Se tem algo que me agrada sempre é quando as pessoas conseguem fugir dos estereótipos. Acho que cada um pode escolher ser da maneira que quiser… mas tenho que admitir que tenho maior apreço por aqueles que saem do óbvio, mostrando para a sociedade outras “facetas”.

Sim… podem me jogar pedras se quiserem, mas gosto de ver lésbicas femininas. E homens gays não estereotipados. Isso não quer dizer que eu não possa conviver com os opostos.

De qualquer forma, Angélica protagonizou um ótimo ensaio para o Paparazo! Para todos os idiotas que ficavam debochando pelo fato dela ser lésbica e por seu “bigode”, só tenho uma coisa a dizer: Vocês não entendem nada de mulher!

#Fikdik!!!

Filed under: Indicando! | MaxReinert | February 27, 2010 Comments (4)

Com informações do G1 e indicação da @samegui.

Daniel Radcliffe, astro da série de filmes “Harry Potter”, gravou mensagem para uma campanha de combate ao suicídio de jovens homossexuais nesta sexta-feira (25). A iniciativa faz parte da “The Trevor Project”, entidade sem fins lucrativos fundada em 1998, que combate a homofobia.

Radcliffe explicou que pelo fato de ter nascido em uma família de artistas demorou a entender que a sociedade discriminava os homossexuais. “Até eu ir para a escola nunca tinha me dado conta de que havia preconceito contra os gays. Quando descobri que existia uma coisa chamada homofobia, fiquei chocado”, explicou o ator. “Sempre detestei a intolerância e me sinto afortunado por participar de uma campanha como esta e poder fazer a minha parte”.

O ator gravou a mensagem a convite da dupla Rajski Peggy e Randy Stone, diretor e produtor do curta-metragem “Trevor” e fundadores do “Trevor Project”. O filme, que ganhou o Oscar em 1994, conta a história de um garoto gay de 13 anos que tenta o suicídio após ser discriminado por amigos.

“Não sou gay. O fato de eu ser heterossexual não faz diferença em uma iniciativa como essa”, analisa Radcliffe.

A campanha deve estrear no início do segundo semestre na Inglaterra.

Filed under: Visibilidade! | MaxReinert | Comments (6)

Quando li essa matéria na revista ACapa eu cheguei a pensar em fazer uma bela piada… aliás, achei que era piada pronta! Afinal, os participantes dessa modalidade (patinação artística? no gelo?) nunca foram sinônimo de masculinidade. Não entendi então qual seria o problema que poderia haver nas apresentações do estadunidense Jonnhy Weir, participante da equipe olimpica.

Vendo o vídeo abaixo eu entendi tudo.

O grande problema dos comentaristas franceses com o patinador não é que ele seja gay… ele certamente não é o único patinador com essa “condição”. O caso é que ele se ASSUME com todas as letras em maiúscula porque a bee fecha mesmo!

Lá vamos nós com a política “Don’t ask, don’t tell”.

Ou seja, todo mundo sabe de tudo… agora, dar pinta e colocar Lady Gaga como trilha para uma apresentação muuuuito boa, não pode!

Homofobia também é isso!

Filed under: Futilidade!,Visibilidade! | MaxReinert | February 25, 2010 Comments (3)


Publicado originalmente no blog NossaVia, em fevereiro de 2008… mas ainda parece ser tão atual…pena!

Estes dias, lendo um dos posts do Nossa Via, deparei-me com um comentário que dizia mais ou menos assim: “Não é necessário usar todo o seu conhecimento para fazer uma crítica sobre uma coisa tão ruim.” E fiquei me perguntando: Será mesmo? Desde quando “conhecimento” virou sinônimo de “pedantismo”?

Eu não sou um dos defensores da academia. Não tenho formação acadêmica na área que atuo e não acho que passar por esta experiência é algo imprescindível na construção do conhecimento. Existem várias formas de adquirir conhecimentos e várias formas de construir um aparato técnico necessário para desempenhar a profissão que cada um escolher. Mas, não estou somente falando da profissão. Estou falando do “conhecimento’ como algo intrínseco ao ser humano na busca por uma evolução pessoal. Estou falando da possibilidade das pessoas poderem usufruir de uma boa leitura, de boa música, de boas conversas… da busca por uma passagem menos mediocre pela terra.

Nos últimos anos, qualquer tentativa de uma conversa que não seja sobre os acontecimentos cotidianos, parece fadada a encontrar olhares de soslaio e fugas rápidas. E nem estou falando que isso acontece só comigo não. Não se preocupem! Não sou o chato que sempre quer ter um “papo cabeça” e que ninguém suporta ter por perto. Acredito piamente que existem momentos que pedem uma boa e velha “conversa jogada fora”. Mas, acredito também no equilíbrio entre as coisas. Se há momentos para “desligar” o cérebro e falar bobagens, também deveria momentos para se discutir “qualquer assunto” um pouquinho mais a fundo.

Se, por um lado, a TV só oferece programas cada vez mais imbecilizantes, há que se pensar que talvez seja isso o que o público busca… incansávelmente! Existem sim programas que são mais interessantes e “tentam” elevar o nível da conversa, mas são esses que acabam ficando sem nenhuma audiência… e conseguentemente, sem patrocinadores. Fazer cultura neste país é algo muito árduo e, em muitos momentos, há que se ter muita força de vontade para não sucumbir ao apelo das massas.

Em minha experiência como produtor cultural, tive a oportunidade de presenciar algumas cenas que ilustram facilmente essas dificuldades. Em cartaz com um espetáculo premiado sobre a obra do poeta Mario Quintana, acabamos por concorrer pelo público com uma produção do tipo “O Ursinho Puff encontra o Lobo Mal para um Aventura Radical”! Sim, elas existem!!! E, nem preciso dizer que esta produção ligeira, sem nenhum pensamento além de arrecadar uma grana na bilheteria, deu de 5 X 0 em nós.

Exemplos como esses estão aos montes espalhados pelo país. E mesmo aqui, na Europa, consigo perceber que não é muito diferente. Mesmo os atores que estão na televisão e tem a possibilidade de contar com uma mídia de divulgação muito maior, têm dificuldade em manter um repertório que seja mais erudito. Se olharmos para o passado recente, veremos muitas montagens de espetáculos teatrais de outros gêneros que não a comédia. E mesmo dentro da comédia, existe muita diferença em trabalhar com um material mais consistente do que os “quadros cômicos” tão em moda ultimamente.

O quadro é grave! Algo precisa ser feito. A educação é um processo que se transmite, muitas vezes, com perdas. Se cada vez mais deixarmos o nível das discussões ir diminuindo, logo estaremos falando sobre técnicas maravilhosas para se lavar um carro, utilizando-se de um trapo e uma mangueira. Que interessante!

Filed under: 1a Versão | Tags: , , , , , | Max Reinert | February 24, 2010 Comments (11)

Acho que já deu para perceber minha torcida descarada pelo Colin Firth nessa temporada de prêmios por sua atuação em “A Single Man“. Me recuso a chamar o filme pelo nome que recebeu no Brasil. Adorei sua indicação ao Oscar e ao Globo de Ouro.

Se ele não tem grande chances de ganhar esses prêmios nos USA (afinal esses prêmios são mais movidos econômicamente do que artisticamente), não se pode dizer o mesmo do Bafta (o Oscar Inglês) que ele acabou de abocanhar.

Outra grata surpresa foi a premiação de Carey Mulligan que protagoniza “An Education” – outro filme ótimo que foi praticamente ignorado pelos prêmios americanos.

Se você não assistiu nenhum dos dois,  fika a dika!

Filed under: Futilidade!,cinema | MaxReinert | Comments (0)

ler

Duas indicações de textos que falam sobre o #BBB… quer dizer, mais ou menos, na verdade falam sobre o povo brasileiro.

We’re queer, we’re here, get used to it!

A questão do Dourado não é quem ele é. Isso é um problema dele e a gente sente que o cara tenta ser reflexivo e se arrepende da arrogância etc. A questão, pra mim, foi a rápida identificação de uma parcela do público com ele.

Dourado, a cara do brasileiro?

Será que o brasileiro acha que heterossexual não pega AIDS e somente quem faz sexo anal e é viado pode ser contaminado? Será que o brasileiro sente asco diante de um comportamento feminino-masculino e acusa como anormal tal diversidade? Será que o brasileiro fica ofendido se for insinuado que alguém do mesmo sexo sente atrações por ele? Será que o brasileiro sente desejos fortes de quebrar alguém e mandar para o hospital só porque colocou o dedo na sua cara? Será que o brasileiro não escova os dentes? Será que o brasileiro arrota na cara de qualquer pessoa e sai andando? Será que o brasileiro é tão machista, homofóbico, escroto e se acha o rei absoluto sentado nesse trono bestial? Aparentemente sim.

Filed under: Indicando! | MaxReinert | February 22, 2010 Comments (2)

Ultimamente tenho andado um pouco afastado da web por motivos de excesso de trabalho. Mesmo assim, captei meio que transversalmente algumas das discussões que estão rolando por aqui. Uma delas chegou até mim através de um twitter do @gustavodon (que eu repassei para dar seguimento a discussão) e recebi algumas respostas, dentre elas essas aqui e aqui do @mob_igormaia.

Para ser bastante honesto, concordo com o que o @mob_igormaia falou, em ambos os tuítes dele, mas também compactuo com a surpresa do @gustavodon. Vamos ver se consigo me explicar… mas antes disso, veja o vídeo!

Por uma incrível coincidência, parece que está (ou estava) rolando uma discussão sobre os limites do humor e dos humoristas aí pela web. Eu mesmo li dois textos que me parecem bastante interessantes sobre o assunto.  Danilo Gentili defende o direito dos humoristas de falarem sobre todas as coisas, mesmo as desagradáveis. E afirma que a sociedade brasileira não sabe lidar com essas verdades em forma de piada. Marcos Donizetti, em outro post também brilhante, fala sobre o perigo de se “calar” os comediantes que de uma forma ou de outra trazem à tona as mazelas da sociedade.

Com certeza absoluta eu faço parte do time que defende com unhas e dentes a liberdade de expressão. Prefiro ouvir muitas bobagens (que são sempre reflexos do pensamento das pessoas) do que sofrer com a impossibilidade de não poder gritar algo que me incomoda.

Prefiro saber o que pensam meus “adversários” do que tê-los escondidos sobre um semblante hipócrita e aparentemente concordando com meu comportamento, enquanto que em algum lugar de suas neuroses, muita raiva vai se acumulando até explodir em um ato violento e desnecessário.

Agora, uma coisa é alguém fazer humor, demonstrando “criticamente” uma situação. Outra é não se dar conta de que suas neuroses estão sendo levadas à outras pessoas de forma desnecessária e sem o mínimo de esclarecimento.

O “Mundo Canibal”, na minha opinião, não tem nenhuma contribuição às discussões importantes em nossa sociedade. Ou seja, não estamos falando de um humor critico, inteligente e antenado com os assuntos do dia-a-dia do país. De maneira nenhuma. Esse vídeo nada mais é do que um sintoma. Um sintoma da banalização da violência. Um sintoma de como se produz bobagens violentas que querem obter a chancela do humor, mas não conseguem. Dessa forma, o vídeo não pode ser considerado homofobico porque não tem como alvo atingir aos homossexuais diretamente. Ele é somente o reflexo de uma visão distorcida de mundo que consegue enxergar graça em surtos de violência por qualquer motivo.

Proibir a exibição desses vídeos não sei se realmente a melhor política.

Educar sempre me parece mais interessante do que punir… obviamente quando é possível.

E se é permitido à todos fazerem humor com os comportamentos alheios, quem sabe possamos também produzir vídeos que mostrem outras visões sobre o tema:

Filed under: Pensando! | MaxReinert | Comments (2)

Eu sei, eu sei… o título é só uma provocação para indicar à vocês a leitura desta notícia na Época.

A britânica Andrea Fletcher sempre foi a feliz companheira do respeitado escritor e jornalista John Ozimek e mãe de Rafe, 5 anos. O parceiro sempre foi tudo que ela desejou: gentil, honesto, inteligente, pai dedicado – não só ao filho do casal, mas também às filhas do primeiro casamento de cada um deles, Natasha, de 16 anos, e Meg, da mesma idade.

Após o último Natal, porém, John apareceu com uma novidade: nunca foi feliz sendo homem. Quer ser uma mulher. E já tem um nome: Jane Fae.

Filed under: Indicando! | MaxReinert | February 21, 2010 Comments (2)

Humor Queer…. para quem gosta, é um prato cheio!

Eu gosto!!!

Filed under: Futilidade! | MaxReinert | February 19, 2010 Comments (1)

A ativista Carla Machado nem sabia, mas na tarde de ontem se tornaria a primeira mulher transexual da cidade de São Paulo a retirar o Bilhete Único com o nome social. Isso baseando-se na lei municipal (decreto 51.181/2010) que garante tal direito. Também seria chamada de “senhora” pelos jovens atendentes do posto e na hora de tirar foto para a carteirinha escutaria um sonoro “Carla”, avisando que era sua vez…

Pra muita gente tal relato pode parecer coisa simples, mas para quem está acostumado a ser chamada de “homem” e “traveco”, mesmo com aparência e identidade feminina, a vitória acima dificilmente cairá no esquecimento, porém, antes disso…

Leia o resto da matéria super interessante na Revista ACapa!

Filed under: Indicando!,Visibilidade! | MaxReinert | Comments (0)

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