Filed under: Uncategorized | MaxReinert | July 29, 2009 Comments (0)

troll Tem coisas que só não me tiram do sério, porque eu já passei da idade! Sim, velhice precoce é fogo… mas, se não me tiram do sério, servem para atestar minha total e completa falta de paciência com a ignorância e a homofobia.

Poxa, vivemos em um mundo globalizado (em alguns momento até em excesso) e falta de informação não pode mais ser desculpa para certas atitudes. Tudo bem, vá lá… é possível aceitar falta de informação para certas comunidades muuuuuito pequenas no interior do interior de algum estado longe das grandes metrópoles… mas ainda assim, pode-se dizer que as TVs abertas (até elas!!!) já levam informações para esses rincões.

Então, sobram as pessoas que não tem acesso nem à televisão… bom, essas estão perdoadas pela ignorância (que nada mais é do que o “não saber”). Só que essas pessoas não são as que usam a internet para me torrar a paciência, certo? Não são elas que vem ao MEU blog me chamar de homofóbico só porque eu disse que o Jim Carrey está gay pra caramba no filme novo dele!!! Amigo, se você ainda não entendeu, no caso deste blog, dizer que alguém está “gay pra caramba” é um ELOGIO!!!!

Mas,  de uma certa forma, essa ainda é uma atitude individual, que não tenta convencer ninguém de nada, a priori.

Não é o mesmo caso da senhora  Felora Daliri Sherafat , mui digníssima diretora do Instituto do Desenvolvimento da Nobreza Humana, que escreveu um artigo intitulado “Homossexualidade: Como A Tendência Homossexual Se Desenvolve?“. (não posso colocar o link aqui porque o site “Artigonal” depois de tantas reclamações decidiu retirar o texto do ar porque ele continha passagens homofóbicas)

Entre outras pérolas, o artigo continha o seguinte texto:

“As crianças, quando pequenas, gostam de mexer com seu órgão sexual, especialmente os meninos. Caso se deixe dois meninos juntos, eles podem sem perceber começar a brincarem juntos. Acontece que o sentimento e a emoção que gozam, suas mentes gravam. A mente cria a memória sexual e registra as primeiras sensações do prazer sexual, que foi feito junto com outro menino, isso é, com uma pessoa do mesmo sexo. Sendo assim, e com repetição de experiências semelhantes, estes dois meninos terão grandes chances de se tornarem homossexuais, por força desta memória. Mesmo depois de muito tempo, quando pensam em sexo a memória avisa das primeiras emoções gravadas que aconteceram com o mesmo sexo. Assim, sentem a necessidade de repetir a mesma experiência. Esta mesma situação pode acontecer para duas meninas. Observem então, como uma simples brincadeira de crianças pode criar a base de uma conduta homossexual na mente de um adulto”.

É, realmente, uma das coisas mais pervertidas que eu já li na minha vida! Imaginar que o momento de descoberta do órgão sexual em uma criança vai ter o poder de “transformá-la” em gay é algo realmente perverso. Sem contar a própria afirmação de que alguem é passível de “virar  gay”, “escolher” a “prática” sexual “errada” e, por aí vai. São tantas “expressões” que eu tenho a impressão que vai me faltar “aspas”!

Para vocês terem uma idéia das  “idéias” dessa senhora, em um momento ela dizia que “tem muitas mães que mexem com o pinto do seu filho muito pequeno, ainda no berço. Isso afeta a sensualidade do bebê. Nesse caso a sensualidade se confunde com afetividade materna. Normalmente, tal criança quando se torna um adolescente terá problemas, se tornando as vezes muito obssesivo por sexo, e em outras vezes contra o sexo feminino.” Eu não estou brincando, veja o print:

artigo

Aí… eu não fiquei contente em achar que essa senhora era somente burra e tal. Fui atrás para tentar descobrir mais informações sobre ela e Googlebingo! Ela é Iraniana de nascimento e veio para o Brasil acompanhando seu marido que veio lecionar em uma universidade. Isso, de uma certa forma, explica alguns conceitos que ela traz sobre homossexualidade. Mas não justifica…. porque eu também descobri que ela fez mestrado no Brasil em 2002 e hoje em dia dá aulas em uma outra universidade, ou seja, já está no país há um tempo, com uma carreira acadêmica.

O que se pede no mínimo dessa senhora é que se ela tem interesse em fazer parte da sociedade brasileira (até mesmo como diretora de um instituto) é que ela primeiro compreenda a cultura do país em que ela está vivendo e depois, se puder, tente contribuir “construtivamente” e, de preferência, em áreas em que ela tenha “algum” conhecimento. Psicologia, certamente não é seu ponto forte! Aliás, pela qualidade do texto apresentado, eu desconfio fortemente dela como professora em qualquer área.

Depois, quando pedimos por uma lei que criminalize a Homofobia, neguinho vem dizer que não entende a necessidade!!!

Em tempo… quem me cantou a bola do texto da “senhora” ali em cima foi a @LadyRasta e o UniversoMix, que também escreveu esse texto aqui sobre o caso!. Ajudaram a agitar a bagaça a GabiBianco e o ZeOffline. Depois dizem que o Twitter não serve pra nada!

Filed under: Pensando! | MaxReinert | Comments (5)

somefuria_02Ok, para início de conversa já vou deixar claro que sou fã de Fernando Meirelles… ele pode me chamar para fazer qualquer coisa em qualquer produção dele que eu já aceitei! Sério… desde “Domésticas” que eu me atraio por suas produções.

Assim que, quando eu soube que ele estava produzindo Som & Fúria, fiquei super animado para assistir. Mesmo sabendo que ele não seria o diretor da produção, eu tinha certeza de que iria gostar.

Dito e feito. Som & Fúria acerta em quase tudo a que se propõe. É entretenimento de primeira e coleciona qualidades. Desde a produção de arte que, mesmo sendo extremamente realista e contemporânea, consegue ser de bom gosto até chegar às atuações que, na maioria dos casos, é convincente.

fernando-meirelles

Felipe Camargo faz um grande retorno à televisão. Seu Dante é engraçado e vibrante.  Andréa Beltrão foi quem mais conseguiu me emocionar em diversas passagens da série. Sua atriz consegue ser uma síntese de tantas atrizes que estamos acostumados a ver. Equilibra força e fragilidade de tal forma que é impossível não crer na sua existência. Dan Stulbach constrói um personagem cômico e hilariante. Ao mesmo tempo, não constrói um trabalho apoiado em uma caricatura vazia. Seu “Ricardo” tem momentos cheios de humanidade e tridimensionalidade. Outros vários atores constroem seus personagens com força, transformando a série em uma ampla galeria de “tipos” interessantes. Valem registro o “Naum” de Gero Camilo e a “Ana” de Cecília Homem de Melo.

Agora, se por um lado, a dimensão humana dos personagens é construída com muita propriedade, não se pode dizer o mesmo sobre o contexto da Cia. teatral retratada na série. Criada a partir de um original canadense, a série peca por transpor o cotidiano de uma Cia. estatal para o Brasil onde esse tipo de organização não é muito comum. Se pensarmos no equivalente mais próximo no Brasil deste modo de produção, chegaríamos às produções ditas comerciais (também conhecidas pejorativamente como “teatrão”) que se assemelham, principalmente, no curto tempo para desenvolver um espetáculo.

Mas, o que diferencia esse modo de produção é que elas não possuem um núcleo fixo de atores que trabalham juntos. Nos grupos mais, por assim dizer, estáveis os prazos são um pouco mais alongados e as produções não se materializam assim tão facilmente quanto na série. Para termos uma idéia, os grupos mais conceituados de teatro do país costumam levar em média 06 ou 07 meses de preparação de um espetáculo. Da forma como foi mostrado, o fazer teatral fica meio deturpado. Parece, muitas vezes, um lance de sorte. Em outras, uma questão pura e simples de talento. Na hora “H” as coisas vão dar certo. Ou seja, cria-se uma contradição com os textos ditos pelos personagens, que exaltam a preparação técnica e a busca pela verdade nas apresentações.

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O fenômeno teatral é de uma complexidade que parece não caber numa série de 12 capítulos, assim como os estratos mostrados dos espetáculos montados durante esta primeira temporada (Sonhos de Uma Noite de Verão, Hamlet, Macbeth e Romeu e Julieta).  Tivemos uma amostra de Shakespeare, numa linguagem teatral adaptada para ser televisionada em poucos minutos. De qualquer forma, Som & Fúria parece travar uma luta feroz para oferecer entretenimento de qualidade na TV aberta e só por este motivo já merece nossa consideração.

Filed under: Pensando! | MaxReinert | July 24, 2009 Comments (3)

aaaPois… saiu o trailer em francês do filme que foi considerado gay demais para encontrar um distribuidor nos USA…  Com estréia marcada para abril de 2009, Eu te amo  Philip Morris participou do Festival de Cannes desse ano e não levantou grande polêmica entre os franceses. Talvez, para o público americano, pudico por excelência (e depravado, por consequência!), ver um dos seus maiores astros da comédia (Jim Carrey) beijando, se apaixonando e fazendo sexo com outroS homens tenha sido um pouquinho demais.

Para quem ainda não sabe, no filme, Jim Carrey faz um homem casado, que se descobre gay e passa a namorar outros homens. Por causa de vários golpes que aplica, vai parar na cadeira onde se apaixona pelo personagem do título. O caso é que Philip está saindo da cadeia e nosso amigo então começa a realizar milhares de planos de fuga para poder permanecer com seu amor.

Eu morro de curiosidade para ver a reação do público brasileiro, até porque Rodrigo Santoro faz um dos namorados de Jim e o filme parece tratar, mesmo numa comédia, as cenas de sexo à sério!!!!

aaa

Filed under: Indicando!,cinema | MaxReinert | July 23, 2009 Comments (5)

00008f… o que faz de um homem um homem?

Eu não sabia dessa história, mas recebi este link hoje, do @buchecha, pelo Twitter com uma matéria, no mínimo inusitada: Megan Fox é um Homem! Claro que estamos falando de mais uma lenda urbana, propagada pelos caminhos tortuosos da web. Mas o caso é que a estrela teria falado irônicamente as seguintes frases:

I am pretty sure I am a doppelganger for Alan Alda. I’m a tranny. I’m a man. I’m so painfully insecure. I’m on the verge of vomiting now. I am so horrified that I am here, and embarrassed. I’m scared.

Une-se a isso, toda uma indústria de rumores diz-que-diz e voilá! Tem gente que acreditou!!!!!!

Eu fiquei pensando em outra coisa. Enquanto eu via o desespero de um bando de marmanjos e nerds que perdiam a sua nova musa, eu pensava: por quê?

Afinal, o que faz de um homem um homem?  O pênis? Megan Fox deixaria de ser a gostosa/hot/sonhedeconsumo do momento? Mudaram as suas curvas? O seu sex-apeal?

Eu, particularmente, não tenho atração por travestis. Mas  consigo olhar para as fotos da Megan e continuar tendo a mesma opinião que tinha antes de receber essa “notícia”. Ela é linda,  sexy… e você pode colocar mais uma série de adjetivos aqui.

Obviamente eu tenho alguns preconceitos a menos que os rapazes “comuns” … mas no final, é só isso: Preconceito. Afinal, qualquer homem que deixasse a Megan Fox escapar “só” porque ela é um homem seria, no mínimo, meio burro. Megan Fox é /continua gostosa… mesmo que digam que ela pode ser um alienígena!

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Filed under: Pensando! | MaxReinert | July 20, 2009 Comments (12)

tpm89-ensaio-002A matéria começa mais ou menos assim:

Pedro olha para um brownie e pensa em sexo. Um bolo quentinho e molhado na boca de uma mulher faz com que ele queira ser. um bolo quentinho e molhado na boca de uma mulher. “Estava jantando com umas amigas e elas pediram um brownie. Fizeram aquela cara de mulher quando come brownie. É foda. Por melhor que seja, nunca vou conseguir fazer uma mulher chegar a essa cara. A gente nunca vai saber o que é dar esse prazer a vocês. Queria ser um brownie [risos].”

Daí tem uma galeria de fotos, tipo essa:

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… e um vídeo….

como diz a musa Katylene: Morri!

Filed under: Futilidade! | MaxReinert | July 17, 2009 Comments (0)

De Divulgação
Aguardamos por todos… aproveitem porque a entrada é franca!
Quer saber mais sobre o espetáculo? Acesse aqui!

Filed under: Indicando! | MaxReinert | July 16, 2009 Comments (0)

faustao_25062009_… o Faustão não sabe é fazer piada!

Esses dias o @buchecha me perguntou o que eu achava da resposta do Faustão à carta da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) solicitando que ele pare de fazer piadas homofóbicas em seu programa. ( Quer saber mais do embróglio, clique aqui!)

Minha resposta, também via Twitter ( @maxreinert) foi, curta, grossa e ao estilo Fausto Silva de ser: “Digo que com o Faustão só existe uma única saída: BOMBA nele! Botando fogo no gordo quem sabe ele reencarna melhor!”

Embora eu compreenda a dimensão política do caso, a verdade é que eu estou meio cansado para esse tipo de discussão e agradeço imensamente a ABGLT por realizar esse tipo de luta injusta e que eu apoio profundamente.

Agora, o que eu não concordo é a base da discussão oferecida por Fausto Silva  (e isso é que me faz ficar ao lado da Associação).  Segundo ele, estamos somente exercitando a capacidade de “rir de nós mesmos”!

Como assim, cara pálida? Rir?  Quem está rindo de si mesmo?

Primeiro, quem está “rindo”  de suas piadas são os héteros… preconceituosos, que na maioria das vezes  estão acostumado com humor rasteiro e apelativo. Tenho vários amigos héteros que também acham suas piadas grosseiras. Quem ri de suas piadas sobre gays são aqueles que encontram na possibilidade de “ser gay” um motivo de inferioridade. Se é com esse público que você está lidando e quer que as pessoas “riam de si mesmas” faça piada com esses esterótipos. Você, Fausto Silva, por exemplo, seria um exemplo perfeito para fazer piadas. Quantas piadas de mal gosto existem sobre gordos e gente sem graça? Em quantos lugares, neste exato momento, eu imagino que você poderia enfiar o seu “ô loco, meu!”.

É fácil bater em cachorro morto.

No seu caso, Fausto Silva, talvez a ABGLT tenha errado mesmo. Eles pedem que você pare de fazer piadas sobre os homossexuais… eu acho que eles deveriam pedir que você pare de tentar ser engraçado… ou ainda, que você pare de contar piadas velhas e usar expressões clichês e repetitivas.

Eu rio muito com piadas sobre gays… quando elas são piadas, quando elas são engraçadas e quando elas se referem aos “gays” mesmo. Não à esse estereótipo limitador e realmente brochante que você tem sobre o homossexual. Ser gay é muito mais interessante do que você imagina, Fausto.

Eu poderia até tantar ensiná-lo aqui, mas acredito piamente que seu caso é mais complicado. Você acha que não tem preconceitos quanto aos gays, afinal você tem vários amigos que são gays. E você até os trata “como se fossem pessoas normais”. Você não se dá conta da quantidade de pré-conceitos que você tem estabelecido. Assim como não se dá conta também da quantidade de gente que você “autoriza” todo dia a continuar usando expressões homofóbicas.

Simples assim, se você não usar mais essas expressões ridículas no seu dia-a-dia, elas com certeza não aparecerão mais no seu programa e, com certeza absoluta, vão cair no desuso de muitos de seus espectadores. Isso se chama “influência positiva”. Ela não necessariamente funciona tão matemáticamente, mas com a força que a televisão ainda exerce no país para falar com as massas, é bastante promissor.

Afinal, agir como zombies,  que saem repetindo “comportamentos” aleatóriamente, só funciona nos filmes… ou quem sabe, numa piada engraçada!

Filed under: Pensando!,Visibilidade! | MaxReinert | July 12, 2009 Comments (4)

Excitante? Infantil? Bonita? O que vc acha?

Conheça a coleção com fotos e fotos diretamente no site da AussieBum…diretamente da Austrália para o seu corpitcho!

Filed under: Futilidade! | MaxReinert | July 11, 2009 Comments (1)

Estou lendo o livro “Entre Mulheres – Depoimentos Homoafetivos“  que é uma coletânea de mulheres falando sua homossexualidade e bastante interessante (e vou publicar uma resenha na semana que vem!). Por coincidência acabei de ler um post do Marcos Freitas que trata diretamente do assunto do título… muito interessante e pessoal. Achei por bem deixar a indicação aqui! Só que seu caso foi quase que o oposto do meu.

Eu nunca precisei fazer meu outting. Meus pais faleceram quando eu tinha 14 anos e realmente não estava nem um pouco interessado em sexo ainda… eu sei, não fui dos mais precoces… mas “antigamente” era assim! Tive uma infância ótima, me divertindo como uma criança normal. Só comecei a ver os amiguinhos “com outros olhos” lá pelo 17 anos… e bom… só aconteceu aos 19!

Tenho dois irmãos… o mais velho sabe que namoro com rapazes e, aparentemente, está tudo tranquilo. Não falamos muito desse assunto, mas não me privo de levar meu namorado  junto comigo onde for. Já o irmão do meio não quer nem SONHAR sobre o assunto. Minha cunhada sabe (também tem um irmão dela que é gay e é aceito por meu irmão) e já tentou conversar com ele sobre mim. Meu irmão já dormiu na minha casa no quarto ao lado onde eu dormia com meu namorado. Mas, para ele, “são coisas que as pessoas falam”. Ele nunca viu nem soube nada de mim. E, obviamente, nunca me perguntou nada para mim. Sou tranquilo, mas não sou hipócrita. Sou da opinião de que se você prefere viver na ignorância e é feliz assim, parabéns para você! Quem sou eu para trazer “infelicidade” para sua vida. Afinal, neste caso, é meu irmão que mantém trancada a porta do armário que ele ainda jura existir.

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Filed under: Indicando! | MaxReinert | Comments (5)

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