Sim, a gente ama Madonna…e ama mais ainda quando ela lança um vídeo lindo com a participação da boy band (Oi?) preferida do blog… é, titchia Madge sempre faz o dever de casa e se mostra SEMPRE antenada com o que está acontecendo de mais legal pelo mundo.
Embora tenha ouvido várias críticas ao novo CD (Oi? Ainda existe Cd?) de Madonna, a gente aqui nunca leva a música pop a sério… é música descartável pra se acabar na balada e …só! Por isso, um trabalho novo de Madonna sempre é bem vindo, nem que seja para esquecer daqui há 02 meses.
A All Out está presente no mundo virtual e também nas ruas, com o objetivo de construir e apoiar um mundo em que todos possam ser livres e aceitos pelo que são. Seja gay, lésbica, trans ou hétero, precisamos que você vá ALL OUT para nos ajudar neste movimento histórico pela igualdade. Quer fazer parte?
Pois, eu não conhecia… mas eles atuam já um bom tempo, possuem a página traduzida para o português e, inclusive, tratam de questões políticas aqui do nosso país.
Usando as inúmeras possibilidades do poder popular mundial que as novas tecnologias de mídia social proporcionam, a All Out está construindo uma verdadeira comunidade global, que pode agir em momentos de crise ou como parte de uma estratégia e garantir liberdade e direitos da população LGBT em todo o mundo.
Da blogsfera a redes sociais e emails, a All Out está organizando campanhas atuais em várias línguas para informar, educar e engajar o público. Em menos de um ano, a All Out já ajudou a evitar a deportação de uma exilada política de Uganda no Reino Unido, defendeu os direitos de imigração de casais bi-nacionais do mesmo sexo, chamou atenção para homofobia e violência contra transgêneros no Brasil e ajudou a organizar a pressão nas Nações Unidas para a aprovação de uma resolução histórica de igualdade LGBT.
Mais de meio milhão de pessoas foram All Out com a gente para deter o projeto de lei “Matem os Gays” em Uganda, dezenas juntaram-se a uma flash mob na Alemanha para protestar contra a homofobia na Copa do Mundo de Futebol Feminino e ainda dezenas de milhares estão exigindo do Facebook, o gigante das redes sociais, que reconheça e respeite as identidades trans.
Dos corredores do governo às mesas de reunião das corporações, de redações a salas de estar, membros da All Out estão fazendo suas vozes serem ouvidas, dando apoio e ampliando o trabalho de organizações LGBT locais e internacionais.
Sendo uma organização ágil no segmento de campanhas, a All Out reage rapidamente a histórias em desenvolvimento nos noticiários que são importantes e caras à comunidade LGBT, sempre buscando maneiras novas e criativas de contá-las em todas as línguas, meios e culturas.
Nossa meta é ajudar o movimento LGBT a alcançar em 10 anos o que demoraria décadas, ou ainda mais tempo para ser conseguido. Estudamos, investigamos e apuramos as tendências mundiais atuais da temática LGBT e promovemos eventos populares que tratam da diversidade e igualdade LGBT, enriquecendo o debate sobre o tema, elevando o perfil das discussões.
Meu primeiro contato com eles veio através deste vídeo abaixo, protestando contra a lei que proibe a menção da palavra “gay” aprovada na Rússia e pressionando o Governo de São Petesburgo a não sancionar a mesma. Como? Simples, se a lei for aprovada, propõe-se um “boicote turístico” à cidade. simples, fácil e indolor…pelo menos, para gente… mas não para a economia da cidade.
Além dessa campanha, a AllOut está envolvida em muitas outras. ”Mães pela Igualdade”, no Brasil; “Luta contra a esterilização forçada” na Suécia, o “Fechamento das clínicas para curar gays no equador”, entre outras.
Está esperando o quê? Visite a página, junte-se ao movimento!!!
Os dois empresários cederam espermatozoides para serem fecundados em óvulos de um banco de doadoras, tiveram uma filha e conseguiram registrá-la
Publicado no Jornal do Comércio Online em 01/03/2012, às 22h17
por Carlos Eduardo Santos
Há 15 anos, quando Mailton Alves Albuquerque, 35 anos, e Wilson Alves Albuquerque, 40, se apaixonaram e começaram uma relação homoafetiva que dura até hoje, não imaginavam provar do sentimento que vivem atualmente. Graças a uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que atualiza as normas relativas à reprodução humana assistida, os empresários se tornaram o primeiro casal de homens do Brasil a ter um filho por meio de fertilização in vitro e registrado pela Justiça.
O fruto dessa união estável – que foi convertida em casamento civil pela Justiça pernambucana no dia 24 de agosto do ano passado – chama-se Maria Tereza e completou um mês de vida na última quarta-feira. Casados e agora com uma filha registrada com o nome dos dois pais, Mailton e Wilson dão um passo importante na consolidação das chamadas novas configurações familiares.
A primeira redação da resolução do CFM que trata da reprodução assistida no País, de 1992, diz que os usuários da técnica devem ser mulheres estando casadas ou em união estável. Já no novo texto, de janeiro do ano passado, não cita o sexo, mas “todas as pessoas capazes”. Diante disso, Mailton e Wilson realizaram o sonho de ter uma família completa e trouxeram a pequena Maria Tereza ao mundo.
Os dois cederam espermatozoides para serem fecundados em óvulos de um banco de doadoras. Como a resolução afirma que o útero de substituição deve ser de um parente de até segundo grau, a prima de um deles aceitou conceber a criança. Terminou sendo introduzido no útero dela um pré-embrião fecundado por material colhido de Mailton. Os pré-embriões fecundados por Wilson estão congelados. O casal pretende dar um irmão ou irmã a Maria Tereza no próximo ano.
“Nossas famílias sempre apoiaram nosso relacionamento. E quando contamos da nossa ideia, todas as mulheres da família se colocaram à disposição para ajudar a realizar nosso sonho: irmãs e primas. Mas terminou sendo uma prima minha. Agora, temos uma família completa”, contou, orgulhoso, Mailton.
Segundo ele, a ideia de ter um filho surgiu em 2010, após viajar ao Canadá para estudar e ficar na casa de um casal homoafetivo que tinha filhos. “Quando voltei, começamos a discutir o assunto e pensávamos em adotar uma criança. Mas um dia, assistindo a um programa de televisão, vi a notícia sobre a mudança na resolução do Conselho Federal de Medicina. Aí, decidimos fazer fertilização in vitro”, relembrou.
A fecundação e introdução no útero ocorreu em uma clínica de reprodução humana do Recife. O vínculo da criança com a prima que emprestou o útero terminou já na maternidade, quando os pais saíram da unidade de saúde com Maria Tereza nos braços. A mulher, que pediu para não ter o nome divulgado, tomou medicamentos para evitar a produção de leite materno.
Hoje, a pequena Maria Tereza – o nome é uma homenagem às mães de Wilson e Mailton – tem um quarto só para ela, com direito a nome na porta, e atenção completa dos dois pais. Para Wilson, a felicidade de ser pai é “inexplicável”. “A felicidade é tremenda. Nunca pensei que fosse sentir um amor tão grande. Ter uma família completa é lindo”, desabafou.