– É “bobo” querer ser você mesmo e ser feliz?

Sílvio de Abreu, tenho uma admiração pelo seu trabalho desde que me conheço por gente, quando ainda criança assistia animado suas novelas na nossa televisão preto e branco, lá em Pato Branco-PR, no sofá velho de corvim, na casa de madeira: a primeira, Éramos Seis, que é a novela da minha vida; depois, Guerra dos Sexos, lembro até hoje a cena marcante com o Bimbo (Paulo Autran) e a Charlô (Fernanda Montenegro). Sempre gostei do seu bom humor. Já a novela Plumas e Paetês, assisti em Quedas do Iguaçu-PR, na televisão colorida, no sofá de napa, numa casa de alvenaria.

Você tem tratado da homossexualidade, entre outras obras, na novela A Próxima Vítima, explorando o envolvimento entre os personagens Jefferson e Sandro. Nesta novela você prestou um grande serviço, desmistifcando a homossexualidade de forma positiva. A cena em que Sandrinho fala para Suzana Vieira que ele é gay e os dois choram foi para mim um dos momentos mais lindos da televisão brasileira. Em Torre de Babel, havia um casal de lésbicas, que morreu em uma explosão em um shopping center. Na época nós achávamos que a mensagem subliminar da morte delas foi lesbofobia. Será que não foi? E agora, com Passione, sem grandes comentários, vamos ver no que vai dar! Hoje assisto a novela no nosso apartamento, numa televisão de plasma, no sofá de tecido.

Por que estou escrevendo para você?

Semana passada, você teria afirmado para a colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, que atores homossexuais não devem assumir a sua orientação sexual para não prejudicar seus trabalhos na televisão, porque a revelação pode decepcionar o público feminino, que prefere ver os galãs heterossexuais na tela, e que a melhor opção, nesses casos, é permanecer no armário. “Se ficarem falando por trás, não tem importância. Se ele falar abertamente, vai prejudicar. Ator que fizer isso é bobo”.

Bobo vem do latim ‘balbu”, e significava “gago”. Segundo o dicionário, bobo quer dizer “indivíduo defeituoso, ridículo, tolo e maluco.”

Vejo que o aparelho de televisão evoluiu, e o sofá e a residência também. O que parece não ter evoluído é a mentalidade em relação ao assumir-se homossexual. Nas palavras de Elis Regina, “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais.” John Lennon compôs uma música chamada Imagine. Eu fico imaginando como seria se fizessem no Brasil o Dia Sem LGBT. Muitas instituições não funcionariam. Com certeza, o Projac não funcionaria, e não seria apenas maquiadores ou cabeleireiros que faltariam.

Silvio, vou te contar resumidamente um pouco da história da minha vida para você entender um pouco da minha tristeza e indignação com sua declaração.

Quando falei para minha mãe, aos 14 anos de idade, que eu era gay, ela não teve dúvida. Não me chamou de bobo, mas me mandou para o médico me “curar”. Não deu certo. Procuramos a Igreja Católica e fiz promessa para Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, não deu certo. Fiz novena, mas como eu tive várias recaídas, tive que recomeçar a novena e ela virou quarentena. Fui ao culto da igreja evangélica Assembleia de Deus, não deu certo. Fui ao Centro de Umbanda e tive que fazer uma oferenda, porque o pai de santo me falou que eu tinha uma pomba-gira desgovernada, mas não deu certo. Fiz muita simpatia, que não convém descrever aqui. Não funcionou. Permaneci gay. Fazer o quê?

Para resumir a história, minha mãe falou para mim quase cochichando, “meu filho, já que não tem jeito mesmo de você se curar deste mal, não fale para mais ninguém. Se falar, eu vou sofrer, você vai sofrer, todo mundo da nossa família vai ser motivo de chacota.” Vejo na afirmação que você fez o eco das palavras da minha mãe.

O que fiz? Saí da minha cidade. Estudei. Fui para a Europa onde fiquei por quatro anos. Quando voltei, fundei o primeiro grupo gay do Paraná e depois, em 1995, juntamente com outros 31 grupos, fundamos a ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Por força do ofício, eu assumi minha homossexualidade de forma muito explícita, o que recomendo a todos e todas. Foi como tirar o peso de dois sacos de cimento das costas. Não precisei mais mentir ou omitir.

Depois de me apresentar, e me referindo à Constituição Federal, sei que as pessoas têm o direito à privacidade. O artigo 5º, inciso X, da Constituição oferece proteção ao direito à reserva da intimidade, assim como ao da vida privada. Segundo Celso Bastos e Ives Gandra, intimidade consiste “na faculdade que tem cada indivíduo de obstar a intromissão de estranhos na sua vida privada e familiar, assim como de impedir-lhes o acesso a informações sobre a privacidade de cada um, e também impedir que sejam divulgadas informações sobre esta área da manifestação existencial do ser humano,” opinião da qual comungo e procuro respeitar.

Por outro lado, para nós LGBT que sofremos todo tipo de discriminação (vide o item Pesquisas em www.abglt.org.br/port/pesquisas.php), é muito importante que tenhamos referências positivas de gays, lésbicas e pessoas trans nos meios de comunicação, e não apenas caricatas estereotipadas, ou ausência de referências. Isto vale tanto para diminuir o preconceito presente na sociedade de modo geral, como também ajuda os jovens que estão se descobrindo LGBT a terem menos dificuldade em se assumir e a não se sentirem inferiores por causa de sua sexualidade diferente da convencionalmente aceita.

Com a sua afirmação de que é bobo o ator galã que assume sua orientação sexual, você reforça o preconceito, a discriminação e principalmente o estigma existentes contra as pessoas LGBT. Sério.

Sílvio,você como o formador de opinião que com certeza é, basta ver os mais de 230 sites e blogs e mais de 30 jornais nos quais sua fala repercutiu, espero que você não esteja recomendando que as pessoas ajam com hipocrisia, que “é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui”. A vida não é um palco iluminado. Ela deve ser vivida intensamente, porque também ela não é um ensaio. Aqui meu amigo, a vida é um ato só, e não tem direito a uma reprise, embora tenha gente que acredite que pode fazer um remake.

Peço que você analise esta frase do nosso querido Caetano Veloso, da música Dom de Iludir: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.” Quando uma pessoa assume sua verdadeira orientação sexual, ela deixa para trás muitas coisas ruins, não precisa mais mentir e fingir. Não corre o risco de ser chantageada. Não precisa mais correr risco de vida.

Você sabia, Sílvio, que muitos gays famosos (atores, políticos, religiosos, jogadores…) acabam sendo mortos por se exporem, muitas vezes levando pessoas estranhas para suas casas às escondidas, por não poderem ser o que realmente são. Ficar no armário causa baixa autoestima e aumenta a vulnerabilidade. Muitos atores e personalidades de Hollywood e até da televisão e do cinema brasileiros morreram de aids como consequência disso. Ficar no armário não faz bem para ninguém.

O primeiro vereador gay assumido eleito, Harvey Milk, cuja história foi retratada o filme A Voz da Igualdade, disse: “Se você não é livre para ser você mesmo na coisa mais linda da vida, que é a expressão do amor –, então a vida, em si mesma, perde seu sentido.” Será que ele era bobo, ou defeituoso?

Sílvio, o armário não é lugar para as pessoas. É escuro, alguns tem mofo e outros até traças. Não faz bem para a saúde mental.

Talvez seu raciocínio seja de que o ator não seja prejudicado. Sabia que esse raciocínio me incomoda, o raciocínio do “vamos deixar tudo como está e não vamos tentar mudar”. Já pensou se não tivéssemos mudado a regra que pessoas negras não podiam se casar com pessoas brancas. Não faz tanto tempo que atores negros e atrizes negras só tinham papéis de motoristas ou domésticas, porque prevalecia o raciocínio de que se o(a) negro(a) fosse protagonista, a novela não teria sucesso.

Também segundo a reportagem, você considera que a exibição de um beijo gay na televisão é um tema polêmico: “é uma exposição com a qual parte do público que não é gay pode se chocar.” Eu pergunto, é melhor colocar um beijo gay, ou tanta violência e espancamento que vemos hoje nas novelas? Eu prefiro o beijo. Cito aqui um soldado gay americano que disse” Fui condecorado porque matei vários homens na guerra, fui expulso do exército porque beijei um”. O que você falou é o mesmo entendimento da hipocrisia americana com relação aos gays no exército: você não fala que é e eu não pergunto.

Minha mãe, em 1978, quando eu tinha 14 anos, mandou que eu me curasse da homossexualidade. Mas em 1996, ela fez todo aquele sacrifício, abertamente e sem medo, e se propôs a casar com meu marido, David Harrad, para que ele pudesse ficar no Brasil comigo. Minha mãe mudou. Agora ela teria 79, e você tem 68. Ela era uma pessoa de pouca instrução, mas de grande sabedoria. Se minha mãe mudou, você Silvio de Abreu pode mudar. Você estará colaborando para um mundo melhor em que as pessoas sejam elas mesmas, sem simular afeição. E estarão cumprindo a finalidade da vida, que Aristóteles tão bem definiu como sendo a Felicidade. É “bobo” querer ser você mesmo e ser feliz?

“A sexualidade faz parte de nossa existência. E o projeto de uma bela existência implica o de uma livre sexualidade.” (Jean-Philippe Catonné)

* Toni Reis, 46 anos, especialista em sexualidade humana, mestre de filosofia, doutorando em educação e presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT – Curitiba – Paraná

Filed under: Conscientizando! | MaxReinert | May 31, 2010 Comments (6)

Sempre admirei aqueles que tem respeito pelas pessoas. Aqueles que, não importando o quê, se referem à um assunto com cuidado, buscando mostrar o melhor e ressaltar as qualidades.

No humor, quem consegue fazer isso é mestre.

São vídeos, como esse abaixo, do quadro O Curioso, apresentado no Fantástico que nos mostram que ainda existe sim gente que pensa nesse país.

O vídeo consegue tocar de maneira agradável, engraçada e saudável (embora escorregue em um ou outro clichê aqui e ali!) em temas que poderiam virar um pânico (ops!) nas mãos de gente com menos inteligência.

Afinal, falar de uma escola criada para ensinar a cultura LGBT e sobre uma travesti que é doutora, pode ser desculpa para todo tipo de grosseria.

Não é de hoje que admiro o trabalho de Lázaro Ramos… a partir de hoje, admiro um pouquinho mais! ;)

Ví primeiro aqui!

Filed under: Indicando!,Visibilidade! | MaxReinert | May 27, 2010 Comments (1)

Recebi um e-mail de uma amiga, esclarecendo sobre o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME). São várias informações que eu não tinha a mínima idéia. Decidi postar aqui no blog e indicar para todos.

Como diz o texto abaixo, para quem doa é só um incômodo…. para quem recebe pode ser a diferença entre a vida e a morte!

Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME).

Quando não há um doador aparentado (um irmão ou outro parente próximo, geralmente um dos pais), a solução para o transplante de medula é procurar um doador compatível entre os grupos étnicos (brancos, negros amarelos etc.) semelhantes, mas não aparentados. Para reunir as informações (nome, endereço, resultados de exames, características genéticas) de pessoas que se dispõem a doar medula para o transplante, foi criado o Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (REDOME) , instalado no Instituto Nacional de Câncer (INCA). Desta forma, com as informações do receptor, que não disponha de doador aparentado, busca-se no REDOME um doador cadastrado que seja compatível com ele e, se encontrado, articula-se a doação.

Campanha Nacional de Doação de Medula Óssea
Graças a uma campanha liderada pelo INCA em parceria com os hemocentros, várias empresas e instituições no Brasil, a partir de junho de 2004, foi possível aumentar o registro brasileiro de doadores que, em 2003, só oferecia 11% do material utilizado para os transplantes. Hoje, o registro já responde por 70% dos doadores encontrados e em outubro de 2006 alacançou a marca de mais de 300.000 doadores cadastrados.

Apesar de crescente, este número ainda é insuficiente para atender à demanda de pacientes, principalmente, pelo fato da probabilidade de se achar um doador compatível dentro do Brasil ser de um em cem mil. A meta de 250 mil doadores cadastrados até 2007 foi atingida no primeiro semestre de 2006, graças às parcerias firmadas com instituições e empresas. Um exemplo disso foi o convênio firmado em outubro de 2005 com o grupo Arcelor que dá apoio financeiro e estrutural à Campanha.

Existem critérios para selecionar os pacientes que passam pelo transplante?
O critério é a entrada no sistema do Registro Brasileiro de Receptores de Medula Óssea (REREME) através do qual será efetuada a conexão com os dados existentes no REDOME e a localização do doador. Se o paciente tem a indicação do transplante e for inscrito no REREME, ele fará o procedimento (transplante) logo que for localizado o doador. O transplante só não será realizado uma vez que o estado geral do receptor piore.

Quantos hospitais fazem o transplante no Brasil?
São 42 centros para transplantes entre familiares e oito para transplantes com doadores não-aparentados: INCA, Hospital de Clínicas da Universidade de São Paulo (HCUSP), Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HCUFPR), Universidade de Campinas (UNICAMP), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Hospital Amaral Carvalho – Jaú/SP, Hospital Real Português-Recife/PE e Hospital Albert Einstein-SP/SP.

Quantos transplantes o INCA faz por mês?
A média é de dois transplantes com doadores não-aparentados. Mensalmente são realizados sete transplantes do tipo autólogo (de uma pessoa para si mesma) e com doador aparentado. Em 2004, o INCA realizou 86 transplantes, sendo 49 alogênicos (de outra pessoa) e 37 autólogos. Em 2003 foram realizados 72 transplantes (26 autólogos e 46 alogênicos).

O que a população pode fazer para ajudar os pacientes?
Todo mundo pode ajudar. Para isso é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e gozar de boa saúde. Para se cadastrar, o candidato a doador deverá procurar o hemocentro mais próximo de sua casa, onde será agendada uma entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações e, em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (10 ml) para a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador). Os dados do doador são inseridos no cadastro do REDOME e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação.

O transplante de medula óssea é um procedimento seguro, realizado em ambiente cirúrgico, feito sob anestesia geral, e requer internação de, no mínimo, 24 horas.

IMPORTANTE: um doador de medula óssea deve manter seu cadastro atualizado sempre que possível. Caso haja alguma mudança, a pessoa deve entrar em contato com o REDOME.

Passo a passo para se tornar um doador
• Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias.
• Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.
• Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.
• Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação.
• Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de UMA EM CEM MIL!
• Por isso, são organizados Registros de Doadores Voluntários de Medula Óssea, cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante e não possui um doador na família, esse cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação.
• Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.
• A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo.
• É muito importante que sejam mantidos atualizados os dados cadastrais para facilitar e agilizar a chamada do doador no momento exato. Para atualizar o cadastro, basta que o doador ligue para (21) 3970-4100 ou envie um e-mail para redome@inca.gov.br.

Caso você decida doar
1. Você precisa ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante).

2.É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos Hemocentros nos estados.

3.Será retirada por sua veia uma pequena quantidade de sangue (5ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais.  Seu sangue será tipificado por exame de histocompatibilidade (HLA), que é um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que podem influenciar no transplante. Seu tipo de HLA será incluído no cadastro. Seus dados serão cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea constantemente. Se você for compatível com algum paciente, outros exames de sangue serão necessários. Se a compatibilidade for confirmada, você será consultado para confirmar que deseja realizar a doação. Seu atual estado de saúde será avaliado.

A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.

O Transplante de Medula Óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue.


Filed under: Conscientizando!,Indicando! | MaxReinert | Comments (12)

ler E outra rodada de indicações de leitura… Que acham?

Me conta, no que ele te fez melhor?
É por estas e outras que eu sou fã da Senhorita LadyRasta!!! Texto muuuito bom sobre nós… nós que perdemos tanto tempo reclamando de tudo!

Ser Gay está na moda?
Já indiquei ele dentro de um outro texto que escrevi aqui, mas… vai de novo!

Novo comercial animado da CocaCola para a Copa do Mundo
Tá bom, não é para ler… mas achei o comercial muito bom!

O PT não é dono das estrelas!
Matéria interessantíssima com um curta sobre a re-estruturação da Folha! E se o curta não fosse bom, já valeria a pena somente por esta frase que deu título ao post!

I hope you like it!

Filed under: Indicando! | MaxReinert | May 24, 2010 Comments (1)

Quando eu li essa matéria abaixo (que eu vi aqui!), não consegui parar de pensar no arcebispo que comparou a homossexualidade com pedofilia.

Pelo jeito, a Igreja Católica anda com seríssimas dificuldades para entender sua sexualidade… e obviamente ficam buscando maneiras de desviar a atenção sobre o que acontece lá dentro.

Ou seja, podemos esperar uma nova “investida” contra os homossexuais… afinal, desta vez eles estão com uma sujeira muito grande para limpar!

Até onde pode chegar a hipocrisia de um padre? É o que eu me pergunto ao ver este caso, onde um padre polonês é acusado de manter um jovem de 14 anos em cárcere privado dentro da própria casa paroquial para sua satisfação sexual.

Direto das terras do Papa João Paulo II, o padre Marcin Michael Strachanowski, 44 anos, é suspeito de abusar sexualmente de um menor e se apresentou ontem na DP do Realengo. Ele estava com a prisão preventiva decretada desde quinta-feira.

Segundo a denúncia do Ministério Público, em março de 2007, na casa paroquial da Igreja Divino Espírito Santo, em Realengo, o padre abusou sexualmente do menor, usando violência. Ele teria inclusive algemado o rapaz e praticado sexo oral e tentado praticar sexo anal com a vítima.

O menor foi coroinha na paróquia até 2006. No começo de 2007, o padre teria trocado mensagens pornográficas com o menor, com 16 anos na época. Perto do carnaval, o padre teria aumentado as investidas ao jovem na tentativa de fazer sexo com ele.

A Arquidiocese do Rio lamenta o ocorrido, principalmente com as “possíveis” vítimas e esclarece que o referido sacerdote se encontra suspenso de suas funções religiosas e, além do processo criminal, existe o processo canônico. (Que vão fazer com ele? Excomungar?)

Não sou contra atividades sexuais do estilo BDSM, mas os seus três pilares fundamentais são Saúde, Segurança e Consensualidade. O que o padre fez foi doentio e deve ser punido com todo o rigor da lei.

Filed under: Uncategorized | MaxReinert | May 22, 2010 Comments (3)

…principalmente se você for gay e gostar de ver artistas assumidos! É o caso de Kele Okereke, líder da banda Bloc Party e gay declarado.

Ele está lançando sua carreira solo e sua música “Tenderoni” (vídeo abaixo) é a primeira de trabalho do “The Boxer”.

Eu, que na minha infinita ignorância, nunca tinha escutado nada dele, gostei bastante! Dançante, gostosa e sem tantos exageros! rs De vez em quando é bom, né?

O bonitão é capa da revista britânica Attitude e já chega colocando o pé na porta: “Não podemos ter um pop star gay que é ousado e durão?

Pode amigo… ou melhor, deve! Tudo em nome da diversidade!

Eu gostei bastante… e vocês?

Vi aqui!

Filed under: Indicando! | MaxReinert | May 20, 2010 Comments (2)

Ontem foi o “Dia Internacional contra a Homofobia” … e eu recebi o seguinte comentário aqui no blog:

“É ISTO MESMO HOMOSEXUAL BOM É MORTO…..
NÃO GOSTO DESTE TIPO DE GENTE, SÃO LIXO ESCORIA DA SOCIEDADE, PESTE, DESAGREGADORES, ALICIADORES, DESTRUIDORES DA MORAL DA FAMILIA ETC…
AGORA TEM LEI A FAVOR DESTA MERDA EM QUE O CIDADÃO NÃO PODE QUESTIONA-LOS…. TEM APOIO DA MIDIA, AGORA VÃO PODER ATÉ ADOTAR CRIANÇAS QUE LIXO ESTA VIRANDO A HUMANIDADE…. ATÉ GOVERNANTES PODE SER DESTA RAÇA (PREFEITO DE SP) CONFORME INFORMAÇÕES…..
AGORA COM ESTAS CONDIÇÕES QUE QUE O ESTADO IMPOE AOS CIDADAOS OBRIGAÇÃO DE TOLERA-LOS ASSUMO MUITO MAIS AINDA QUE SOU
((( HONOFÓBICO ))) COM MUITA HONRA NÃO SOU OBRIGADO A TOLERAR ESTA MERDA…..”

Aí eu fico pensando (porque eu ainda perco tempo pensando nessas coisas!):

Como pode que, desde 2007 (data da primeira publicação daquele post) nada tenha mudado?

Como pode que, aparentemente, as pessoas estejam cada vez mais violentas em questões envolvendo homossexuais?

Por que será que toda vez que eu recebo um comentário como esse daí de cima a criatura não sabe escrever direito?

Sim…. eu também perco a paciência…. e se você quiser me xingar, antes lê este artigo aqui, tá?!?!

Filed under: Pensando! | MaxReinert | May 18, 2010 Comments (4)

Tem certas coisas que a gente pensa em escrever e já sabe que vai levar pedrada. É fato! Ao mesmo tempo, não existe nada mais libertador do que a certeza de que você não deve nada para ninguém… e que se o seu nome está no SERASA, isso é problema exclusivamente seu!

Pois bem, já tem um tempo que eu venho pensando em alguns aspectos da “vida gay”. Aliás, mais do que pensar sobre alguns aspectos dessa certa “minoria” como se houvesse especificidades determinantes no dia-a-dia, penso sobre como essa “cultura de aceitação gay” vem impondo certos estereótipos como modelos predominantes e/ou únicos para a grande maioria das pessoas.

Mas, afinal o que é essa cultura gay?

Eu não sou antropólogo. Não fiz um estudo aprofundado sobre o tema, mas já vivi o suficiente para perceber/entender que existe sim, certos comportamentos que diferenciam os gays dos heterossexuais. E obviamente, não estou falando da questão sexual. Na minha opinião, esse comportamento tem mais a ver com questões econômicas (de onde os gays optam investir seu dinheiro) e também por uma postura mais declaradamente contestadora (pelo menos até algum tempo atrás).

Mas, se olharmos bem de perto, podemos perguntar: me diga, o que eu tenho de diferente de você? tenho seios, orgãos sexuais, barriga, pé e cabelo. tenho libido, fico triste, fico feliz, saio com meus amigos. vou ao cinema, compro roupa no shopping, trabalho e fiz faculdade. sou um ser humano, com meus direitos, mesmo que alguns ainda me sejam negados.

Dessa forma, ao mesmo tempo que luto pelo reconhecimento dos meus direitos (estou falando dos básicos tá? Ter uma relação reconhecida nas questões legais, poder adotar uma criança junto com meu parceiro, não ser agredido na rua e ficar sem a proteção do estado, etc) tenho a impressão que algumas pessoas (e/ou instituições) se equivocam ao afirmar o “diferente” como regra. Nem todos os gays são/ou sentem-se tão diferentes assim da “maioria”. Alguns deles acreditam que devemos “nos aproximar” das outras pessoas pelo que nos “une” e não pelo que nos “separa”.

O caso é que “No fim das contas, para homossexuais que não se encaixam nos padrões da cultura gay ou não conseguem conviver com eles há repressão de dois núcleos: da sociedade que o aceitaria apenas como o gay normal e dos gays normais que os excluem de seu circuito interno. A discriminação é dupla – na escola, por ser uma bichinha, e na balada, por não ser bichinha o suficiente.”

Quem me conhece sabe que eu circulo bem em ambos os “círculos”. Tenho amigos com posturas extremamente afetadas/estereotipadas e outros que são “quase” homofóbicos. Tento balizar minhas amizades entre os que atuam com “respeito”. Respeito à diversidade (dentro do conceito mais amplo desta palavra!).

Só que, assim como algumas criaturas se excedem na exigência de um comportamento estereotipado da masculinidade (lembra aquela história de coçar o saco e cuspir no chão), outras caem na margem oposta e incentivam uma glamourização da bichice.

A minha pergunta é: Por que nos apressamos a criticar os pretensos machistas e cometemos o mesmo erro que “eles”? Por que ter a necessidade de reproduzir um comportamento claramente estereotipado? Apenas pela necessidade de preencher uma sensação de “pertencimento”?

São linhas tênues que separam um comportamento estereotipado de um comportamento “extravagante” legítimo. Mas também são linhas tênues que separam pessoas que têm consciência de sua atuação política/social no mundo daquelas que simplesmente são levadas pela maré.

Em que lado você vai querer ficar?

Filed under: Conscientizando!,Pensando! | MaxReinert | May 17, 2010 Comments (10)

Ótimo texto de Eduardo J.S. Honorato e Denise Deschamps publicado no blog Inconsciente Aberto. Vale a leitura.

Esse é um tema que tem encontrado grande espaço em debate na atualidade, dentro e fora do Brasil. Por aqui corre uma discussão sobre novas medidas e leis onde mais do que nunca essa questão sublinha nossos traços de homofobia. Correntes religiosas se colocam em bloco contra a aprovação de qualquer brecha que permita uma flexibilização maior para a adoção feita por casais homossexuais. Fica a pergunta que não se cala: que “cuidado” é esse que prefere uma criança institucionalizada (criada por orfanatos e ongs) do que por um casal homoparental amoroso e dedicado à formação dessa criança?

Leia o restante do texto aqui!

*foto do autor.

Filed under: Conscientizando!,Indicando! | MaxReinert | May 14, 2010 Comments (4)

Histórias de adoção sempre são emocionantes… e se for uma que nos toque ainda de maneira mais próxima por se tratar de uma família formada por pais homossexuais, com certeza vale a pena divulgar.

Vejam o vídeo da novela Viver a Vida:

Filed under: Conscientizando!,Visibilidade! | MaxReinert | May 13, 2010 Comments (1)

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