Que ótimo ver jovens falando e pensando sobre sua sexualidade de forma tão aberta. Muito diferente da geração que a antecedeu!!! O documentário curta metragem feito pelo Coletivo Lumika merece uma espiada
A entrevista é antiga (do período da saída do armário/lançamento do livro)… mas vale a pena porque toca em alguns pontos que eu venho comentando há algum tempo:
- A necessidade de ícones / imagens positivas dentro da comunidade gay
- A importância do outting, principalmente por pessoas que são correspondem aos estereótipo gay
- A banalização da orientação sexual em relação às posturas dentro do trabalho / comunidade / etc.
“(…) Quando um sujeito ou uma mulher lutam pelo direito de fazer sexo com quem desejar – e de andar na rua vestido como quiser, abraçado a quem achar melhor – ele e ela estão lutando, intrinsecamente, pelo direito de todos serem o que são. Os ganhos pessoais e íntimos de alguns se traduz em ganho público para a comunidade inteira. Quando um grupo socialmente discriminado é reconhecido em seus direitos, quando ele ganha espaço para expressar seus gostos e sentimentos (desde que isso não aconteça em prejuízo dos outros), a sociedade inteira se torna um pouco mais livre. Há uma lógica inexorável de contágio que começa com a liberdade do indivíduo, avança para o seu grupo e se espalha para a sociedade toda – e para o mundo. Quando os sinos tocam de júbilo, eles também tocam por todos nós. Gays e não gays.”
Ótimo texto de Ivan Martins sobre a os homens contemporâneos…vale a leitura!
Interessante matéria com Barbara Aires falando abertamente sobre sua vida. Interessante escutar alguns ecos de conversas que venho tendo com algumas pessoas sobre a necessidade mais que urgente de romper este ciclo vicioso que mantém milhares de pessoas trans na marginalidade: Não há emprego porque a sociedade não aceita essas pessoas marginais. As pessoas não deixam a marginalidade porque não há outra opção.
A história de Bárbara Aires, a transexual que virou produtora de TV, se afastou das ruas e luta para ser mulher
RIO – Ela nasceu com um nome que evita, a todo custo, pronunciar, e que está, ainda, no seu RG. Orgulhosa, prefere mostrar o crachá de seu primeiro emprego formal, temporário, como produtora do programa “Amor & sexo”, da Rede Globo. Ali consta seu nome social, que também está no e-mail de trabalho: Bárbara Aires.
— Meu pai, quando falam de mim, diz que eu morri. É verdade. Os rastros ainda estão num documento, mas, se Deus quiser, um juiz há de me conceder uma nova certidão.
No Rio desde 2005, a paulistana de Santo Amaro trabalhava, até o final do ano passado, no mercado do sexo. Quando aqui chegou, já em processo de transformação hormonal, procurou emprego, em vão. Já era conhecida por filmes pornôs e por uma entrevista com Luciana Gimenez. Fez o que sabia: sobreviveu.
— O Rio era um mercado mais lucrativo que São Paulo. Atendia num hotel através de anúncios na internet. Sempre de olhos bem abertos a uma oportunidade, para usar a frase clássica, de “sair dessa vida”. Da prostituição, feminina, masculina ou trans, há quem goste. Eu, não.
Paralelamente, cultivou o ativismo. Diretora da Astra Rio (Associação das Travestis e Transexuais do Rio de Janeiro), representa os interesses da “classe” nos conselhos municipais e estaduais. Por exemplo, na conquista de decretos como os que obrigam o uso do nome social num Registros de Ocorrência e na oratória das filas médicas.
Esse know-how, que a levou a dar palestras em faculdades, conduziu-a, também, ao auditório do programa comandado por Fernanda Lima, que precisava de um depoimento sobre as diferenças entre trans e travestis. Chamou a atenção da direção: articuladíssima, era ótima candidata a ser consultora do show. Quando surgiu a vaga de produtora de reportagem, a porta se abriu.
— Mesmo com rendimento financeiro menor, decidi imediatamente me afastar da prostituição. Sei que ainda vai demorar para ser reconhecida profissionalmente: no momento, destaco-me pela exceção de estar numa grande empresa enquanto transexual não-operada, com crachá de mulher e usando o banheiro feminino sem drama.
Repasso abaixo o texto publicado na página do Dep. Jean Willys sobre a polêmica, homofóbica e retardada declaração de um jornalista em Joinville sobre o beijo gay na campanha política local.
Ele usou esses poucos segundos, também, para levar à televisão o que a própria televisão, por falta de coragem, invisibiliza: o afeto entre iguais. Quem ainda é ou já foi um menino, menina, ou adolescente LGBT sabe muito bem o que significa viver num mundo que te trata como invisível. Heterossexuais existem nos desenhos animados, na novela, no cinema, nos seriados, nas músicas, na publicidade, nas histórias que são contadas pelos pais, pelos professores, e até nos exemplos de orações, para analisar sintaticamente nas aulas de português. Há uma fase na vida de toda criança LGBT em que ela acha que é a única do mundo. A família, os amigos, e os colegas também vivem nesse mundo em que nós somos invisíveis. Como poderiam nos entender?
A política deve cumprir essa função pedagógica. O que Leonel Camasão (Orgulho de você, companheiro!) disse para os habitantes de Joinville foi: Eu vou governar para todos e todas, não vou invisibilizar, esconder ou me esquecer de nenhum de vocês. E ele disse, ao mesmo tempo: Eu não me envergonho de dizer que vou governar, também, para a população LGBT da minha cidade. E mais: ele se posicionou claramente, num contexto político de crescimento ameaçador do fundamentalismo religioso na política, do lado daqueles que defendem o Estado laico, a liberdade e a igualdade. O PSOL é isso: um partido que tem lado e que não tem vergonha de mostrá-lo.
Leonel fez tudo isso através de uma imagem de alto conteúdo simbólico, numa campanha que, de modo geral, cansa, de tão vazia: “Eu sou fulano, 235443, vote em mim”; “Eu sou fulano, filho de sicrano, 235443, vote em mim”; “Eu sou fulano, o candidato de Mengano, 235443, vote em mim”. Leonel tem poucos segundos, mas decidiu preenchê-los de conteúdo. Não vote em mim porque eu sou fulano, filho de sicrano, apoiado por mengano. Vote em mim porque eu defendo estas ideias e valores.
Essa atitude corajosa, porém, foi recebida com gravíssimos insultos numa incrível coluna assinada por João Francisco da Silva, editor-chefe do Jornal da Cidade.
“Nojento aquele beijo gay exibido no programa eleitoral do Leonel Camasão, do PSOL. Tão asqueroso quanto alguém defecar em público ou assoar o nariz à mesa. Gostaria de saber qual a necessidade de exibir suas preferências sexuais em público? Para mim isso é tara, psicopatia. No mínimo falta de decoro. E a “figura” quer ser prefeito e se diz jornalista”, escreveu Da Silva.
Não vou responder às baixarias, que só qualificam seu autor. Apenas quero apontar para o fato de que chamar um beijo de “nojento”, comparar um ato de amor com “defecar em público” é algo que somente uma pessoa gravemente doente ou perversamente má poderia fazer. Mas, por trás da grosseria, do mal gosto e da falta de eduçação do jornalista, há um pano de fundo que acho, sim, importante analisar: a ideia de que gays e lésbicas deveríamos voltar aos armários, viver escondidos e nos envergonharmos dos nós mesmos. O racismo que volta vestido com outras roupagens, mas não deixa de ser racismo.
“Qual é a necessidade de exibir suas preferências sexuais em público?”, pergunta-se o jornalista.
Ora, a resposta é óbvia e qualquer pessoa deveria ser capaz de respondê-la: é a mesma necessidade que todo o mundo tem!Heterossexuais se beijam na rua, no cinema, no restaurante, na boate, em todos os lugares que quiserem. Andam de mãos dadas, tiram as férias juntos e se hospedam no mesmo quarto, apresentam seus parceiros ou parceiras aos colegas de trabalho, à família, aos amigos, aos vizinhos, mudam o status de “solteiro” para “em um relacionamento sério” ou “casado” no Facebook, são representados na novela e nos filmes — e neles tem beijos, tem cenas sensuais, tem sexo, tem brigas de casal, tem reconciliações, tem infidelidades, tem amor à primeira vista, tem ciúmes, tem paixão. Heterossexuais namoram até nos contos infantis.
Qual é a necessidade dos heterossexuais de exibir suas preferências sexuais em público? A mesma que a de todo o mundo! O problema está na maneira em que algumas pessoas ignorantes, preconceituosas e doentes de ódio nos enxergam. É a mesma maneira em que os racistas enxergam os negros. É a mesma maneira em que os antissemitas enxergam os judeus. E assim que os João Francisco da Silva da vida nos veem. E é através desse prisma embaçado, sujo, que a visão deles se distorce, e quando eles veem um beijo não conseguem ver um beijo, mas alguma outra coisa que está, apenas, na mente deles.
Quando duas mulheres que se amam se beijam, quando um homem e uma mulher que se amam se beijam, quando doishomens que se amam se beijam, é sempre um beijo.Um beijo é sempre um beijo! E quando dois homens andam de mãos dadas, quando duas mulheres almoçam juntas em um restaurante, quando um gay apresenta seu namorado para os amigos, quando uma lésbica tira férias com a namorada dela, quando um casal do mesmo sexo vai ao cinema e se beija durante o filme, eles não estão “se exibindo”. Eles estão, apenas, vivendo suas vidas. Como todo o mundo.
Como disse a cantora — e minha grande amiga — Zélia Duncan, em depoimento gravado para a campanha pelo casamento civil igualitário no Brasil: “Qualquer argumento contra o amor é um argumento vazio. É preconceito. E o preconceito é filho da ignorância e irmão da violência”.
Veja abaixo o vídeo que motivou o comentário do jornalista:
Uma festa bafônica.
Um homem lindo na sua cama.
Um corpo na banheira.
Um mistério para resolver.
Esse é o “fio” de história da web série ”Where The Bears Are“. Uma mistura de série policial com comédia de costumes gays que é o resultado do projeto criado por Rick Copp (The Brady Bunch Movie) Joe Dietl (The Thin Pink Line) and Ben Zook (Jack and Jill).
Ao todo, nesta primeira temporada, serão 25 episódios de 04 minutos e, se você não tem problemas com uma humor EXTREMAMENTE gay, com certeza vai se divertir bastante.
Mais uma vez a companhia de Itajaí propõe-se a explorar, através do seu novo trabalho, uma pesquisa aprofundada baseada em conceitos, visões e provocações do teatro contemporâneo.
Dirigida por Max Reinert, que também assina a dramaturgia e a iluminação da peça, Meteoros expõe os conflitos vividos por dois atores em cena. Uma mulher que interpreta uma atriz à beira da constatação do que seria real ou ficcional no ato de realizar o seu último papel e um homem psicologicamente perturbado com os seus desejos.
Utilizando-se de metalinguagens o diretor aposta em inovações dramatúrgicas, característica já observada no último espetáculo da companhia, “ Pequeno Inventário de Impropriedades”, cuja direção é de Denise da Luz. “Existe uma nova dramaturgia sendo construída no país que não se apoia mais numa visão aristotélica do texto. São textos (e consequentemente encenações) que apostam na fragmentação do discurso, na abertura de lacunas para serem preenchidas pelo público, na simultaneidade de histórias, na construção de signos polissêmicos. A utilização do texto dramatúrgico como uma provocação para ser dividida com o público, uma experiência compartilhada e não imposta”, explica Reinert.
Outra novidade em Meteoros é a estreia do ator Jônata Gonçalves na companhia. Convidado para participar da Téspis, através de uma seleção que o grupo realizou no mês de maio, o ator atua na cidade de Itajaí há alguns anos e já participou de outros trabalhos com distintas companhias. Jônata divide o palco com a atriz Denise da Luz, uma das fundadoras da Téspis Cia de Teatro, junto de Reinert. A atriz também assina o figurino da peça.
Além disso, o espetáculo confirma a parceria com Hedra Rockenbach, responsável pela ambientação sonora do espetáculo. Hedra também norteia os trabalhos de som do Cena11 – grupo de dança catarinense de grande reconhecimento nacional e internacional.
A Téspis Cia. de Teatro já adaptou para os palcos obras já conhecidas, como é o caso da premiada peça “Medéia – outra versão”, criada a partir da tragédia grega Medéia, de Eurípedes. Porém, na busca por um trabalho mais autoral e que reflita mais claramente suas buscas e inquietações, a Cia começou a produzir sua própria dramaturgia.
Como uma das contrapartidas ao projeto de criação do espetáculo Meteoros, contemplado pela Lei de Incentivo à Cultura de Itajaí, a Téspis Cia. de Teatro traz Roberto Alvim no dia 19 de agosto (domingo), para realizar uma palestra sobre Dramaturgia Contemporânea.Alvim, além de nortear as atividades do Núcleo e do seu grupo em São Paulo, lecionou Dramaturgia e História do Teatro em instituições como a Universidade de Córdoba (Argentina), a ELT – Escola Livre de Teatro (SP), a CAL – Casa das Artes de Laranjeiras(RJ), a e ministra oficinas em diversos Estados do Brasil, a convite do Ministério da Cultura. Já recebeu diversas indicações para os prêmios mais importantes do teatro brasileiro (incluindo três indicações ao Prêmio SHELL), foi o vencedor do Prêmio BRAVO! Prime 2009 de Melhor Espetáculo Teatral de São Paulo.
O encontro será realizado no Teatro Municipal de Itajaí , às 16h com entrada gratuita e o convite é estendido a todos os atores, diretores, dramaturgos, artistas, escritores e interessados na nova produção teatral brasileira.
* Este projeto foi patrocinado pelo Porto de Itajaí – Autoridade Portuaria, com benefícios da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, através da Prefeitura de Itajaí e Fundação Cultural de Itajaí.
Serviço: O que: Estreia do espetáculo Meteoros Quando:18 e 19 de agosto, às 20h Onde: Teatro Municipal de Itajaí Quanto: Inteira – R$20,00 / Meia para estudantes, terceira idade, classe artística e antecipados – R$10,00 Gênero: Contemporâneo Classificação etária: 18 anos
A campanha pelo casamento igualitário no Brasil, capitaneada pelo deputado Jean Willys, continua a todo vapor. Semanalmente, artistas e ativistas têm demonstrado através de textos, declarações e vídeos seu apoio à campanha que pede – nada mais, nada menos – que tenhamos todos “direitos iguais“.
Seguindo a cartilha dos ativistas estadonidenses (é assim que escreve, gente?) a campanha angariou o apoio de uma das empresas mais “cools” do mundo e o vídeo do momento é a declaração -bunitinha- dos funcionários do Google Brasil em apoio à causa.
Acho que não é necessário falar mais nada depois desse vídeo, né? Todos os argumentos estão ali – bem explicadinhos – para quem QUISER entender. Porque, claaaaro que vai ter gente que vai ler tudo, vai ver tudo e no final vai sair com aquelas frases feitas de sempre: Estão querendo casar na igreja, Deus não aceita, etc etc etc, bla bla blá!
“The New Normal” será a nova série gay da temporada. Criada por Ryan Murphy ( de Glee e American Horror Story), a comédia teve seu primeiro trailer revelado. Nas imagens um casal gay, interpretado por Justin Bartha e Andrew Rannells, pretende começar uma família e, para isso, contrata Goldie (Georgia King), uma garçonete com problemas de dinheiro para ser sua barriga de aluguel.
The New Normal chegará nos Estados Unidos pela NBC. A intenção do canal é clara, buscar e resgatar os tempos áureos da década de 1990 quando dominavam na programação da TV norte-americana sitcoms como Will & Grace .
Assista abaixo o trailer da nova produção (em inglês):