Calma, calma… a pergunta acima é obviamente uma provocação! Como toda “generalização” ela acaba por ser tão preconceituosa quanto aqueles que quer questionar. Afinal, não é muito chato ser tratado por uma pessoa tão coletivamente que ela deixa de ser alguém e passa a fazer parte de um grupo? Como se todas as pessoas de um mesmo “grupo” agissem e reagissem de uma mesma forma.
Pois bem, mas foi pensando assim, genericamente, que fui ler esse post aqui do Pergunte ao Urso. Afinal, o título “Saí com um travesti. Isso faz de mim um gay? Não, leitor, gay é o Papa! Se tiver mais alguém com dúvida é melhor não ler…” não é dos mais animadores não é mesmo?
Para quem não conhece o blog Pergunte ao Urso, é necessário explicar certas coisas: Primeiro que ele é escrito por um cara chamado Marcelo Vitorino. Praticamente um “Urso Branco” mesmo, como ele se intitula, algo perto de 1,90m (?) ou foram os meus 1,68m que se intimidaram no pequeno contato que tive com ele durante uma visita ao PROJAC. Segundo que o “slogan” do blog é: As melhores respostas para as piores perguntas. E terceiro, porque ele é parceiro da Rede M de Mulher, que o NoGhetto também faz parte, ou seja, diversidade teu nome é SaMta! Ou seja, tudo isso já é de dar um nó na cabeça, certo?
Mas, no seu melhor estilo brucutú de ser, não é que o cara acerta muito ao falar sobre a homossexualidade? De um ponto de vista hetero, obviamente!
Entre algumas pérolas, podemos encontrar:
Geralmente a televisão adora mostrar somente este estereótipo [os gays afeminados]. Imagino que a insistência em exibir tal modelo deva estar atrelada a uma sociedade brasileira machista e preconceituosa, dando uma audiência maior ao mostrar as “bichinhas afetadas”, tranqüilizando o enorme contingente de homossexuais enrustidos, lhes dando a falsa percepção de que não são gays, afinal, de nada se assemelham aquele que a televisão mostra.
E segue:
Muito bem, em minha opinião, deveríamos substituir os termos “homo” e “hetero”, atualizando-os para “mono” e “pluri”. Em tese, quem só faz sexo com um gênero ficaria sendo monossexual e quem faz com os dois seria plurissexual. Isso acaba com boa parte dos preconceitos existentes que remetem até mesmo a falha no caráter de alguém por ter escolhido ou compelido por determinada orientação sexual.
E outra:
Quando separamos a opção sexual da afetiva, podemos crer que há possibilidade clara de um indivíduo gostar de fazer sexo com homens e com mulheres, sem que isso interfira em sua masculinidade ou feminilidade.
Mas, a melhor de todas as colocações deste post, na minha opinião, é essa:
Estou escrevendo isso rindo de mim mesmo, que dez anos atrás poderia ser considerado homofóbico e hoje defendo a liberdade sexual e ainda mais, a liberdade afetiva. Sou tão fã do direito de escolha individual que isso superou os meus preconceitos, ainda bem!
O que me fez mudar de opinião foi parar de encarar os estereótipos das novelas e a enxergar que por trás dessas escolhas existem pessoas normais, sem trejeitos, traquejos ou afetação.
Enfim, por mais que existam “termos” e certo grau de “julgamento” nos pensamentos do P.A.U. (Pergunte Ao Urso, só pra ficar bem entendido!), o discurso pela aceitação da diversidade já chegou ali. E eu, sigo insistindo nessa tecla: o respeito à diversidade.
Não me interessa a maneira como você foi educado, a maneira como você foi programado para lidar com certas situações! Existe no mundo uma diversidade de pensamentos e maneiras de viver, acostume-se. A descoberta das distintas sexualidades é apenas uma parte desse emaranhado globalizado em que estamos incluídos.
E só para dar uma resposta final a pergunta lááááá de cima: existem pessoas sem preconceito sim! E eu, graças a Deus e às escolhas que faço diariamente, estou rodeado delas. Esse post é uma “quase” homenagem às pessoas que tem a possibilidade de enxergar o mundo além dos clichês e dos rótulos!


[...] This post was mentioned on Twitter by maxreinert and maxreinert. maxreinert said: Todo hetero é um brucutú? Ou existe aqueles sem preconceito? | via NoGhetto http://bit.ly/QcGMY | #comportamento [...]
Pingback by Tweets that mention Nem todo hetero é um brucutú! | No Ghetto -- Topsy.com — September 16, 2009 @ 8:31 am
Isso me remete a uma pergunta que te faço: o que pensa dos homossexuais que se estereotipam?
Você acabou falando da generalização, mas fiquei curioso em ver esse seu posicionamento.
Qualquer coisa, me responde por twitter mesmo.
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Comment by Dragus — September 16, 2009 @ 8:34 am
Boa pergunta, Draguz…. e junto com essa aqui que recebi pelo twitter (Te lanço outra pergunta: Todo gay é “delicado”? Ou existe o gay brucutú? Vou adorar ler no NoGhetto… Abração!) merece um post!
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Comment by MaxReinert — September 16, 2009 @ 9:38 am
Só vou repostar o comment porque é para você ¬¬
Eu QUASE fiquei com raiva ao ler o título desse post. Já tava quase digitando “Max, seu preconceituoso hipócrita desgraçado”
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Comment by Fábio Buchecha — September 17, 2009 @ 9:39 am
hauhauahuahua…
Thx pelo repost…. e….
A idéia era exatamente essa!
Deixar o povo com a pulga atrás da orelha messssssmo!
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Comment by MaxReinert — September 17, 2009 @ 9:43 am
E agora comentando seriamente:
O termo brucutu é um extremo, mas guardadas as devidas proporções, sim, claro que existem gays “brucutus”. Na faculdade conheci VÁRIOS, assumidíssimos, mas que nunca deram pinta. Um era tão brucutu que conseguiu o impossível: enganar meu gaydar.
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Comment by Fábio Buchecha — September 17, 2009 @ 9:49 am
[...] um tempo eu escrevi um texto perguntando se todos os héteros eram brucutús ou se existiam aqueles que não tinham preconceito. Obviamente a pergunta era uma provocação e não uma generalização lamentável. Mesmo assim, eu [...]
Pingback by Todos os gays são delicados? | No Ghetto — October 26, 2009 @ 12:02 pm
Eu entendi tudo o tava aí escrito(digitado)
MAs uma pergunta que me deixa com pulga atrá da orelha Por quê tantos homens gays enrustidos no mundo?e pior, casado com mulher!
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Comment by clodoaldo — October 27, 2009 @ 11:35 am