Em 2006, o diretor Eytan Fox estreou o filme Bubble.
Bubble fala sobre, resumidamente, sobre a vida em Tel-Aviv, onde jovens vivem em uma apartamento (a “bolha” do título) tentando sobreviver longe dos conflitos políticos gerados entre árabes e palestinos.
Obviamente muitos conflitos acontecem durante o filme, inclusive uma paixão gay entre dois homens de nacionalidades diferentes, trazendo muitas complicações para “a bolha”.
Um dos personagens que mora no apartamento – Yelli (Alon Friedman) – é um solitário e assumido gerente de uma cafeteria e tem um caso com um enrustido (pelo menos é o que ele acha!) soldado árabe.
Em um dos seus encontros, Yelli fica sem graça ao perceber que seu parceiro é muitíssimo assumido junto aos parceiros da tropa e acaba questionando-o sobre isso. A resposta dada pelo militar Golan (Zohar Liba) é o que me motivou a escrita desse post nesse momento.
No Brasil, o tema/assunto de hoje é a declaração infeliz dada pelo general (perceba a letra minúscula) Raymundo Nonato de Cerqueira Filho durante a audiência com a Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Será? No filme o pensamento é extremamente outro e ultimamente eu ando preferindo dar ouvidos às discussões éticas apresentadas na ficção, já que as da realidade andam com um nível muito baixo.
“Quando você está numa guerra, recebendo balas e bombas por todo os lados, ninguém quer saber com quem você vai para a cama. Eles querem saber é se você é forte o suficiente para ajudar a proteger a tropa. Se você faz o seu trabalho como deve, ser gay ou não é apenas um detalhe!”
Veja Bubble e esqueça o general. Ou não, afinal o filme, de certo modo, também fala um pouco sobre “assumir posturas”. Quem não se compromete, fica à mercê dos que comandam o país.
PS: Adoro essa música do/no filme!


A frase do filme deve ser a mais pura verdade, o caso é que o Brasil em sabe o que é uma guerra então como podem falar qualquer coisa nesse sentido? hauhauahuaha
Esqueçam o general mesmo!
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Comment by Evandro Cesar — February 4, 2010 @ 3:33 pm