Hesitei muito em escolher por qual caminho começar a escrever este post. Acabei por escolher começar me desculpando, de antemão, com todos aqueles que se sentirem ofendidos… tendo escrito este parágrafo, vamos lá chutar o pau da barraca!

Escutando novamente o vídeo Chimanda Adichie, fiquei pensando como, sem querer, estamos o tempo todo nos apegando a uma única versão dos fatos… ou, o que é ainda pior, acabamos sempre criando um amontoado de clichês sobre o mundo, sobre as relações e até sobre nós mesmos.

Falo isso porque, assino algumas listas de discussão LGBT e também os feeds de alguns blogs e agências de notícias sobre este assunto. E, em alguns momentos, fico espantado com a quantidade de “breguice” encontrada. É tanto lugar comum sobre os gays, é tanta arte final com arco-íris e “coisinhas coloridas” que eu fico enjoado! Eu sei que é “importante manter uma marca” que nos identifique junto a opinião pública, mas por favor, é necessário ter um gosto tão duvidoso?

Estendendo um pouco a discussão para fora dos aspectos estéticos, acredito que isso seja um reflexo de um pensamento enraizado, de alguma forma, de parte da cultura militante. Somos realmente um “produto” que tem que se mostrar “agradável” a qualquer custo?  Somos (nós gays)  todos iguais? Com os mesmos gostos, os mesmos defeitos e as mesmas falhas de caráter? Ou as mesmas qualidades?

Em algumas discussões nessas “listas” fico impressionado como alguns militates bastante “instruídos” e, ao mesmo tempo, tão obtusos. É uma explosão de “verdades absolutas” que só fazem me lembrar porque eu nunca tive paciência para me juntar a “militância”. Textos “devem”ser escritos de “uma” maneira. Algumas expressões “podem” ser usadas, outras não. E por aí vai!

Provavelmente estou me repetindo, acho que já tinha falado sobre esse assunto aqui,  aqui e aqui… mas é que cada vez que me “confronto” com discussões deste tipo fico novamente surpreendido.

Não se trata de forma nenhuma de fazer apologia da política do “seja um gay discreto” ou “viva dentro do armário”… de forma nenhuma. Não sou e nem sirvo de modelo para “masculinidade sem desconfiança”. Mas, sempre caio no clichê de me assustar com pessoas que são tão perseguidas e preconceituadas por sua condição fazerem o mesmo com os outros com a maior facilidade.

Se um gay tem uma postura menos feminina que outro é logo está “sendo subjulgado por uma cultura heteronormativa!”. Se um gay quer reproduzir em seu relacionamento as posturas de masculino e feminino presentes na sociedade, ele não pode! Se um gay “destoa” do politicamente correto do momento, NÃO PODE!!!  Tudo é definido à priori. Os termos, as palavras, as classificações, as reações, as felicidades, as tristezas.

Socorrrrrroooo!!!!!

E onde vai parar a tal da diversidade? Onde vai parar o respeito que tanto sabemos cobrar dos outros?

Quer saber?

Em alguns momento quase sinto saudade do tempo em que (nós, os gays) vivíamos no submundo. Pelo menos éramos contestadores. Vivíamos na contra-mão da história. E ajudamos a criar uma contra-cultura poderosa no país.

E essa geração “colorida”? O que têm feito? Lutar pelo beijo gay na telenovela não me parece uma causa tão interessante assim!

Filed under: Pensando! | MaxReinert | August 25, 2010 Comments (7)

O programa “A Liga” tem se mostrado um interessante veículo de discussão das questões LGBT.

Por mais que algumas pessoas questionem algumas “nomenclaturas” usadas e esta ou aquela visão dada aos personagens (como no caso do garoto de programa que praticamente destruiu a imagem dos gays!), o programa segue forte sendo um espelho bastante verdadeiro de como a sociedade vê aos homossexuais (ou como nós mesmos nos vemos, às vezes!).

Eu não tenho mais assistido a TV aberta, mas consigo achar sempre os programas na íntegra… seja no Youtube, seja na página da Band… e no último dia 17/08 foi ao ar um programa sobre discriminação. Muito bom!!!

Só o “experimento” realizado por Rafinha Bastos no início do programa onde ele coloca pessoas “tentando” definir as profissões de outras pessoas somente pela aparência já vale um bom tempo de conversa. Veja o vídeo abaixo e depois diga se não vale a pena assistir!

A Liga vai ao ar todas as terças-feiras, 22h!

Filed under: Conscientizando! | MaxReinert | August 24, 2010 Comments (0)

O PSOL pode ser, ou não , uma opção política para o Brasil… mas com certeza tem tentado, de várias formas, fazer barulho e chamar a atenção da mídia.

Uma de suas ações que têm chamado bastante atenção foi a inclusão de um beijo gay em um vídeo da campanha que você pode conferir abaixo.

Não sei dizer se isso irá influenciar diretamente o voto de alguns eleitores. Eu, sinceramente, não coloco em primeiro plano a questão do apoio dos candidatos a união civil. Obviamente que me recusaria a votar em alguém que fosse radicalmente contra. Mas acredito que em um país com desenvolvimento econômico, social e democráticamente pleno essa questão passa a ser um direito inegável.

Dessa forma posso dizer que sou contra a eleição de políticos ligados a instituições religiosas. Padres, pastores e/ou qualquer outro tipo de líderes religiosos – na minha opinião – devem fazer seu trabalho dentro de suas igrejas ou templos.

Ou seja, que tal se os partidos mostrassem um pouco mais de “projetos” reais para a administração do país e um pouco menos de “criatividade marketeira”?  Muitos podem dizer que o vídeo abaixo é uma maneira de mostrar às pessoas o respeito à diversidade… pode ser! Mesmo assim, juntar “homossexualidade” com a palavra “opção” é no mínimo uma falta de conhecimento das reivindicações da classe.

“Homossexualidade não é uma opção! É uma orientação sexual. O que você pode optar é por viver sua vida enfiado dentro de uma hipocrisia, no caso de ser gay e não querer/conseguir assumir o que você realmente sente! É possível? É! Vai lhe trazer felicidade? Duvido!”

De qualquer forma é muito melhor e mais honesto que o viral “DilmaBoy”… esse sim, completamente dispensável e de péssimo gosto.

Filed under: Pensando!,Visibilidade! | MaxReinert | August 22, 2010 Comments (1)

Não é de hoje que muita gente se pergunta quais são os limites entre arte e pornografia. Em tempos de filmes que se utilizam do sexo explícito em suas narrativas, ficou difícil distinguir até onde essa exposição é necessária para contar uma história honestamente e até onde é pura apelação para manter um filme ruim de pé (literalmente)!

Um filme que, na minha opinião, não se sustenta é o tal do “Nove Canções“. Roteiro ruim, superficialidade extrema e nada acontece… quer dizer, em termos… eles vão à shows e fazem sexo… e só! Eu sei que muita gente gostaria de ter aquela vida ( em alguns momentos até eu!) mas para isso se constituir como obra de arte, falta! Ahhh, falta!

No outro lado da balança podemos colocar “Os Idiotas“, como exemplo. Um filme absurdamente conciso, feito por um diretor que sabe do que está falando e que constrói um roteiro onde a cena de sexo explícito apenas contribui para a narrativa e a “crueza” da história. Na minha opinião, não é gratuito!

Mas, toda essa introdução, foi só um pretexto para falar de um artista chamado Travis Mathews!

Esbarrei com seu trabalho esses dias na web. O primeiro que vi dele foi “In Their Room“. Um curta documentário de aproximadamente 20m onde ele capta imagens de homens gays dentro de sua intimidade.  A riqueza de “perfis” foi o que primeiro me chamou a atenção. Homens bonitos, homens feios (dependendo sempre do ponto de vista! Claro!), homens falando sobre sexo, homens falando sobre discos, homens de cuecas e salto alto. (rs) Ou seja, um olhar para a diversidade existente dentro do universo gay. E, dentro desse universo, um desses homens se masturba. Sem nenhum tipo de reserva, o diretor mostra esta cena como qualquer uma das outras situações que mostrou até então. Interessante.

E daí eu sigo “descobrindo” seu trabalho e dou de cara com um filme chamado “I Want Your Love“. O curta (que pelo que eu entendi no meu parco inglês é apenas um demo de uma produção que será rodada em 2011) trata da despedida de dois amigos que, no último dia juntos, resolvem fazer sexo. Ou seja, um fio de narrativa ínfimo. E, entramos firmes (ops, trocadilho infame detected) no sexo explícito. Ao mesmo tempo, tudo é retratado com tanta delicadeza, tranquilidade e naturalidade que fica difícil enquadrá-lo numa classificação de filme pornô!

Um filme pornô pra mim tem o objetivo de fazer você gozar. Em um filme de arte, acho que as coisas são um pouco mais complicadas. Tem mais a ver com a intenção de quem está fazendo aquilo do que somente em consumar o ato. Eu, definitivamente, quero mostrar sexo real, como as pessoas  fazem sexo e também quero mostrar diálogos reais, como as pessoas realmente falam.” – diz o diretor em uma entrevista no site.

Em contraste com outra produção sua “Do I Look Fat?“, um curta documentário sobre gays com distúrbios alimentares,  ”I Want You Love” soa sim como um filme erótico e pornô. Não é clichê. Não é apelativo. Mas também não chega a construir uma ‘gestalt’ que nos ajude a identificar sobre quais questões artísticas ele está trabalhando. De certa forma, me lembra uma vertente do pornô que é produzido tendo a audiência feminina como público alvo.

De qualquer forma, são tentativas de romper com os lugares comuns da indústria (ou buscar seu lugar dentro dela mostrando um trabalho inusitado!)… e valem a pena por oferecer opções distintas do habitual e só por isso já valem a tentativa!

Agora, falando só com os que tem mais de 18 ANOS!!!
Aqui tem um
link para o “I Want Your Love” já que ele não está disponível na íntegra nos links acima. Os outros estão! ;)

Filed under: cinema,Pensando! | Tags: , , , | MaxReinert | August 21, 2010 Comments (7)

Filed under: Visibilidade! | MaxReinert | August 19, 2010 Comments (2)

Nessas alturas do campeonato todo mundo já viu…. mas eu não ia perder a chance de postar aqui no blog a capa da RollingStone americana com parte do elenco peladinhos e todos cheio de sangue na capa! É bafo!!!!

E eu não sei vocês, mas fiquei com uma inveja danada! Pode me colocar em qualquer lugar de um dos três que eu morria feliz… ou melhor… me põe JUNTO com os três que eu morro hoje mesmo!

E daí eu lembrei de bafo e lembrei também que eu não tinha publicado o vídeo também bafônico com o Alexander Skarsgard bêbado e se roçando em um amigo…. Ai!!! É muita coisa para minha cabeça numa manhã de quarta-feira! ;)

Filed under: Futilidade! | Tags: | MaxReinert | August 18, 2010 Comments (2)

A gente sempre sabe que existem pessoas preconceituosas no mundo. Todo dia é um dia possível para nos surpreendermos com as atitudes delas.  Seria muito mais simples se todos aceitássemos que existem pessoas com gostos, orientações, formas de vida diferentes.

Mas, isso não basta. Também é necessário saber respeitar as opções dos outros. E mais do que isso, saber em que medida a minha opção não prejudica as outras pessoas.

Assim que, novamente, “ser gay” não é algo que possa incomodar à outros. Pelo menos não deliberadamente.  Só que, infelizmente, muita gente se incomoda com isso. Se incomoda única e exclusivamente com a existência de homossexuais.

E como eles se incomodam com isso, não se sentem felizes somente nos ignorando. Eles acham que têm a obrigação de fazer algo para nos curar e/ou modificar… como se isso possível.

Pois bem… eis que recebi, por uma lista de discussão que assino, um link para a comunidade Penetração Corretiva – Lésbicas. WTF???

Basicamente, é um bando de gente que se acha no “dever” de mostrar às mulheres qual o “lugar” delas. E que, uma penetração “bem feita” cura todo tipo de problema feminino. Ou seja, o velho pensamento machista e preconceituoso de que, entre outras coisas, só existem mulheres lésbicas por que elas foram mal comidas!

Sim…. fui chulo de propósito!

A penetração corretiva é um ato de amor.

Onde a mulher é tirada do caminho da perdição atraves do amor introduzido por um varão capacitado.

A mulher outrora desviada do caminho natural agora cumpre seu divino papel de acolher o amor.

A penetração corretiva se bem feita gera a vida.

AVISO1: Não fazemos aqui apologia ao estupro. Estupro é quando não há amor de nenhuma das partes.

AVISO2: Não Somos homofóbicos com lesbicas

AVISO3: Não Somos humoristas o assunto aqui é sério

Somos a favor do amor  ♂ + ♀ = S2

PENETRARE, AMARE, SANARE ET LIBERTARE

A descrição da comunidade já é uma coisa tão sem nexo que fica difícil levá-la a sério… mas eles mesmos no “aviso 3″ indicam não serem humoristas.  E mesmo que fossem “humoristas disfarçados”, poderíamos dizer que as piadas são de muitíssimo mal gosto.

Depois, tentando analisar por um viés mais sério,  existe a afirmação sobre o que é estupro. Como assim “estupro  é quando não há amor de nenhuma das partes”? Estupro é sexo sem consentimento! Se, em algum momento, qualquer momento, uma mulher diz “NÃO”… significa “NÃO”! E, me perdoem os que acham o contrário, acho difícil alguma mulher procurar fazer sexo com um cara para “corrigir” sua orientação sexual.

Aliás… a verdade é que essa discussão de Gay, Hetero, Bi, Normal, Anormal é tãããão anos 50!!! Exatamente a mesma época em que os frequentadores da referida comunidade estão fortemente ligados. Eles simplesmente deixaram de perceber que o mundo mudou e as mulheres conquistaram seu lugar no mundo. Ainda continuam pensando que seu pequeno mundo falocêntrico é o centro do universo.

Bom… eu já denunciei a comunidade para o Orkut. Vamos ver como eles se posicionam.

Filed under: Pensando! | MaxReinert | August 17, 2010 Comments (4)

Há um tempo atrás, num papo no twitter com o @sodaindie, percebemos que existe uma série de filmes falando sobre transexualidade que são bastante interessantes.  Obviamente não são filmes para todos os públicos. Alguns poderão achá-los chatos, outros estanhos. Outros ainda podem ficar incomodados com a temática. De qualquer forma só escolhi indicar filmes que tenham uma produção impecável e se realizem por completo como obras de arte. Assim, ninguém fica fazendo favor de assistir algo só por causa da temática! :)

Café da Manhã em Plutão (Breakfast on Pluto – Neil Jordan – 2006) – É até difícil falar deste filme tão sensível e interessante. Mas, com certeza, a trilha sonora é um dos pontos altos da realização artística. Tematicamente é interessante perceber como as questões sexuais já nascem com o indivíduo. A interpretação de Cillian Murphy é primorosa (ei… o mesmo ator de A Origem, acordei e só me dei conta agora!) e dá a dimensão exata (imagino!) dos dilemas e conflitos dos transexuais. Muito bom!


TransAmérica (idem – Duncan Tucker – 2005) – O filme todo é primoroso. Sensível e mostra sem pudores o processo de “passagem” de uma identidade masculina para uma feminina. Acho que o maior conflito é, nesse caso, a relação com os pais e também com o passado masculino. Novamente temos uma protagonista poderosa, desta vez interpretada brilhantemente por Felicity Huffman. Deusa!


XXY (idem – Lucía Puenzo – 2007) – Esse filme argentino é uma produção menos “mainstream”, mas tão interessante quanto. Nesse caso, o trabalho é mais focado nas dificuldades de se lidar com o hermafroditismo. Esta produção talvez erre um pouco no ritmo, mas é um reflexo da produção argentina contemporânea. E, com certeza ganha muitos pontos por falar de um assunto extremamente tabú. Eu gostei!

Filed under: cinema,Indicando! | MaxReinert | August 13, 2010 Comments (4)

Texto publicado em 2008 no blog coletivo NossaVia…  me lembrei do filme e resolvi postá-lo aqui novamente já que as minhas observações sobre ele continuam valendo! Se não viu o filme ainda, veja… vale a pena!

Assisti ontem ao filme O Tempo que Resta (Le Temps qui Reste – 2005) do diretor francês François Ozon. Nele, o diretor conta a história de um fotógrafo em ascensão (Romain) que se descobre paciente terminal de câncer de uma hora para a outra. Uma simples e trágica história.

Não pretendo aqui escrever uma resenha sobre o filme (embora ele mereça uma!) e, por isso, caso você tenha interesse recomendo essa crítica aqui!

O caso é que eu já havia ouvido falar muitíssimo nesse filme. Havia visto vários trailers e lido várias coisas também. (Sim, sou fã do diretor!) E, é claro que depois de tanta expectativa, assistir ao filme foi meio “brochante”. Não que o filme seja ruim… não é, de maneira nenhuma! Mas talvez até mesmo por sua própria natureza.

Oras, o filme é tudo, menos melodramático… ele não nos oferece uma possível “catarse” sobre a morte. Não nos oferece “rios de lágrimas” sobre um tema tão “fácil” de emocionar. François Ozon e ator Melvin Poupad nos oferecem um tema difícil, de uma maneira radical e sem sentimentalidades. Sabemos que o personagem vai morrer e mesmo assim temos vontade de pegá-lo pelo pescoço e dizer “Pára”. Acompanhamos suas últimas ações e pensamos “o que eu faria?”, “porque ele não se abre com todos?” ou ainda “por que tem de ser assim?”.

Mas o grande trunfo do filme (para mim, obviamente!) é nos fazer pensar sobre o Tempo! Sobre essa grande  força da natureza. Sobre como ele age em nossas vidas e muitas vezes nem nos damos conta. Sobre como, às vezes, é necessário que algo aconteça (dead lines – seja de que natureza for) para que nós tenhamos que colocar nossas vidas em movimento (Não é por acaso que o personagem do filme só consegue falar que está para morrer com sua avó que, segundo ele, está numa situação igual à sua!). Ou, por outro lado, como temos uma necessidade urgente de resolver coisas “no calor do momento”… coisas que só se resolverão com a ação inevitável do tempo.

Romain leva sua vida como quer, nunca havia parado para pensar nessas situações (creio eu!). Acha medíocre a vida levada por sua irmã com filhos e obrigações. Mas quando se dá conta de sua condição e após a “fúria” inicial, surge a necessidade (talvez ainda bastante confusa) de deixar um legado. Sobreviver ao tempo. Romain não terá “tempo” para isso. Ele sabe que o filho virá, mas não chegará a vê-lo.

O tempo é sucessivo porque, tendo saído do eterno, quer voltar ao eterno. Quer dizer, a idéia de futuro corresponde ao nosso desejo de voltar ao princípio. Deus criou o mundo. E todo o mundo, todo o universo das criaturas, quer voltar a este manancial eterno que é intemporal, não anterior nem posterior ao tempo, mas que está fora do tempo. (Jorge Luís Borges)

Nosso desejo de eternidade é, por que não dizer, adolescente. O que vai ficar de nós é algo talvez muito menos palpável do que imaginamos. Nosso rastro nessa existência é fugaz. Por outro lado imaginar que não faz diferença a “marca” que deixarmos é assumir uma postura niilista demais. Não somos eternos, é fato… mas não sairemos dessa vida impunes. Só o tempo há de presenciar isto!

“Ouça meu coração: ainda bate!”

Filed under: 1a Versão,cinema | Tags: , , , , , | Max Reinert | August 12, 2010 Comments (0)

Agora quero ver alguém reclamar se chamarem esta bolsa de “coisa de viadinho”! Segundo o site que a vende por 59 Euros, é a bolsa ideal para você usar na “selva da cidade”. O nome da coleção é “Fora da Arca” e eu confesso que se usasse esse tipo de bolsa, comprava no ato!

De qualquer forma, tenho uma lista de “amigues” que eu sei que iriam adorar ter uma… alguém vai copiar e produzir no Brasil? Oi?

PS: via twitter do @cardoso. Oi?

Filed under: Futilidade! | MaxReinert | Comments (1)

Powered by WordPress | Design by Roy Tanck
SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline BlogBlogs.Com.Br