
Quem me conhece sabe que eu tenho certos problemas com expressões do tipo “orgulho gay”, “gay pride” e, até por que não dizer, “Gay-Friendly”! Pelo jeito, a Maria Carol também é contra esta prática.
Mas, ao mesmo tempo, reconheço que, por vivermos envoltos em um mundo que ainda se aproveita da hipocrisia (vide expressões tais como: “o Brasil não é um país racista”) não vejo problemas em setorizar pessoas/empresas que realmente se importam em se diferenciar da maioria para corrigir distorções nas leis e/ou comportamentos.
O problema é se essa alegada “amigabilidade” (isso existe?) é somente fachada!!! Ou seja, mais hipocrisia para poder se diferenciar “comercialmente” e conseguir algum tipo de visibilidade atrás do pink-money. Hoje mesmo recebi pelo twitter uma imagem sobre a Coca-Cola americana que inclui os parceiros do mesmo sexo dentro do plano de benefícios da empresa.
Acho importante divulgar este tipo de ação, porque ela infelizmente ainda não é a “norma”. Ao mesmo tempo, ela corrige (pelo menos para seus empregados) uma falha da legislação da maioria dos países ditos “modernos”.
Enquanto alguns preferem o discurso de que não é necessário “separar”, eu gosto de me considerar extremamente “hetero-friendly”!!! E me pronuncio assim porque sei que existe também uma grande parcela da população homossexual que é preconceituosa para com o diferente… para aqueles que estão “fora na normatividade”, nesse caso, gay.
Aqui no blog, faço um exercício constante por escrever e postar textos que busquem a aceitação da diversidade. Esforço maior é feito no momento de “dialogar” com os comentaristas, afinal, só Deus deve entender porque pessoas que são extremamente preconceituosas perdem seu tempo vindo atrás de notícias de falam sobre um universo que lhes é desagradável. Ou talvez eles se surpreendam por encontrar pessoas que estão vivendo bem sendo gays… Como isso é possível?
Ou seja, só existem empresas/pessoas que são consideradas “gay-friendly”, porque existem aquelas que não o são.
Todos deveriam ser tratados iguais (como já disse um comentarista no texto da Maria Carol), mas isso não acontece. Por que, na verdade, NÃO somos todos iguais. Todos somos diferentes e temos o direito de ser assim… Mas, para aceitar as diferenças e sermos realmente conscientes de que todos têm o direito de se expressar e viver conforme sua consciência (e de acordo com as leis, obviamente) é necessário compreender isso.
Negar o problema e não querer “corresponder à rotulos” é bonito como discurso, soa descolado e provocador…. mas resolve (ou tenta ajudar a resolver) o problema?



