A internet tem me proporcionado momentos muito interessantes. Seja pelo contato com uma quantidade absurda de conteúdo (sim, tem muita coisa ruim! Mas tem coisa boa tbm!), seja pela quantidade de gente legal e disposta que vamos esbarrando por aí.

Há algumas semanas, fui convidado (pela primeira vez) para ajudar a elaborar uma blogagem coletiva. A campanha “Mais Teatro, Brasil” me levou a entrar em contato com muita gente que fui “colecionando” nesses, praticamente, 03 anos de vida online.

Assim que, tive algumas surpresas quando recebi respostas de pessoas que tive contato láááá na primeira versão do NossaVia. Outros eram completamente novos para mim, que conheci através do meu twitter.

Na minha opinião, a blogagem foi um sucesso! Mais de 100 blogs participaram diretamente. Outros tantos seguiram a onda e também postaram no mesmo dia…ou 01/02 dias depois.

Recebemos mais de 600 assinaturas no manifesto somente no dia da blogagem… e ele ainda segue lá, espero que recebendo as vibrações tão boas emanadas naquele dia 26.

Assim que, decidi vir aqui dividir esta alegria com vocês e também agradecer à todos os que participaram. Seja os que eu convidei (que faço nominalmente abaixo) ou que foram convidados pelos outros curadores: @samegui, @Alessandro_M e @lilianeferrari.

Um agradecimento também à Cennarium por encampar esta idéia!

Lista de participantes:

Minha Literatura Agora
D Bituca
Cuca Mix
Adm. Fabricio Lima
Me Dá Um Café
O Inferno são os outros
Idéias Avulsas
Meus 3 Pontos
Parem o Mundo
Achados e Perdidos Escritos
Blog da GGProarte
Cabaret da Juju
3/4 de Uma Idéia
Zé Offline
Criatividade e Inovação
Corto Cabelo e Pinto
Le Hipopotame
Two Jumps in a Week
O Pensador Selvagem
Centro Acadêmico de História da UFSC

Filed under: Conscientizando! | MaxReinert | April 30, 2010 Comments (2)

É muito engraçado quando as pessoas noticiam uma coisa e você encontra outra história. Isso aconteceu comigo hoje quando me repassaram pelo twitter essa matéria aqui: Ministério da Saúde lança campanha contra Aids criada por travestis.

Reconheço a necessidade e a eficácia da campanha criada, mas o que mais me chamou a atenção foi o trabalho desenvolvido com as próprias travestis. O vídeo do making of da campanha mostra algumas frases que são realmente impactantes para quem se propõe a re-pensar a sociedade e o status quo.

“(…) O quanto as pessoas nos apontam com o olhar. Com o olhar fazem tudo com a gente, né? Nos recriminam, nos observam, nos admiram…”

“E nós somos vistas como trabalhadoras sexuais. Sempre! 24h! E eu pergunto pro senhor: Como é que  faz pra desconstruir isso? Desconstruir essa imagem da travesti de ser profissional do sexo. E não é, né?”

É incrível perceber que a maioria das travestis ainda esteja lutando por uma coisa básica: RESPEITO! Lutando pelo direito de poder ir à algum lugar e não ser apontada, humilhada ou discriminada.

Principais alvos da violência discriminatória, travestis de todo o país criaram material para sensibilizar a população contra o preconceito. A campanha de promoção de direitos humanos e prevenção à aids contém toques de celular, telas de descanso e vídeos de celular, cartazes e folderes.

É a primeira vez que as travestis produzem e criam o conceito de um material destinado para elas mesmas. Com o slogan “Sou travesti. Tenho direito de ser quem eu sou”, a proposta é promover a inserção social e a imagem positiva das travestis, além de disseminar o conhecimento sobre as formas de prevenção a aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, além do o combate à violência e à discriminação.

“Como são vítimas de violência e da dificuldade de acesso a serviços públicos, como saúde e educação, as travestis tornam-se mais vulneráveis à infecção pelo HIV”, explica a diretora do Dep. de DST, Aids e Hepatites Virais, Mariângela Simão. Produzir o seu próprio material, diz, as torna protagonistas de suas próprias histórias. Na vida real, elas não são ouvidas, nem vistas. Não acolhidas de forma adequada nos serviços de saúde, elas também têm mais dificuldades para recorrer aos instrumentos necessários à prevenção às DST e outros problemas de saúde.

Obviamente, nos comentários dos sites em que li o material, já tem gente descendo a lenha… ou seja… só comprovam a fúria da discriminação. Triste… muito triste.

Vejam o vídeo. Eu achei o trabalho todo muito interessante e já fiquei com idéia de tentar levar adiante um trabalho teatral criado com travestis. Desde a elaboração do texto, até atuação. Acho que vai valer a pena.

Filed under: Pensando! | MaxReinert | April 28, 2010 Comments (2)

Matéria de Débora Santos, do G1, indicada por @samegui. Aos poucos vamos conquistando direitos que nos “igualam”. Afinal, é só o que queremos: igualdade de direitos.

Crianças moram há oito anos com o casal em Bagé, no Rio Grande do Sul. Assistente social que acompanhou o caso recomendou a adoção.

“Se não for dada a adoção, as crianças não terão direito a plano de saúde, herança e em caso de separação ou morte podem ficar desamparadas”
Ministro Luiz Felipe Salomão, do STJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve nesta terça-feira (27) o registro de adoção de duas crianças por um casal de lésbicas da cidade de Bagé (RS). A adoção era contestada pelo Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul, que pedia a anulação do registro. A decisão do STJ cria um precedente jurídico que permitirá aos casais homossexuais abandonar a prática usada atualmente de adoção individual para evitar problemas legais.

Segundo a assessoria do STJ, o Ministério Público do Rio Grande do Sul ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso haja argumento constitucional.

A adoção pelo casal homossexual gaúcho foi autorizada em 2006 pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. O relator do caso no STJ, ministro Luiz Felipe Salomão, afirmou que há oito anos as crianças moram com as duas mulheres, que vivem juntas desde 1998. Ele lembrou que as duas crianças estudam em escola particular e que a própria assistente social que acompanhou o caso recomendou a adoção.

Casal gay do RN adota crianças pelo cadastro de adoção
Adoção de crianças vai ser menos burocrática no país
Só 15,5% dos brasileiros enfrentariam processo de adoção, revela pesquisa

“Se não for dada a adoção, as crianças não terão direito a plano de saúde, herança e em caso de separação ou morte podem ficar desamparadas”, disse o ministro.

Os demais ministros da 4ª Vara do STJ concordaram com o voto do relator. O presidente da sessão, ministro João Otávio de Noronha, ressaltou que o fato de a relação ser homoafetiva não influencia na opção sexual dos adotados e, ainda, que a adoção vai permitir às crianças melhor amparo e qualidade de vida. “Vem toda essa questão moral e vamos deixar as crianças no abrigo onde sofrem violência?”, indagou Noronha ao plenário.

Recurso
O Ministério Público entrou com o recurso em maio de 2008 para rever a adoção dos dois garotos por entender que a união entre duas mulheres não configuraria união estável. O MPF citou arquivo do Código Civil que estabelece que “ninguém pode ser adotado por duas pessoas salvo se forem marido e mulher ou se viverem em união estável”.

O presidente da 4ª vara do STJ, no entanto, lembrou que a maior parte das leis sobre a família no Brasil foi criada por jurisprudência. “A lei não proíbe esse tipo de coisa. Até porque pode unilateralmente uma pessoa solteira adotar. Não estamos violando nenhum dispositivo. O Código Civil não diz se é vedado. Não há nenhuma norma de proibição. Estou muito tranquilo para decidir sem nenhuma violação da lei”, afirmou o ministro Noronha.

Filed under: Visibilidade! | MaxReinert | Comments (3)

Há algum tempo, fui convidado pela Cennarium para conhecer seu novo sistema de transmissão de teatro pela web. Como a maioria dos artistas de teatro, minha primeira reação foi ficar com os 03 pés atrás. Afinal, a relação com o teatro deve ser de ritual, ao vivo, transpirando junto com os atores.

Graças aos Deuses, já passei da idade de ser muito preconceituoso e fui tentar entender a proposta deles e expliquei tudinho nesse post aqui. Ou seja, a Cennarium é uma opção. Mas não deve ser a única.  E, imagino, foi pensando nisso que eles criaram a campanha “Mais Teatro, Brasil“.

A campanha “Mais Teatro, Brasil” quer juntar o maior número de assinaturas possível para dar entrada, junto ao Congresso Nacional, num Projeto de Lei de Iniciativa Popular, para que seja obrigatória a construção de um “Centro Integrado de Cultura” em cada município, cuja população seja superior a 25 mil habitantes.

A ideia central é permitir que populações inteiras, que nunca tiveram contato com espetáculos de qualidade, ou mesmo espaços destinados à arte e à cultura – em sua imensa maioria restritas ao eixo Rio – São Paulo –, passem a ter acesso as mais diversas formas de expressão artístico-culturais, fomentando e desenvolvendo entre estas populações, um hábito tão fundamental para a formação do caráter de um povo, como é a cultura!

Leia todo o manifesto e veja informações que são, de certa forma estarrecedoras. Por exemplo: Você sabia que em todo o Estado do Tocantins, cuja população estimada é de 1,250 milhão de habitantes, há apenas uma sala de teatro? Que em todo o Estado de Rondônia, cuja população estimada é de 1,5 milhão de habitantes, há apenas três salas de teatro?

Pois é, é por essas e outras que é importantíssimo criar para o Brasil um programa ou projeto que tenha a cultura como eixo. A cultura é o núcleo fundamental de toda a sociedade! Somente por meio da cultura é possível o desenvolvimento ético, moral, intelectual e educacional de toda a nação, permitindo, até mesmo, reduzir de forma significativa, os níveis de violência e o uso de drogas por parte de jovens, adolescentes e crianças, ao se tornarem muito mais conscientes e esclarecidos.

Ao permitir que desde cedo tenham acesso à cultura, começa a se desenvolver entre eles esse hábito tão fundamental para a formação de seu caráter, melhorando inclusive o seu aprendizado e desempenho escolar.

Sem o acesso à cultura, fica difícil despertar, nos próprios pais, o interesse para que seus filhos frequentem escolas, estudem ou tenham uma educação de qualidade. Não é a toa que vemos tantas crianças trabalhando nos campos, ou pedindo esmolas e vendendo balas no trânsito das grandes cidades, ao invés de estudar.

Portanto, a conclusão obvia que se chega é que quanto maior for o acesso à cultura, melhor será o nível da educação, e quanto melhor o nível da educação, menor serão as desigualdades sociais.

Quem participa?

Como coordenadores da blogagem estamos eu, @Samegui, @LilianeFerrari e @Alessandro_M, mas todos os blogueiros/twitteiros/ou pessoa “normal” pode participar. Como? Divulgando a campanha através de e-mail, entre amigos, com posts nos blogs, através da tag #maisteatro e principalmente assinando o manifesto para que ele possa servir de base para a entrada do projeto de lei.

Participe!!! E se postar algo ainda hoje (26/04) nos informe o link pelos comentários para que possamos incluí-lo na lista dos participantes.

Quem saber quem está participando? Clique aqui!

Filed under: Conscientizando!,Indicando! | MaxReinert | April 26, 2010 Comments (5)

Achei no “Um Passinho a Frente“!

Filed under: Conscientizando!,Futilidade! | MaxReinert | April 25, 2010 Comments (1)

É uma pena que tenho tido pouco tempo para escrever por aqui o tanto que gostaria. Existem certos aspectos da cultura gay que me interessam muito pensar e repensar. Quando eu escrevo, às vezes, tenho a possibilidade de tentar (me) entender.

Uma das coisas que eu sempre penso é que, por mais que nós gays tenhamos mais visibilidade nos últimos tempos, para muita gente ainda somos considerados “objetos estranhos”. Acho que, de uma certa forma, seria me obrigar a conviver com alguém extremamente machista e preconceituoso… ou seja, eu sei que existe, mas tê-lo ali, na minha casa (ou eu na casa dele) tão próximo deve ser muito impactante.

ATENÇÃO: Não estou tentando comparar aqui os possíveis “tipos” de comportamento. Estou tentando refletir como é difícil “aproximar” mundos (ou culturas) que são realmente muito diferentes. Existe sim um sistema de valores que funciona com outros pesos e medidas, dependendo do local e/ou contexto em que você está inserido.

Tenho um amigo que gosta de brincar de “inversão de papéis” quando percebe que há a possibilidade de sofrer algum tipo de discriminação: “- Nossa, ontem fui ao banco e acredita que vi três casais héteros de mãos dadas? Um deles até se beijou… parecia até que eles gostavam um do outro. Cruzes!!! Que estranho, ver um homem e uma mulher se beijando!”

Acho que se tivermos a capacidade de tentar entender aqueles que julgamos “diferentes” de nós, estaremos à um passo da aceitação da diversidade, seja ela qual for.

Dessa forma, me chamou a atenção o vídeo abaixo. Do mesmo criador de Super Size Me! - documentário de Morgan Spurlock, cineasta independente americano que passou 30 dias com uma alimentação toda baseada em produtos do McDonald’s – o filme faz parte de uma série que coloca durante 30 dias pessoas em “habitats” muito diferentes de sua origem.

Nesse episódio, um rapaz jovem, criado no interior dos USA, por uma família muuuito religiosa vai passar 30 dias em Castro, bairro essencialmente gay…… ou seja, imaginem a cena!!!! Vale a pena ver o vídeo!

Filed under: Pensando! | MaxReinert | April 22, 2010 Comments (9)

Muito pertinentes esta campanha realizada pelo Governo Federal e Comite Nacional de Enfrentamentoda Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. Vale a pena ser divulgado todo o histórico do projeto e também o Disque 100 para que ajudemos a erradicar os crimes hediondos como esse narrado no site e que reproduzo abaixo. Participe!!!

Seqüestrada em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sanches, então com oito anos, foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. Muita gente acompanhou o desenrolar do caso, desde o momento em que Araceli entrou no carro dos assassinos até o aparecimento de seu corpo, desfigurado pelo ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória. Poucos, entretanto, foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos.

Os acusados, Paulo Helal e Dante de Bríto Michelini, eram conhecidos na cidade pelas festas que promoviam em seus apartamentos e em um lugar, na praia de Canto, chamado Jardim dos Anjos. Também era conhecida a atração que nutriam por drogar e violentar meninas durante as festas. Paulo e Dantinho, como eram mais conhecidos, lideravam um grupo de viciados que costumava percorrer os colégios da cidade em busca de novas vítimas.

A Vitória daquela época era uma cidade marcada pela impunidade e pela corrupção. Ao contrário do que se esperava, a família da menina silenciou diante do crime. Sua mãe foi acusada de fornecer a droga para pessoas influentes da região, inclusive para os próprios assassinos.

Apesar da cobertura da mídia e do especial empenho de alguns jornalistas, o caso ficou impune. Araceli só foi sepultada três anos depois. Sua morte, contudo, ainda causa indignação e revolta. O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes vem manter viva a memória nacional, reafirmando a responsabilidade da sociedade brasileira em garantir os direitos de todas as suas Aracelis.

O dia 18 de maio foi criado em 1998, quando cerca de 80 entidades públicas e privadas, reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat no Brasil. Organizado pelo CEDECA/BA, representante oficial da organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças, pornografia e tráfico para fins sexuais, surgida na Tailândia, o evento reuniu entidades de todo o país. Foi nesse encontro que surgiu a idéia de criação de um Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil.

De autoria da então deputada Rita Camata (PMDB/ES) – presidente da Frente Parlamentar pela Criança e Adolescente do Congresso Nacional -, o projeto foi sancionado em maio de 2000.

Desde então, a sociedade civil em Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes promovem atividades em todo o país para conscientizar a sociedade e as autoridades sobre a gravidade da violência sexual.

O 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é uma ação permanente do Plano Nacional. A mobilização é realizada pelo Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, com apoio do Governo e parceiros.

Para a mobilização desse ano, o Comitê Nacional e parceiros da Comissão Intersetorial de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes decidiram pela re-edição da arte e do slogan usados na campanha do ano anterior por se tratar de uma campanha que aproxima a população ao enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes. Na campanha do 18 de maio de 2010 permanece a mobilização da sociedade para a sua atuação na luta contra à violência sexual infanto-juvenil trazendo como símbolo uma flor, acompanhada da frase “Faça Bonito. Proteja nossas Crianças e Adolescentes”, lembrando do cuidado, da necessidade da defesa do direito de meninas e meninos crescerem de forma saudável e protegida.

A semana do 18 de maio contará com ações de mobilização contra a violência sexual em todo o País e terá dois momentos:

Uma Pauta Política: Lançamento das Diretrizes Nacionais para elaboração de códigos de conduta coorporativos para empresas; com foco nos direitos humanos de crianças e adolescentes. Pacto do Enfrentamento. O lançamento das Diretrizes/Pacto será no Rio de Janeiro, com a presença da Primeira Dama Mariza Letícia e terá apoio da Petrobras.

O Show pela Vida: a proposta é realizar o evento no dia 16 de Maio (domingo), no Parque da Cidade, em Brasília, aos moldes dos anos anteriores: fala das autoridades, protagonismo juvenil, distribuição das flores e show.

As outras atividades previstas são o lançamento do Prêmio Neide Castanha e um Seminário Nacional em parceria com o SESI (20 e 21 de maio). Um lançamento em Brasília do filme “Sonhos Roubados’ da diretora Sandra Werneck, está sendo estudado.

O material de divulgação será composto por cartaz, squeeze, banner, pulseira, cartão, botton, camiseta, e adesivo. Também será distribuída uma cartilha de orientação na prevenção ao abuso e a exploração sexual. O material da Campanha estará disponível para reprodução no site do Comitê Nacional de quem assim desejar.

Os contatos do Comitê Nacional são:
Site: http://www.comitenacional.org.br
E-mail : comitenacional@terra.com.br
Telefone: 61 – 3347-8524

Filed under: Conscientizando!,Indicando! | MaxReinert | April 17, 2010 Comments (3)

Não sei… não sei…. não sei!!! Mas, vendo esse vídeo abaixo dá pra ter uma idéia, não é mesmo? Afinal, não é pra qualquer um fazer uma nova versão de Vogue. E o que é melhor… ficar ótimo!!!

Talvez seja o clima meio “camp”… talvez seja o glamour dos musicais… ou talvez porque a gente precise, de vez em quando, de uma coisa meio boba pra poder se divertir um pouco!!!

Filed under: Futilidade! | MaxReinert | April 15, 2010 Comments (2)

A ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) divulgou nota oficial em resposta a declaração do Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, que afirmou nesta segunda-feira (12/04/2010) que é o “homossexualismo” (sic), e não o celibato, que deve ser relacionada à pedofilia.

A ação do tal cardeal não passa de uma tentativa fraca e sem fundamento de desviar a atenção da quantidade de casos envolvendo padres com atos “obscuros”, para não dizer outras coisas.

Se quiser ler a nota na íntegra, clique aqui. Mas, eu destaquei duas passagens que me pareceram bastante interessante:

A ABGLT não aceita esta provocação do Vaticano contra as pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT, que não passa de uma tentativa de desviar a atenção do problema maior que se prolifera dentro do seio da Igreja Católica, o qual deve – sim – ser explicado e esclarecido para a sociedade em geral;

A ABGLT defende um Estado Laico e entende que a liberdade religiosa não garante ao Vaticano o direito de julgar com suas próprias leis os seus pares que abusam de crianças e adolescentes. A ABGLT entende que religiosos que cometam crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes, além de ter o devido acompanhamento dos serviços de saúde, devem ser submetidos às penas previstas pela lei secular, assim como o restante da população. Assim, a ABGLT se soma às demais instituições de direitos humanos e pede que o Vaticano se explique sobre estes crimes cometidos por sacerdotes católicos, e que não culpe de forma irresponsável a comunidade LGBT; (…)

Filed under: Indicando! | MaxReinert | April 14, 2010 Comments (1)

Reproduzindo matéria d’O Globo.

O que mais me impacta nessa matéria nem é a conversão da cantora (ou de que quer que fosse!), mas sim o nível dos comentários feitos “por ambos os lados” da história.

Cada vez mais acredito que devíamos criar uma matéria chamada “DIVERSIDADE” e fazer com que seja obrigatória em todas as escolas.

LOS ANGELES – Uma estrela ascendente no cenário da música cristã americana está chamando a atenção pública com uma nova identidade, após uma ausência misteriosa de sete anos. Jennifer Knapp não apenas está lançando um novo álbum como está “saindo do armário”, termo que a cantora e compositora indicada ao Grammy considera “muito bizarro” neste momento em que ela relança sua carreira musical, com certo nervosismo.

A cantora de 36 anos, natural do Kansas e que saía com homens em sua época de faculdade, está preparada para uma reação negativa por parte de fãs religiosos que, ao longo dos anos, sempre fizeram questão de desmentir rumores sobre sua sexualidade. Mas ela reage às provocações com bom humor. “Ando ganhando muito mais piscadelas de garotas (em seus concertos) do que no passado!”, disse à Reuters.

Não há registros de outra cantora tão famosa quanto Jennifer no gênero da música cristã que seja abertamente homossexual. No passado, a indústria musical cristã desaprovava os artistas que se desviavam do padrão. Rádios e lojas no varejo se apressaram a abandonar Sandi Patty e Michael English nos anos 1990, quando ambos admitiram terem tido casos extraconjugais (separados). Amy Grant também foi parar na lista negra quando se divorciou, mais tarde na mesma década. Todos foram perdoados desde então, em maior ou menor grau.

Por isso, Jennifer Knapp está adotando uma postura preventiva. Ela gravou um álbum para o grande público e não está tentando promovê-lo especificamente junto a rádios e varejistas cristãos. “Eu acharia uma falta de respeito dizer ‘ei, isto é algo que você vai querer colocar na sua loja ao lado da estatueta de Jesus’”, disse ela. “Seria falsa ingenuidade tentar convencer alguém de que precisa fazer isso.”

Mesmo assim, Knapp se considera “uma pessoa de fé” e rejeita a sugestão de que esteja dando as costas à igreja, acusação que prejudicou artistas como Sam Cooke e Aretha Franklin quando eles deixaram o gospel para trás para buscar o estrelato pop.

Como artista para o grande público que quer se promover no nicho de álbuns adultos alternativos – ao lado de gente como o U2 e a também lésbica Melissa Etheridge -, foi sugerido a Jennifer que, depois de “renascer em Cristo”, ela tenha renascido mais uma vez. “Talvez eu devesse ter dado esse título ao álbum”, disse ela, que acabou optoando por “Letting go”. O álbum será lançado em 11 de maio através da distribuidora independente RED, pertencente à Sony Music. Será seu quarto álbum, e o primeiro desde “The Way I Am”, de 2001, que recebeu uma indicação ao Grammy de melhor álbum de rock gospel.

Desde seu álbum de estreia, “Kansas”, de 1998, Knapp já vendeu cerca de 1 milhão de álbuns. Ela viajava constantemente em turnê e fez parte da turnê Lilith Fair 1999. Recebeu quatro Dove Awards, os prêmios mais importantes da música gospel.

Mas, cada vez mais exausta e desanimada, Knapp foi viver a fantasia de muitas pessoas que trabalham demais: abandonou tudo e foi viajar pelo mundo. Ela terminou na Austrália, tornou-se cidadã desse país e agora pretende passar a maior parte de seu tempo ali.

Durante o período que passou longe dos holofotes, a cantora passou por uma espécie de crise da meia-idade precoce que a levou a reavaliar sua fé, sua sexualidade e seu trabalho. Fazer música era a última de suas preocupações. Antes de conhecer sua namorada, nos Estados Unidos, ela foi celibatária durante dez anos. Jennifer disse que isso condiz com a expectativa geral em relação aos membros não casados da comunidade evangélica.

Embora diga que ainda respeita as pessoas que se abstêm do sexo não conjugal, ela disparou: “Qualquer pessoa que tenha passado uma década celibatária tem ‘perdedor completo’ estampado em suas costas”.

Apesar das atenções voltadas para sua nova identidade sexual, Jennifer não se vê como ativista na comunidade gay. Ela protege com firmeza sua privacidade e a de sua namorada, “que não quer ser famosa de nenhuma maneira”.

Embora seja inevitável que os fãs estudem as canções em busca de pistas sobre sua nova vida amorosa, Jennifer afirmou que nunca compõe canções sobre pessoas específicas. Mesmo assim, ela fala com franqueza no primeiro verso da faixa “Inside”: “Sei que vão me enterrar antes de ouvirem a história inteira”.

“Espero que essa contestação seja vista como humildade”, ela explicou. “Se existe alguma frustração, é por tentar romper com cortesia o jugo de ter que ser algo que não consigo, dizendo com toda humildade: ‘Por favor sejam gentis comigo quando descobrirem a verdade’. É tudo o que você pode fazer.”

Filed under: Indicando!,Visibilidade! | MaxReinert | Comments (2)

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