Pela primeira vez, casais homossexuais poderão fazer a declaração do Imposto de Renda em conjunto. As novas regras para a declaração ao Fisco em 2011 (ano-base 2010) foram divulgadas nesta segunda-feira pela Receita Federal. Segundo o diretor nacional do Programa Imposto de Renda da Receita, Joaquim Adir, não haverá diferenças entre a declaração de casais heterossexuais e homossexuais. “

Para declararem em conjunto, os casais do mesmo sexo deverão seguir os mesmos critérios estabelecidos para os heterossexuais. É preciso comprovar união estável de, pelo menos, cinco anos”, disse. Segundo ele, documentos que comprovem a união poderão ser solicitados em caso de uma eventual verificação das informações por parte da Receita.

Além do desconto no imposto de renda por manter um dependente, o beneficiado poderá solicitar isenções fiscais caso tenha custeado estudos ou despesas médicas ao parceiro(a). A dependência fiscal de casais homossexuais foi reconhecida pelo Ministério da Fazenda este ano com base em uma sentença da Procuradoria Geral.

Apesar de no Brasil ainda não foi aprovado o casamento ou a união civil dos homossexuais, o Estado já reconheceu diferentes direitos para os casais do mesmo sexo. Na semana passada, um decreto do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) garantiu de forma definitiva o direito dos casais homossexuais a receber pensão pela morte do companheiro ou companheira.

O INSS pagava desde 2000 pensões às pessoas que comprovassem ter tido união estável com um parceiro(a) homossexual falecido, mas só para cumprir uma sentença judicial, e não por determinação do Executivo, como ficou garantido agora.

Filed under: Uncategorized,Visibilidade! | MaxReinert | January 31, 2011 Comments (1)

Estava eu na Campus Party, morrendo de calor trabalhando em uma das bancadas com acesso à Internet, quando de repente vou convidado por uma mocinha para dar uma “volta”… segundo ela deveríamos sair discretamente sem chamar a atenção de ninguém e que seria melhor para mim! Ou seja, praticamente uma meliante!

Perto da entrada da Campus Party eu me encontro com outra vítima, também com uma cara de que não estava entendo muito bem o que acontecia. Éramos dois e a terceira vítima seria recolhida no caminho. Um terror!

No vídeo abaixo você pode ver parte da ação e obviamente, imagens dos sequestradores!

Brincadeiras a parte, conhecer o espaço Vida Boa foi uma das experiências mais legais pela qual passei durante a Campus Party. Não só pela mordomia, pela massagem, pela boa comida e por conhecer várias pessoas legais ligadas à ação… mas pela oportunidade de descobrir o conceito de “qualidade de vida X vida qualificada” .

Não quero comentar aqui o discurso do Jorge Forbes, porque não quero dar uma idéia equivocada do que poderia ser a “vida qualificada” (veja o vídeo, vale a pena!) mas, de certa forma, descobrimos que encontrar momentos na vida em que podemos “nos permitir” tirar um tempo para nós mesmos é imprescindível para manter a sanidade.

Outra experiência fascinante foi poder conhecer Yara Baumgart. Uma das mentoras do Espaço Vida Boa e, com certeza, uma pessoa interessantíssima. Seja pela qualidade do trabalho desenvolvido, seja pelas histórias que pudemos dividir nesse pequeno período de tempo em que durou meu “sequestro”.

Então você já sabe…. se estiver em São Paulo e quiser fugir da loucura, sem se desconectar do mundo, eu recomendo!

Filed under: Indicando! | Tags: , , , | MaxReinert | January 25, 2011 Comments (0)

Eu comentei num dos posts anteriores que a programação da Campus Party não contava com nenhum painel, ação e ou espaço para discutirmos sexualidade e/ou preconceito na web. A partir dessa afirmação, fomos buscando e vendo a possibilidade de discutir algo sobre o assunto… mesmo que fosse nas horas vagas… ou ainda em formato de desconferência.

Não aconteceu. O máximo que conseguimos foi participar de uma ação sobre tolerância no twitter intitulada “Pensar antes de Digitar” que foi muito bacana e você pode saber mais sobre ela clicando aqui e aqui.

O caso é que, em conversas nos corredores (pode chamar aqueles espaços entre as bancadas de corredores?) acabei meio que descobrindo que um dos grandes problemas de se discutir sexualidade dentro de um evento deste porte é a resistência do mercado (leia-se patrocinadores e anunciantes) em tratar de temas que eles consideram “polêmicos”.

Não importa se durante a Campus Party a maior parte dos arquivos baixados pelos usuários através dos 10GB de velocidade de conexão é pornografia. Não é responsabilidade do “mercado” a utilização do serviço pelo usuário. Ou seja… podem fazer… só não nos comprometam!

É irônico que em uma das edições anteriores, tenha acontecido um painel sobre (ops, I did’t again) Pornografia na Web… afinal, é um tema relevante.

Mas, “sexualidade” é uma palavra que assusta. Assusta porque “nem todos consomem pornografia”… é de responsabilidade do usuário… mas todos “temos sexualidade”. Não há maneira de se esquivar desse assunto. Não há maneira de fazer com que ele não seja “pessoal”. Falar sobre sexualidade, homossexualidade e maneiras de se relacionar sexualmente com os outros é “incômodo”.

Incômodo porque pode sim colocar em xeque aqueles que estão ali, na bancada ao lado, baixando um “filme não muito recomendado”, mas pagam de machões na frente dos amigos. Incômodo porque corre-se o risco de tocarmos em algum assunto tabu, que o diretor desta ou daquela agência tem pavor de ouvir falar o nome, mas que ele sabe muito bem como se pratica.

Mostrar pessoas que criam conteúdo sobre sexualidade na web é ainda um tabu, vai que ninguém os considere um pervertido e/ou freak viciado em sexo.

E só para fechar com chave de ouro, vai uma historinha que escutei de uma blogger que tem um blog sobre sexualidade com um volume imenso de acessos: a agência de um fabricante de camisinhas se recusou a anunciar no blog sobre sexualidade… não era o público alvo deles.

Claro, afinal, homossexuais não usam camisinha! Vou procurar o Vaticano, quem sabe eles se interessem em anunciar por aqui!

Filed under: Pensando! | MaxReinert | January 24, 2011 Comments (3)

Enquanto a gente aguarda o lançamento do novo CD da Lady Gaga, encontramos esse trabalho envolvendo música, vídeo, moda e bafooooo!

Segundo o blog Muza, “no vídeo, você pode ver o muso de Nicola Formichetti: Rick (ou Rico) Genest, conhecido como Zombie Boy. Além de ouvir um remix de uma musica inédita de Lady Gaga, que estará no aguardado novo disco da cantora ‘Born This Way’. Esta mesma música também serviu de trilha para o desfile da Mugler que aconteceu essa semana na Semana de Moda Masculina de Paris. Ah! Rick Genest também desfilou.

Eu sou suspeito para falar porque gosto do trabalho da Lady Gaga, mesmo reconhecendo suas limitações por se tratar de cultura pop/de consumo rápido. Acho bonito… acho gostoso de ouvir e me inspira!

E vocês? Que acham?

Filed under: Futilidade!,Indicando! | MaxReinert | January 22, 2011 Comments (0)

Quando você descobriu que era gay? Quais foram os primeiros sinais de que sua sexualidade não era bem o que todos achavam “normal”? Esses sinais foram percebidos por você na época? Ou só pelos outros? Hoje em dia, olhando suas fotos de infância, como você se percebe?

Pensando nestas e outras questões é que nasceu o blog “Born This Way“. Segundo eles, este é  ”um projeto/ensaio para adultos gays (masculinos e femininos) apresentarem fotos de sua infância (02 a 12 anos), onde mostram as origens de suas personalidades LGBT.” E seguem com uma afirmação polêmica: “É a nossa natureza! Nossa verdade!

Polêmica no sentido de afirmar com todas as letras suas crenças (que eu compartilho!) de que sua sexualidade é inata, não uma escolha. E logo na barra lateral, o DJ Paul V, ratifica: “Eu sou apenas 01 entre 01 milhão de gays orgulhosos com sua condição, que não escolheram ser gay, foram escolhidos!“.

Eu, sinceramente, não sei o que as outras pessoas pensam sobre este tipo de trabalho…. mas acho importantíssimo! Não é de hoje que insisto na visibilidade do que eu chamo de imagens positivas sobre a comunidade gay. Positiva no sentido de que as imagens colocadas no blog, acompanhadas por textos (em inglês) que ilustram a situação, são completamente desprovidas de teor sexual.  São imagens de crianças brincando, jogando, rindo e divertindo-se! E gays… muito gays!

Além disso, muitas das histórias contrariam a maioria de relatos onde pais têm dificuldade para aceitar seus filhos gays. Sim… a maioria ainda sofre desse mal… mas também há legendas emocionantes como a que está na foto abaixo:

“O que vc quer dizer com ‘sair do armário’? Ele nunca ‘entrou lá’ -Legenda escrita pela minha Mãe para esta foto em seu Facebook”

Filed under: Indicando!,Visibilidade! | MaxReinert | January 21, 2011 Comments (26)

Estou em São Paulo, participando como convidado do @AVidaQuer, da Campus Party.

Para quem não sabe, a Campus Party se intitula como “o maior encontro tecnológico do mundo! Somos a reunião de 6.800 campuseiros apaixonados por tecnologia e pela mais intensa troca de conhecimentos. Neste momento, estamos lançando tendências, produzindos conteúdos e compartilhando o melhor que a web brasileira é capaz de oferecer!

Acabei de chegar e realmente a estrutura, montada no Centro de Convenções Imigrantes, impressiona pela quantidade de espaços e opções que oferece. A agenda do evento traz muitas atrações/pessoas que com certeza valem a pena ser vistas/ouvidas.

Mas, minha maior surpresa é não ter encontrado em nenhuma das atividades da #CPBR4 nenhuma discussão, debate, palestra, desconferência (ou qualquer outro nome modernoso!) que fale sobre temas como sexualidade e/ou preconceito na web.

A única pincelada/ação que se propõe a discutir a utilização da web como um todo é o Somethingbetter.  O projeto propõe a construção de um manifesto para discutir de que maneira “podemos fazer a diferença de forma positiva na vida de muitas pessoas por um longo prazo“.

Segundo o blog da CP, “durante as próximas semanas, através do manifesto de fundação, iniciaremos um processo aberto para determinar as ações em conjunto, levando-as adiante para fazer deste mundo um lugar melhor“.

Sim… eu sei que sou um chato, mas sempre fico com pé atrás com estes discursos assim meio “vagos”. (Minha memória cheia de associação livres já se lembrou do SWU!) Se há a vontade de “transformar o mundo em um lugar melhor”, por que não começar por algum tipo de “ação concreta” na própria CParty?

Um debate! Uma ação! Um questionamento! Um folhetinho! Uma tomada de posição!

Nada! Nem parece que alguns temas urgentes fazem parte da pauta…

Filed under: Indicando!,Pensando! | MaxReinert | January 19, 2011 Comments (2)

Existem certos temas que ainda são considerados tabu. Se para algumas pessoas a homossexualidade ainda é motivo de preconceito, imagine falarmos sobre transexualidade em crianças de 10, 05 ou até mesmo 03 anos de idade!

Eu já sei que esse aqui tende a ser um daqueles posts que vai render uma enxurrada de comentários chaaaatos…. mas, acredito que o programa que  estou postando abaixo é muito interessante e deveria ser visto por todos.

Uma das coisas que acho importante frisar é que, como é dito várias vezes pelas mães, não é incentivar nas crianças a questão da transexualidade, mas tentar entende-las e dar o apoio necessário para que possam se desenvolver com o menor trauma possível.

Ninguém escolhe passar por essa situação (assim como ninguém escolhe ser homossexual), mas quando acontece, há que ser forte para lutar contra o preconceito. Não existe dor maior do que ouvir de alguém uma ofensa por algo que você é. Ser julgado por sua condição é cruel e desnecessário.

Filed under: Indicando!,Pensando! | MaxReinert | January 17, 2011 Comments (46)

Uma das grandes “mágoas” que os preconceituosos tem contra os homossexuais é que eles dizem que nós temos “a mania de achar que todo mundo é gay”! Ou ainda, “achar que todo mundo que agride um gay é viado enrustido”.  Se por um lado os gays podem ser sim, tendenciosos, por outro, os homofóbicos de plantão não se cansam de dar provas de que essas “teorias” devem seguir firmes e fortes no imaginário gay.

Escândalos atrás de escândalos estão por aí para comprovar que muitos dos que se anunciam “arautos da moralidade, da família e dos bons costumes” na verdade são homossexuais enrustidos que, não sabendo lidar de forma saudável com sua própria sexualidade, atacam aqueles que tem coragem de mostrar-se ao mundo.

Vamos tomar por exemplo um hipócrita que é pastor batista, George Alan Rekers, um dos Tops do movimento anti-gay estadunidense. (Aliás, que país fascinante e mal resolvido é o E.U.A, hein?) Ele fazia parte do “Conselho de Pesquisa Familiar” que se descreve como um grupo de advocacia defendendo “o casamento e a família como fundamento da civilização, a semente da virtude, a fonte e da sociedade”… até ser pego no aeroporto de Miami, chegando de uma viagem de 10 dias a Europa, acompanhado de um acompanhante (escort, em inglês; michê, na vida real) de 20 anos de idade. Segundo ele, “havia acabado de fazer uma cirurgia e por isso precisou de alguém para levar as malas, já que não poderia levantar peso”.

Quando confrontado sobre a ciência de que o rapaz prestava serviços sexuais,  primeiro alegou não ter conhecimento da “profissão” do rapaz.  Mas o pastor, que também é membro do conselho da NARTH, um grupo que defende os desejos homossexuais podem ser “curados” com a terapia, e autor do livro “Growing Up Straight: What Families Should Know About Homosexuality.” (algo como “Crescendo Hetero: O que as Famílias devem saber sobre homossexualidade”), em posterior entrevista, alegou que “estava simplesmente tentando espalhar a mensagem de amor para Lucien.”

“Eu procuro amorosamente compartilhar dois tipos de mensagens com eles [os homossexuais], como eu fiz com o jovem chamado “Lucien” da notícia: [1] É possível deixar as práticas homossexuais para evitar os riscos de saúde inaceitáveis associados com esse comportamento, e [2] a decisão mais importante podemos ter é estabelecer um relacionamento com Deus por toda a eternidade, confiando em Jesus Cristo e no seu sacrifício na cruz para remissão dos vossos pecados,  incluindo os homossexuais” – disse ele.

Outro exemplo que eu acho fascinante, desta vez na ficção, é do personagem brilhantemente interpretado por Chris Cooper, no filme Beleza Americana. Desde o primeiro momento de sua aparição em cena, o Coronel Frank Fitts, deixa bastante claro sua masculinidade e seu desprezo por qualquer tipo de “acontecimento” que fuja da “regra”.

Educando seu filho com rédeas curtíssimas, não se poupa de agredí-lo fisicamente e moralmente para “mantê-lo na linha”. Seus vizinhos são frequentes alvos de comentários preconceituosos. Um casal gay que mora no mesmo bairro é motivo de uma síncope. O ápice de seu personagem é quando ele “deduz” que seu filho (Wes Bentley) presta serviços ao vizinho (Kevin Spacey) após presenciar o que ele “acredita” ser uma cena de felação.

Sua “raiva” do seu filho é tamanha que ele o agride e o expulsa de casa. E então, sufocado pela dor, busca o vizinho e o beija de uma forma tão dolorida que chegamos a nos compadecer. Ao ser rejeitado (afinal o personagem de Kevin não é gay), ele se transforma em um dos suspeitos da morte do próprio.

Chegamos assim ao ápice da relação desejo/homofobia. A total eliminação do objeto do desejo. Quando o amor não encontra terreno para se desenvolver, só nos resta o ódio por aquilo que não podemos ter.

Com isso eu estou afirmando que “todos os homofóbicos são gays enrustidos”? Não. Mas digo sim que existe uma parcela (grande!!!) de agressores que estão sublimando suas necessidades sexuais através da violência. E enquanto não houver mecanismos (principalmente ligados à educação para a diversidade) para que as pessoas possam “entender” e “canalizar” essa energia para outros lugares, os crimes de violência contra homossexuais vão continuar acontecendo.

Triste… mas verdade!

Filed under: Pensando! | MaxReinert | January 7, 2011 Comments (4)

Saiu hoje a lista dos participantes do Big Brother Brasil 11… e já começaram as especulações sobre a “vida pregressa” deles. O @NoGhetto não é muito a favor de “hypes“, mas não poderia deixar de tocar no assunto que vai movimentar o Brasil nos próximos 03 meses… e, obviamente, de alguma maneira toca no “assunto” deste blog: a visibilidade LGBT!

Então, supostamente, temos (até o momento) 03 participantes com ligação ao universo gay:

Ariadna (foto acima) é uma cabeleireira de 26 anos, do Rio de Janeiro. Isso é o que a produção nos informa, mas dizem por aí que ela é transexual e já teria trabalhado como profissional do sexo na Espanha.

Não é de hoje que rola o boato de que Boninho estava pensando em colocar uma transexual no programa. Possível? É!

UPDATE! Segundo o site do MixBrasil, Ariadna é uma transexual que já realizou a operação de readequação. Ou seja, já é menina!!!

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Lucival é jornalista, bahiano, de 29 anos. E dizem que é gay. E sempre no “dizem”, né? Bom… eu não quero afirmar nada… até porque quem tem que afirmar alguma coisa (se quiser) é ele mesmo. De qualquer forma,  já andam por aí fotos retiradas do facebook dele com “amigos” aqui em Florianópolis… e obviamente com insinuações.

Rodrigo é Administrador, pernambucano de 26 anos. E sobre ele não dizem nada!!! É que sua ligação com a “comunidade gay” vem do fato dele já ter posado para a revista G Magazine. Sim… ensaio nú! Acho que é o primeiro caso do BBB em que o participante posou antes de entrar na casa. É a modernidade chegando!

De qualquer forma, seja verdade o que estão dizendo, ou não, só nos resta torcer que não apareça nenhum outro homofóbico asqueroso como no ano passado. Foi uma tristeza ver aquele rapaz ganhar o programa depois de ter falado todas as bobagens que falou.

Esperamos que o programa tenho um nível melhor (dentro da mediocridade possível vigente) e que os “nossos” representantes dêem aulas de civilidade e respeito à diversidade.

Para conhecer os outros participantes do programa, clique aqui!

Filed under: Futilidade! | MaxReinert | January 5, 2011 Comments (4)

“Prender bicha é fácil. Subir o morro e trocar tiro com malandro ninguém vai!”

“Pra mim não existe essa coisa: Travesti não é nem homem nem mulher. Pelo contrário, meu amor, eu sou homem e sou mulher!”

São apenas duas das frases que escutei no filme “Meu Amigo Claudia” de Dácio Pinheiro que assisti nesse final de ano. São frases simples, mas que dão uma pista da trajetória de uma das maiores trans-gênero do país, a poderosissima Claudia Wonder, uma artista famosa e com atuação imensa nos anos 80 e 90 no Brasil.

Neste site você pode conferir uma entrevista com o diretor que fala, entre outras coisas, sobre as dificuldades de conseguir finalizar o projeto que consumiu quatro anos de trabalho e, em alguns momentos, pensava-se que ia acabar engavetado.

O filme retrata de maneira muito interessante toda uma geração e é incrível notarmos que, passados 20 anos, pouca coisa mudou na forma como “a maioria” se relaciona com os travestis e transsexuais.

Vale a pena ver, com certeza. Onde? Dá uma buscada por aí que vocês encontram… eu esbarrei sem querer também. Entendeu, né?

O trailer:

Filed under: Indicando! | Tags: , , | MaxReinert | January 3, 2011 Comments (1)

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