não estou afirmando com isso que esse sentimento seja real. Mas é algo que nos é imposto e reforçado a todo momento principalmente por algumas religiões.

Já estou ouvindo a/ pergunta/comentário que sempre recebo quando falo sobre esse assunto: Mas qual é a família que vai ficar feliz em ter um filho gay? Ele vai ser discriminado… vai ser infeliz… etc, etc, etc! Ou seja, você é uma decepção. Mas, não podemos esquecer que “se decepcionar” tem a ver com “contrariar a projeção de um ideal”. Dessa forma, a resposta para as perguntas acima é mais simples do que pode parecer.

Qual família não se decepciona com um filho gay? Qualquer família que permita que o filho viva a vida que lhe cabe. Qualquer família que não fique projetando no seu filho suas frustrações, sonhos e desejos. Qualquer família que compreenda (ou aprenda a compreender) que a homossexualidade não é uma opção. Qualquer família que deseje que seu filho tenha uma vida plena, sem ter que esconder e/ou negar aspectos de sua personalidade.

E só para finalizar, talvez seja a vez dos gays fazerem uma pergunta para suas famílias: O que define uma família? A simples hereditariedade? Ou a possibilidade de superar diferenças no desejo de construir uma vida feliz em comum?

Filed under: Pensando! | MaxReinert | February 3, 2010 Comments (5)

Em épocas de BBB sempre volta a tona a validade desse programa na programação aberta de TV. Entre defensores ferrenhos e atacantes entusiasmados, sempre se chega a conclusão nenhuma. Não há consenso! E nem deveria haver, afinal o bom da TV aberta é o poder que nós (espectadores) temos de simplesmente utilizar o botãozinho do “desligar” e viver feliz para sempre alienado desse universo. Amém!

Mas o fato é que, quer queiramos ou não, os programas de TV (especialmente os da Globo!) acabam sendo formadores de opinião do espectador mediano e, porque não dizer, um reflexo do pensamento dos brasileiros.

Se, por um lado, não devemos dar muita importância ao que vemos por lá… por outro, em alguns momentos é interessante como alguns assuntos acabam por se tornar polêmicos por força da visibilidade que obtem só por estarem ligados, de alguma forma, ao BBB.

A primeira polêmica da casa foi o fato de o BBB deste ano estar sendo conhecido como a edição Gay! Neste texto que eu já havia indicado anteriormente, questiona-se o fato de que este ano, pela primeira vez, temos um número de gays mais compatível com a realidade daqui de fora. Ou seja, a realidade na TV tem um peso diferente do que fora dela??!!!!

Depois, foi a vez da hiprocisia machista reinante! Tessália faz (parece que fez, né?) sexo oral no seu “acompanhante” dentro da casa. Uma horda de machistas (e/ou gente que estava esperando um motivo pra crucificar a moça) faz uma campanha nacional para tachá-la de todos os nomes ruins possíveis.  Precisa mesmo falar sobre isso? Se fosse um homem a “se dar bem” com alguma moça seria o “machão”! A polêmica é tão rasa que quase não vale a conversa.

Agora, chegamos aos casos que eu acho um pouco mais sérios. A declaração infeliz do Dourado sobre “heterossexuais não contraírem AIDS“.  Pois é… o problema de dar espaço privilegiado à pessoas que claramente não tem o preparo necessário para isso é que corre-se o risco de saírem pérolas como essa. É uma burrice? É? Todo mundo sabe? Pelo jeito, não! E o pior é que vai dar munição para um bando de gente que não tem vontade de usar camisinha.

Ponto para a Elenita que retrucou: “Eu acho que isso que você está falando é um retrocesso. A gente lutou tanto para que as pessoas soubessem da prevenção e você fala isso?”

Pois é, falou! E, por mais que as pessoas queiram dizer que não, o comportamento dele nada mais é do que “mais” uma reação homofóbica. Ou você também acha que atitude homofóbica é só violência física?

E por falar em ignorância e homofobia, vem o Terra com um post/matéria (sei lá como chamar aquilo!) ridículo falando de Cadú e do seriado Farme 40graus. Ridículo porque quer fazer alvoroço em cima do “nada”! Ahhh ok… o Cadú fez um teste para trabalhar em um seriado gay. E daí? Se todos os atores que já interpretaram homossexuais na ficção fossem realmente homossexuais, acreditem: Eu seria o primeiro a ficar feliz. A lista é imensa! Obviamente, a produção do seriado divulgou uma nota oficial discutindo os pontos mais gritantes da nota.

Aí eu me pergunto…. o que fazer? Nada!

Infelizmente esse “tipo” de entretenimento vai continuar existindo. Vai sempre existir quem se interesse pela vida alheia e sempre alguém a falar alguma bobagem sobre algo em que é completamente ignorante. Quem puder “ajudar” a desfazer algumas das bobagens causadas pelos participantes que se apresente. Mas, sinceramente, eu não sei como!

PS: Eu REALMENTE não vejo o programa. Todas as coisas que sei sobre ele foi porque escutei, li ou fui contaminado pela web.

Filed under: Pensando! | MaxReinert | February 2, 2010 Comments (1)

Lá nos idos de 1995, vi um filme chamado Jeffrey (que no Brasil ganhou o subtítulo meio ridículo de “De Caso com a Vida”), bastante comercial. Nele, o personagem principal vivia uma crise de meia idade gay, onde desistia de fazer sexo durante um tempo por causa da AIDS. Em uma pequena cena paralela, a mãe de algum personagem que eu não lembro, ia à uma Parada e conhecia alguns participantes. Dentre eles um casal de transexuais lésbicas.

No filme elas contam que quando se conheceram eram gays, mas começaram a desenvolver uma tendência por gostar de mulheres e decidiram fazer a operação de mudança de sexo e tornaram-se lésbicas.  Uma volta imensa para a aceitação sexual, eu diria. O filme, uma comédia obviamente, levantava de forma singela certas relações presentes no mundo contemporâneo.

Talvez, seja por isto que, quando a li essa notícia aqui, eu não estranhei algumas colocações que aparecem no texto:

Scott, que nasceu Jessica, disse que desde os 11 anos percebera que gostaria de ser um homem. Os pais pagaram o equivalente a 13 mil reais para que os seios da filha/filho fossem removidos.

Thomas, que já foi Laura, fez cirurgia para mudança de sexo no ano passado, quando removeu o útero.

No final do texto aparece um outro trecho assim:

Recapitulando: Duas mulheres se tornaram “homens” e formam um casal. Um deles está “grávido”. Entendido?

Não quero ser preconceituoso e imprimir regras para as definições de gênero de cada indivíduo. Continuo acreditando na diversidade de possibilidades e achando que cada pessoa vai encontrando formas para se sentir uma pessoa realizada e feliz. Mas, de certa forma, eu me pego pensando como essa quantidade de “transformações” pode assustar à algumas pessoas que não estão familiarizadas com outros modos de vida. Imagine-se no lugar de uma pessoa que foi educada a vida toda para achar que os papéis de cada indivíduos são  imutáveis e pré-definidos! Obviamente elas devem estranhar!

O que estou querendo dizer é que compreendo a dificuldade que as pessoas podem ter pela “ignorância” sobre o assunto. Por outro lado, essa ignorância, de forma alguma, justifica ações preconceituosas.  Oras, se uma pessoa encontra algo que desconhece, sua primeira “reação”  não deveria ser de “repressão” ou “violência”. Será que temos impresso em nossa memória recente somente essa “possibilidade”?

De certa forma, as reações de um povo são o reflexo de um contexto e de uma época. Um mundo cada vez mais imerso na violência urbana, apoiada em uma cultura de impunidade tende a acreditar/render-se à reações violentas. Ou começamos JÁ a mudar essa postura e construir uma educação diferente para oferecer às nossas crianças ou estaremos fadados à barbárie.

Filed under: Pensando! | MaxReinert | January 27, 2010 Comments (1)

Ótimo artigo publicado aqui por Hélio Schwartsman falando sobre a aprovação pelo parlamento português do casamento gay.

(…) Como já afirmei diversas vezes neste espaço, o que dois ou mais adultos fazem de comum acordo em matéria de sexo entre quatro paredes é assunto que diz respeito unicamente a eles. E, se a sociedade, por algum motivo, definiu que casais são titulares de uma série de benefícios fiscais e direitos sucessórios e previdenciários, não há por que não estendê-los a parelhas do mesmo sexo. Um cidadão é um cidadão independentemente de seus hábitos sexuais.

Sei que esse não é um raciocínio unânime. Só que para opor-se a ele faz-se necessário invocar um conceito bastante complicado: o pecado. Sua complexidade está no fato de envolver uma série de pressupostos pelo menos discutíveis. É a sempre interessante “Encyclopaedia Catholica”, no verbete “sin” (pecado), que enumera algumas das condições necessárias para a “verdadeira noção bíblico-teológica de pecado”: a existência de um Deus pessoal criador de todas as coisas, a existência de uma lei divina, a existência do livre-arbítrio humano e a existência de uma responsabilidade humana derivada da razão. Considero toda essa discussão apaixonante, mas não compro pelo valor de face nenhum desses quatro fundamentos do pecado. (…)

Vale a leitura e pensar sobre!

Filed under: Indicando!, Pensando! | MaxReinert | January 26, 2010 Comments (0)

Li a notícia num tuite da @veriserpa hoje cedo: Itália anuncia criação de presídio exclusivo para transexuais. Na hora lembrei da celeuma que se criou sobre os asilos para transexuais na Espanha, sobre os quais @maxreinert falou aqui.

Segundo informações da BBC, o governo italiano anunciou a criação daquela que possivelmente será a primeira prisão exclusiva para transexuais do mundo, nos arredores de Florença, no presídio de Pozzale (que já foi prisão feminina comum de segurança média) para abrigar cerca de 30 detentos. O número parece pequeno, mas oficialmente está dentro da realidade: calcula-se que cerca de 60 transexuais atualmente estejam presos no país, espalhados por prisões masculinas e femininas, nas quais dividem o espaço (as prisões de lá também são superlotadas) com homens e mulheres e frequentemente precisam ser isolados para sua própria segurança..

Um grupo ativista gay (infelizmente, não descobri qual) elogiou a iniciativa do governo italiano, afirmando que uma prisão exclusiva para transexuais permite que os detentos tenham o apoio necessário, pois o presídio de Pozzale tem uma biblioteca, um centro de recreação e terreno para cultivo de alimentos.

Filed under: Pensando! | samegui | January 13, 2010 Comments (4)

gaypride

Quem me conhece sabe que eu sempre tive aversão por esse tal “orgulho gay”.

Nunca consegui encontrar uma justificativa que me fosse completamente satisfatória para ter orgulho de algo que eu sei ser “nato”. Sim… como eu já cansei de escrever aqui e muit@s vivem falando, ninguém “escolhe ser gay”. Não é uma “opção”.  Você pode escolher “fazer sexo” com o parceiro que quiser… mas “ser” gay ou hetero, definitivamente não é uma escolha. Em outros textos publicados aqui mesmo no NoGhetto, já afirmei que tenho orgulho das minhas “realizações”, das minhas escolhas, do meu sucesso profissional… e por aí vai.

Mas, ultimamente, tenho repensado essa posição. Por quê? É o que eu vou tentar explicar.

Sabe quando você tem muita dificuldade para passar de uma fase de um game? Fica ali… Horas, às vezes dias, tentando e tentando e… nada! Pois é… ser gay no Brasil é assim! Um jogo duro! E quando você “vence” esse jogo, tendo coragem de assumir (muitas vezes para si mesmo) sua sexualidade, comemora! Muito!

Você, se quiser ser gay e não viver mentindo enfiado dentro de uma caixa de sapatos para que ninguém saiba, vai ter que matar muitos “seres de outras galáxias”, correr atrás de vários príncipes/princesas, aprender a dar muito especial e descobrir quais são as cartas que te mantém mais tempo vivo no jogo.

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“Viado” no Brasil só serve se for divertido como na novela, para servir de piada entre os amigos do escritório e/ou para um sexo casual “porque eu estava bêbado” no final da noite.

Aqueles que querem levar sua vida normalmente, passam por maus bocados.

De certa forma, pode-se dizer que os maiores “causadores” desse tal de “orgulho gay” são os homofobicos e preconceituosos que existem por aí. Afinal… qual pessoa que leva uma grande parte de sua vida ouvindo “ser gay é ruim”, “você vai no inferno” e “você é doente” não vai ter a “necessidade” de se auto-afirmar?

Obviamente, já começo a escutar, que por conta dessa auto-afirmação é que o preconceito cresce e a homofobia se espalha. Ou seja… lá vamos nós culpar a vítima novamente! Por que sempre é pedido que a vítima do preconceito seja um mártir para evitar o preconceito? Já perceberam que o discurso, mesmo entre alguns simpatizantes é “aja como uma pessoa normal e você será respeitado”?

O que é ser normal? Qual o limite da exposição pessoal? Qual o limite de “feminilidade” permitida para um homem? ou vice versa!

Não deveria ser uma necessidade básica de cada indivíduo afirmar-se dentro de suas características pessoais? Existem pessoas mais masculinas, pessoas mais femininas, pessoas mais sensíveis e outras nem tanto. Existem gente de tudo quanto é tipo e muitas delas estão se “orgulhando” pelos motivos errados.

Hoje em dia muita gente parece se orgulhar de roubar e não ser preso. Muita gente se orgulha por ter levado vantagem em alguma operação não muito clara. Muita gente se orgulha por ser hetero. Outros tantos se orgulham de serem os únicos e verdadeiros portadores da palavra de Jesus. Muitos se orgulham de ter matado a tiros outros tantos, pois disto depende sua sobrevivência dentro de um sistema completamente corrompido como o nosso.

De tudo isso, se orgulhar de ser gay, me parece ser uma das coisas mais inofensivas. Se isso lhe ofende, sinto muito, mas é você que vai ter que aprender a lidar com isso. Eu estou muito bem, obrigado!

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Filed under: Pensando! | MaxReinert | November 30, 2009 Comments (6)

Eu poderia ficar durante horas e horas aqui falando sobre o caso UniBan. Suas implicações e seus desdobramentos, mas me recuso. Toda essa situação só reforça minha crença habitual de que a espécie humana faliu. Os valores estão completamente desequilibrados e eu não estou falando de “recuperar a moral”… muito pelo contrário! Vejo um batalha entre os bárbaros e os moralistas para imprimir sua “nova velha ordem” reacionária!

De qualquer forma, o “informe publicitário” divulgado pela própria universidade faz todo o trabalho para falar mal da própria instituição. São pérolas e mais pérolas de moralismo e discriminação. A vítima é punida!!! Quer inversão de valores maiores que essa?

uniban

Eu, se tivesse tido o azar de estudar naquela universidade, processaria a UniBan. Imagine como  será vergonhoso dizer que foi aluno daquele lugar. O  vídeo do @Cardoso, sátira de “A Queda” disse tudo!

Filed under: Pensando! | MaxReinert | November 9, 2009 Comments (1)

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