De olho no crescimento do público homossexual, instituições financeiras, públicas e privadas, já permitem operações financeiras de renda de casais do mesmo sexo, como financiamentos imobiliários, por exemplo.

No Banco do Brasil, casais homoafetivos que queiram comprar um apartamento juntos devem comprovar a relação escrevendo uma carta do próprio punho.

Na maior parte dos casos, os bancos avaliam a capacidade das duas partes de honrar as dívidas de forma independente. Em caso de inadimplência, os dois são notificados. No Bradesco, o empréstimo é feito apenas se for para uso residencial.

Já na Caixa e no Santander não é preciso qualquer parentesco para compor a renda necessária para financiamento do imóvel. De acordo com as instituições, amigos podem fazer empréstimos juntos para comprar imóveis. Nesse caso, a distribuição é feita de acordo com a proporção de crédito de cada um, que, de uma forma geral, é dividido igualmente entre os parceiros.

Imposto de Renda e Previdência

A união civil entre pessoas do mesmo sexo é cada vez mais comum. A partir de 2011 casais homossexuais poderão declarar companheiros no Imposto de Renda de Pessoa Física (IR), desde que seja comprovada a união estável.

Situação parecida acontece nos tribunais, onde os parceiros homoafetivos estão conseguindo obter na Justiça o direito de receber benefícios previdenciários do INSS e dos planos de previdência privada dos companheiros falecidos.

Li essa matéria no SRDZ e achei muito legal a postura do Banco do Brasil. Aliás, contrastando bastante com o “empréstimo para amigos” de alguns outros bancos. Em reportagem para ODia Online, encontrei a seguinte declaração:

Ana Luisa Porto Borges, especialista em Direito Civil, acredita que a decisão do BB é uma demonstração da melhor aceitação pela sociedade e pelo mercado. “Apesar de o Estado não reconhecer como união estável, a realidade não é essa. E o Judiciário já vê de outra forma”, avalia a especialista.

No caso do financiamento, há encontro de vontades, segundo a advogada. “O banco quer vender, e o casal quer comprar. Recusar é um preconceito. Quem disse que uma relação homossexual dura menos que uma heterossexual?”, questiona Ana Luisa.

Acho que são reflexos como esse que demonstram que a sociedade está sim ampliando sua aceitação em relação aos homossexuais. Ahhh, mas é sempre por causa das questões econômicas – alguns vão dizer. Bom, se tiver que começar por algum lugar, por que não por aí?

Voltando ao assunto dopost anterior… melhor lutar desta forma do que pelo beijo gay na TV!

Li primeiro no Muza!

Filed under: Conscientizando! | MaxReinert | September 2, 2010 Comments (0)

O programa “A Liga” tem se mostrado um interessante veículo de discussão das questões LGBT.

Por mais que algumas pessoas questionem algumas “nomenclaturas” usadas e esta ou aquela visão dada aos personagens (como no caso do garoto de programa que praticamente destruiu a imagem dos gays!), o programa segue forte sendo um espelho bastante verdadeiro de como a sociedade vê aos homossexuais (ou como nós mesmos nos vemos, às vezes!).

Eu não tenho mais assistido a TV aberta, mas consigo achar sempre os programas na íntegra… seja no Youtube, seja na página da Band… e no último dia 17/08 foi ao ar um programa sobre discriminação. Muito bom!!!

Só o “experimento” realizado por Rafinha Bastos no início do programa onde ele coloca pessoas “tentando” definir as profissões de outras pessoas somente pela aparência já vale um bom tempo de conversa. Veja o vídeo abaixo e depois diga se não vale a pena assistir!

A Liga vai ao ar todas as terças-feiras, 22h!

Filed under: Conscientizando! | MaxReinert | August 24, 2010 Comments (0)

Li no ACapa:

Em entrevista ao “The Mirror”, o ator Tom Hardy, que atualmente está em cartaz com o longa “A origem“, disse que já fez sexo com outros homens.

Não entendo por que isso surpreeenderia alguém, já que acontece com a grande maioria dos atores. Há muita beleza em um corpo masculino“, disse Hardy, que afirmou já ter tido várias experiências, mas que as suas vivencias homossexuais estão no passado, quando ele ainda era jovem.

No momento, o moço está noivo da atriz britância Charlote Riley e é pai de um garoto de dois anos, que teve com uma ex-namorada.

Já pode ficar fã?

É exatamente o que eu ando pregando/dizendo por aqui. Se mais pessoas simplesmente admitirem que já fizeram sexo com outros homens… e se mais pessoas admitirem que isso, afinal, não é algo tão “importante” assim, quem sabe não começamos a ter que dar menos explicações, hein?

PS: Não vejo a hora de “A Origem” estrear em Floripa! ;)

Filed under: Conscientizando!,cinema | MaxReinert | August 3, 2010 Comments (2)

Quem acompanha algumas discussões aqui neste blog, sabe que eu sempre fui da opinião de que minha orientação sexual é apenas “01″ dos fatores que compõem minha personalidade/caráter.  Acho extremamente chato quando as pessoas colocam todos os gays em uma “gaveta” bem etiquetada com um rótulo único e imutável.

Pois não é que, navegando pela web, encontrei um vídeo que fala exatamente sobre isso? Então… trouxe aqui para compartilhar com vocês!

Mas eu não coloquei esse vídeo aqui porque eu sou gay, mas é porque eu sou Max! ;)

Filed under: Conscientizando!,Pensando! | MaxReinert | July 30, 2010 Comments (9)

Muito interessante esse documentário que fala sobre as relações homoafetivas.

As distintas formas com que as pessoas se encontraram e se descobriram como homossexuais. Também aparecem temas como a adoção, a noção de família e/ou “parceria”.

Mesmo com a dublagem em espanhol, vale muito a pena!

Filed under: Conscientizando!,cinema | Tags: , | MaxReinert | July 28, 2010 Comments (1)

* do lado do play tem um botão para escolher a legenda!

Filed under: Conscientizando!,Indicando! | MaxReinert | July 27, 2010 Comments (2)

Certas vezes a ignorância é tanta que a gente fica até sem palavras… e ultimamente isto tem acontecido muitas vezes. Aliás, seria um sonho se algumas pessoas ficassem em alguns momentos sem palavras também… ou melhor, mudas!

A ladainha sobre um estado laico, a outra ladainha sobre os representantes do povo serem eleitos para defender à “todos” os cidadãos e outras do mesmo tipo já cansaram. O caso é que algo necessita ser feito urgentemente para melhorar o “nível” desses representantes.

Enquanto isto não acontece, ficamos com vídeos como esse abaixo em que esse Sr. Vereador de Osasco fala essa patacuada de bobagens referindo-se aos homossexuais. Nem vou dizer quem eu considero doente nesta história toda! Aliás, “dó” eu tenho do Sr. que ainda ri quando fala a palavra homossexual. Um riso nervoso, é verdade, típico daqueles que “realmente” precisam de tratamento.

UPDATE: E o Thiago, morador de Osasco, também postou sobre o caso!

Filed under: Conscientizando! | MaxReinert | July 8, 2010 Comments (4)

…daqui!

Filed under: Conscientizando! | MaxReinert | June 27, 2010 Comments (2)

A frase é do pai da cantora country, Chely Wright, duas semanas após saber da homossexualidade da filha. Incrível, mas esta moça conseguiu esconder de todos uma face sua que era importantíssima, o que a levou a um “sufocamento” e a fez chegar à beira do suicídio.

Num espaço como o NoGhetto, não vou nem comentar a dor que esta moça sentia para chegar a isso (trair a si mesma, como ela repete várias vezes na entrevista para Oprah nos vídeos abaixo) e sim focar em dois pontos que me emocionaram muito.

O pai disse que, embora ele tivesse sido criado numa sociedade que tratava a homossexualidade como um “pecado”, ao saber da filha ele pensou “eu a conheço, sei do seu coração e da sua mente, ela é uma boa pessoa”. Imaginem que duro para este homem rever todos os seus conceitos em dois minutos ou duas semanas… e que lindo ver que ele admite estar “aprendendo”.

O segundo ponto é o fato de ela admitir que criticava gays em público para evitar ser “reconhecida” por eles (eu conheço gente assim, infelizmente, várias destas pessoas!) e o outro ponto é a emoção que senti ao ouvi-la dizer que ir ao cinema, estar de mão dada ou beijar um homem soava errado internamente e a fazia sofrer (ela teve alguns namorados famosos neste tempo em que omitia sua homossexualidade). O errado mora em nosso coração, não é mesmo?

São pontos para pensar, tanto quanto o fato de ela afirmar que decidiu usar sua fama para ser um exemplo para os jovens gays se verem como pessoas, não como “damage goods”, mercadoria defeituosa, um argumento que já vi meu amigo @maxreinert usar algumas vezes, me fazendo pensar muito sobre a importância da saída do armário.

Os videos:

Filed under: Conscientizando!,Pensando! | samegui | June 9, 2010 Comments (5)

– É “bobo” querer ser você mesmo e ser feliz?

Sílvio de Abreu, tenho uma admiração pelo seu trabalho desde que me conheço por gente, quando ainda criança assistia animado suas novelas na nossa televisão preto e branco, lá em Pato Branco-PR, no sofá velho de corvim, na casa de madeira: a primeira, Éramos Seis, que é a novela da minha vida; depois, Guerra dos Sexos, lembro até hoje a cena marcante com o Bimbo (Paulo Autran) e a Charlô (Fernanda Montenegro). Sempre gostei do seu bom humor. Já a novela Plumas e Paetês, assisti em Quedas do Iguaçu-PR, na televisão colorida, no sofá de napa, numa casa de alvenaria.

Você tem tratado da homossexualidade, entre outras obras, na novela A Próxima Vítima, explorando o envolvimento entre os personagens Jefferson e Sandro. Nesta novela você prestou um grande serviço, desmistifcando a homossexualidade de forma positiva. A cena em que Sandrinho fala para Suzana Vieira que ele é gay e os dois choram foi para mim um dos momentos mais lindos da televisão brasileira. Em Torre de Babel, havia um casal de lésbicas, que morreu em uma explosão em um shopping center. Na época nós achávamos que a mensagem subliminar da morte delas foi lesbofobia. Será que não foi? E agora, com Passione, sem grandes comentários, vamos ver no que vai dar! Hoje assisto a novela no nosso apartamento, numa televisão de plasma, no sofá de tecido.

Por que estou escrevendo para você?

Semana passada, você teria afirmado para a colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, que atores homossexuais não devem assumir a sua orientação sexual para não prejudicar seus trabalhos na televisão, porque a revelação pode decepcionar o público feminino, que prefere ver os galãs heterossexuais na tela, e que a melhor opção, nesses casos, é permanecer no armário. “Se ficarem falando por trás, não tem importância. Se ele falar abertamente, vai prejudicar. Ator que fizer isso é bobo”.

Bobo vem do latim ‘balbu”, e significava “gago”. Segundo o dicionário, bobo quer dizer “indivíduo defeituoso, ridículo, tolo e maluco.”

Vejo que o aparelho de televisão evoluiu, e o sofá e a residência também. O que parece não ter evoluído é a mentalidade em relação ao assumir-se homossexual. Nas palavras de Elis Regina, “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais.” John Lennon compôs uma música chamada Imagine. Eu fico imaginando como seria se fizessem no Brasil o Dia Sem LGBT. Muitas instituições não funcionariam. Com certeza, o Projac não funcionaria, e não seria apenas maquiadores ou cabeleireiros que faltariam.

Silvio, vou te contar resumidamente um pouco da história da minha vida para você entender um pouco da minha tristeza e indignação com sua declaração.

Quando falei para minha mãe, aos 14 anos de idade, que eu era gay, ela não teve dúvida. Não me chamou de bobo, mas me mandou para o médico me “curar”. Não deu certo. Procuramos a Igreja Católica e fiz promessa para Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, não deu certo. Fiz novena, mas como eu tive várias recaídas, tive que recomeçar a novena e ela virou quarentena. Fui ao culto da igreja evangélica Assembleia de Deus, não deu certo. Fui ao Centro de Umbanda e tive que fazer uma oferenda, porque o pai de santo me falou que eu tinha uma pomba-gira desgovernada, mas não deu certo. Fiz muita simpatia, que não convém descrever aqui. Não funcionou. Permaneci gay. Fazer o quê?

Para resumir a história, minha mãe falou para mim quase cochichando, “meu filho, já que não tem jeito mesmo de você se curar deste mal, não fale para mais ninguém. Se falar, eu vou sofrer, você vai sofrer, todo mundo da nossa família vai ser motivo de chacota.” Vejo na afirmação que você fez o eco das palavras da minha mãe.

O que fiz? Saí da minha cidade. Estudei. Fui para a Europa onde fiquei por quatro anos. Quando voltei, fundei o primeiro grupo gay do Paraná e depois, em 1995, juntamente com outros 31 grupos, fundamos a ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Por força do ofício, eu assumi minha homossexualidade de forma muito explícita, o que recomendo a todos e todas. Foi como tirar o peso de dois sacos de cimento das costas. Não precisei mais mentir ou omitir.

Depois de me apresentar, e me referindo à Constituição Federal, sei que as pessoas têm o direito à privacidade. O artigo 5º, inciso X, da Constituição oferece proteção ao direito à reserva da intimidade, assim como ao da vida privada. Segundo Celso Bastos e Ives Gandra, intimidade consiste “na faculdade que tem cada indivíduo de obstar a intromissão de estranhos na sua vida privada e familiar, assim como de impedir-lhes o acesso a informações sobre a privacidade de cada um, e também impedir que sejam divulgadas informações sobre esta área da manifestação existencial do ser humano,” opinião da qual comungo e procuro respeitar.

Por outro lado, para nós LGBT que sofremos todo tipo de discriminação (vide o item Pesquisas em www.abglt.org.br/port/pesquisas.php), é muito importante que tenhamos referências positivas de gays, lésbicas e pessoas trans nos meios de comunicação, e não apenas caricatas estereotipadas, ou ausência de referências. Isto vale tanto para diminuir o preconceito presente na sociedade de modo geral, como também ajuda os jovens que estão se descobrindo LGBT a terem menos dificuldade em se assumir e a não se sentirem inferiores por causa de sua sexualidade diferente da convencionalmente aceita.

Com a sua afirmação de que é bobo o ator galã que assume sua orientação sexual, você reforça o preconceito, a discriminação e principalmente o estigma existentes contra as pessoas LGBT. Sério.

Sílvio,você como o formador de opinião que com certeza é, basta ver os mais de 230 sites e blogs e mais de 30 jornais nos quais sua fala repercutiu, espero que você não esteja recomendando que as pessoas ajam com hipocrisia, que “é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui”. A vida não é um palco iluminado. Ela deve ser vivida intensamente, porque também ela não é um ensaio. Aqui meu amigo, a vida é um ato só, e não tem direito a uma reprise, embora tenha gente que acredite que pode fazer um remake.

Peço que você analise esta frase do nosso querido Caetano Veloso, da música Dom de Iludir: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.” Quando uma pessoa assume sua verdadeira orientação sexual, ela deixa para trás muitas coisas ruins, não precisa mais mentir e fingir. Não corre o risco de ser chantageada. Não precisa mais correr risco de vida.

Você sabia, Sílvio, que muitos gays famosos (atores, políticos, religiosos, jogadores…) acabam sendo mortos por se exporem, muitas vezes levando pessoas estranhas para suas casas às escondidas, por não poderem ser o que realmente são. Ficar no armário causa baixa autoestima e aumenta a vulnerabilidade. Muitos atores e personalidades de Hollywood e até da televisão e do cinema brasileiros morreram de aids como consequência disso. Ficar no armário não faz bem para ninguém.

O primeiro vereador gay assumido eleito, Harvey Milk, cuja história foi retratada o filme A Voz da Igualdade, disse: “Se você não é livre para ser você mesmo na coisa mais linda da vida, que é a expressão do amor –, então a vida, em si mesma, perde seu sentido.” Será que ele era bobo, ou defeituoso?

Sílvio, o armário não é lugar para as pessoas. É escuro, alguns tem mofo e outros até traças. Não faz bem para a saúde mental.

Talvez seu raciocínio seja de que o ator não seja prejudicado. Sabia que esse raciocínio me incomoda, o raciocínio do “vamos deixar tudo como está e não vamos tentar mudar”. Já pensou se não tivéssemos mudado a regra que pessoas negras não podiam se casar com pessoas brancas. Não faz tanto tempo que atores negros e atrizes negras só tinham papéis de motoristas ou domésticas, porque prevalecia o raciocínio de que se o(a) negro(a) fosse protagonista, a novela não teria sucesso.

Também segundo a reportagem, você considera que a exibição de um beijo gay na televisão é um tema polêmico: “é uma exposição com a qual parte do público que não é gay pode se chocar.” Eu pergunto, é melhor colocar um beijo gay, ou tanta violência e espancamento que vemos hoje nas novelas? Eu prefiro o beijo. Cito aqui um soldado gay americano que disse” Fui condecorado porque matei vários homens na guerra, fui expulso do exército porque beijei um”. O que você falou é o mesmo entendimento da hipocrisia americana com relação aos gays no exército: você não fala que é e eu não pergunto.

Minha mãe, em 1978, quando eu tinha 14 anos, mandou que eu me curasse da homossexualidade. Mas em 1996, ela fez todo aquele sacrifício, abertamente e sem medo, e se propôs a casar com meu marido, David Harrad, para que ele pudesse ficar no Brasil comigo. Minha mãe mudou. Agora ela teria 79, e você tem 68. Ela era uma pessoa de pouca instrução, mas de grande sabedoria. Se minha mãe mudou, você Silvio de Abreu pode mudar. Você estará colaborando para um mundo melhor em que as pessoas sejam elas mesmas, sem simular afeição. E estarão cumprindo a finalidade da vida, que Aristóteles tão bem definiu como sendo a Felicidade. É “bobo” querer ser você mesmo e ser feliz?

“A sexualidade faz parte de nossa existência. E o projeto de uma bela existência implica o de uma livre sexualidade.” (Jean-Philippe Catonné)

* Toni Reis, 46 anos, especialista em sexualidade humana, mestre de filosofia, doutorando em educação e presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT – Curitiba – Paraná

Filed under: Conscientizando! | MaxReinert | May 31, 2010 Comments (5)

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