É dessa forma que o jogador Ben Cohen convoca os seus fãs no site da “The Ben Cohen Stand Up Foundation” para lutarem contra o bulling e a violência contra os homossexuais. E ele segue:
“Eu perdi o meu próprio pai para a violência quando se levantou por um empregado que estava sendo atacado. Eu ouvi de meus amigos maravilhosos da comunidade LGBT sobre as estradas difíceis em que eles viajaram. E muitos pais partilharam histórias dolorosas comigo sobre como seus filhos, que sendo percebidos como diferentes, são impiedosamente atacados e amendrontados em suas próprias escolas. Eu decidi me levantar contra o bullying e a homofobia nos esportes. É tempo de defender o que é certo e apoiar as pessoas que estão sendo prejudicadas. Cada pessoa neste planeta tem o direito de ser fiel a si mesmos, de amar e ser amado, e ser feliz. Eu incentivo os outros a levantar-se comigo e fazer a diferença. Basta comprar ou doar e seus esforços ajudarão o trabalho de fundos extremamente importantes.”
E o que é mais legal é que ele é um heterossexual, casado e pai de gêmeos. Ou seja, não está legislando em causa própria.
“Eu abraço a diversidade além dos meus fãs gays. Acho que todo mundo deveria ter o direito de dizer, pensar e sentir o que quiser contanto que não machuque ninguém. Não acho que temos o direitos de julgar o que é certo e errado. Sou feliz com minha vida e acredito que todos deveriam ter a oportunidade de se sentir assim sendo quem são.”
“Nunca pensei que tinha tantos fãs gays. Eu realmente acho um tanto incrível que as pessoas estejam interessadas em mim dessa forma. Não me vejo assim. Mas parece que aceitar quem gostam de mim faz uma grande diferença em vários homens gays. Já recebi diversos e-mails, principalmente de jovens que se inspiraram em mim e tiveram a coragem de assumir a sexualidade para os amigos e familiares e assim vivem uma vida completa. Também fiquei sabendo que ajudei alguns pais a aceitarem que o filho é gay. Tenho que assumir que não faço idéia de como isso aconteceu – mas se minha abertura fez isso, então parece que é o caminho certo.”
Talvez você nunca tenha ouvido falar desse grupo… eles realmente não fazem muito sucesso por estas bandas… mas o caso é que esse grupo ucraniano vem ‘causando’ pelos lados de lá (leia-se leste europeu, Rússia, etc). Com uma música pop pegajosa e ‘forte apelo visual’, os bUnitos acabam de fazer um ensaio para uma revista russa (acho!) chamada Pre-Party.
Intitulado “BLACK”, o ensaio de Andrew Sarymsakov vai de encontro ao trabalho que o grupo já desenvolve, ou seja, muito carão, músculos e passividade extrema!!!!
Mas, vamos combinar que, qualquer grupo que tenha a coragem de gravar uma música com esse refrão “You want me / You love me / You hate me (I don’t care)”, já merece nosso ‘respeito’!!!
Lá embaixo, depois das fotos, você encontra alguns dos vídeos dos moços!
Esse é o título do vídeo abaixo, criado pelo grupo Sooma Editorial. Trata da experiência de uma família com a descoberta da homossexualidade de um dos filhos e retrata o trabalho do Grupo GPH e consequentemente de Edith Modesto (de quem eu já havia resenhado um livro aqui no NoGhetto).
“Em formato documentário, com aproximados 10 minutos de duração e com depoimentos da jornalista Léo Áquilla e da Dra. Edith Modesto, fundadora da ONG GPH (Grupo de Pais de Homossexuais), o filme mostra a história de vida do dançarino Victor Reder junto de sua família, que, por ser homossexual, encontrou-se em situação decisiva sobre quais atitudes deveria tomar à partir da decisão de assumir sua homossexualidade. O video conta ainda os difíceis momentos passados e uma real história de vida. Com a ajuda da ONG Grupo de Pais de Homossexuais (GPH), Victor encontrou respostas e iniciativas que atingiram sua família e o ajudaram a viver em harmonia perante sua escolha.” ***
O vídeo é ótimo e acho que fala por si… certo? Mas, ao olharmos com um pouco de atenção, o texto de apresentação/sinopse encontrado no perfil do Vimeo acaba incorrendo no erro de chamar de “escolha” a “condição” de Victor, palavra que contradiz inclusive o discurso apresentado no vídeo. (Num primeiro momento a palavra era “opção”… e depois foi mudada.)
Não é um “erro” muito grave… mas sim, um reflexo de como a sociedade não sabe (ou não está acostumada a) lidar com as questões relativas a identidade sexual. Se pessoas que estão, direta ou indiretamente, ligadas a um trabalho na área comentem esses equívocos, imagine aquelas que tem pouco contato com a comunidade LGBT.