Não é de hoje que se diz que as idéias mais simples podem ser extremamente inovadoras e até transformadoras. Eu REALMENTE acredito nisso. Simplicidade não quer dizer, nem de longe, falta de criatividade. Ao contrário. Acredito piamente que a simplicidade só se adquire com o tempo e com o amadurecimento dos pensamentos.

E como, graças aos deuses, ainda exite gente interessante no mundo, uma parte delas se reuniu e lançou um novo projeto/empreendimento/manifesto na web: 30 idéias para ajudar a causa LGBT do seu jeito!

Gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais sonham com uma sociedade mais justa e inclusiva, em que preconceito e homofobia sejam coisas do passado e direitos básicos estejam ao alcance de todos. No entanto, muitos culpam “os outros” pelos problemas, sem enxergar que também fazem parte das soluções.

São pessoas que nunca se interessaram pelo movimento LGBT, não pretendem se aproximar dele, mas têm boas intenções e até gostariam de fazer algo – só não sabem por onde começar.

Nós somos um grupo de seis amigos, todos blogueiros, e nos reunimos para elaborar esta lista de ideias para ajudar a causa LGBT. Com base naquilo que conhecemos e vivenciamos, pensamos em sugestões viáveis, realistas, que pudessem sair do papel e ser incorporadas ao cotidiano.

Esta é uma iniciativa independente, desvinculada de interesses de grupos ou partidos, e que não concorre ou compete com o trabalho da militância organizada, nem esgota os temas que são tratados. Com estas ideias, queremos apontar um caminho para que mais pessoas, sozinhas, tomem atitudes úteis e construtivas, que gerem efeitos sociais positivos, a curto e longo prazo. E também tenham outras ideias!

Não estamos aqui para impor opiniões ou ditar regras, mas para dar uma contribuição para o fim da inércia coletiva. Nossa intenção é que mais e mais pessoas, nos mais diversos lugares, percebam que podem fazer a diferença, que isso está ao alcance delas, e se sintam encorajadas.

Convidamos você a ler e refletir sobre estas pequenas atitudes individuais, mas que visam a trazer benefícios para todos nós. Não precisa seguir ou concordar com todas elas. A ideia é que cada um absorva aquilo que estiver mais próximo de sua realidade. Leia, pense e veja como você pode fazer a sua parte. Seja bem-vindo(a)!

Achei as idéias interessantíssimas. E o que é melhor: super possíveis de realizar sem transformá-lo naquele chato que fica tentando converter as pessoas (fundamentalistas são chatos em qualquer área!). Dê uma visitada no site. Contribua. Divulque a idéia. Vamos construir um monte mais diverso!

Filed under: Conscientizando!,Visibilidade! | MaxReinert | June 30, 2009 Comments (3)

Eu, como qualquer pessoa com o mínimo de discernimento, também fiquei abismado com as notícias sobre as ações homofóbicas que ocorreram no final da Parada Gay de São Paulo. Tão abismado que acabei ficando em silêncio sem saber o que falar. Me faltaram palavras. Me faltou visão para poder contribuir para a discussão e não ficar somente  no mimimi!

No sábado eu tive vontade de escrever algo sobre o protesto FAIL total que reuniu “centenas” de pessoas para protestar contra a violência… na verdade fiquei sem palavras novamente pela comparação com a quantidade de pessoas que participaram da Parada e nas que estavam interessadas em participar de algo que poderia ser significativo. UPDATE: li esse texto aqui que me deixou mais pensativo ainda!

Mas, eis que um texto assinado por João Ximenes Braga acaba por começar a circular na web. E, não deixa de ser muito provocativo que esse texto fale sobre julgamentos morais. Julgamentos que realizamos todos os dias, mesmo sem querer. Mesmo sem achar que estamos fazendo. Um texto esclarecedor!

A revolta dos perdigotos

João Ximenes Braga

Homoterrorismo é a desimportância em desespero. A sexualidade é inalterável e inatingível. E quando se trata de sexualidade, só existe uma coisa no mundo que consegue ser mais desprovida de importância que a opinião pessoal: o julgamento moral. Você pode julgar quanto quiser a sexualidade alheia. Não tem importância. Você pode ser hétero e fazer a elegia dos seus amigos gays. Não tem importância. Você pode ser gay e fazer piadas maldosas sobre o comportamento “careta” dos héteros. Não tem importância. Eles não deixarão de ser o que são.

Você pode ser conservador e barrar leis no Congresso, fazer passeatas pela família, dizer que o mundo está acabando, que Deus vai punir a todos. Não tem importância, não passa do registro da fofoca, ninguém vai deixar de se deitar com quem quer. Pode até deitar escondido, ou demorar a criar coragem, mas vai deitar. Deitar e suar e trocar saliva e outros fluidos que, com sorte, ficarão na camisinha.

E você pode achar isso nojento. Mas não tem importância. Pois a sua opinião e o seu julgamento sobre a sexualidade alheia não tem importância. Porque é alheia. Se é alheia, é do outro; se é do outro, não é sua; não sendo sua, não vai mudar por sua causa.

Você pode ser deputado crente ou padre pitboy, pode ser simpatizante ou skinhead, pode ser presidente do Irã ou suplente do PTC, grandes coisas, azar o seu, a sexualidade alheia continuará a não ser da sua conta. O pessoal vai continuar deitando e suando e trocando saliva enquanto você desperdiça os seus perdigotos uivando indignação pelas esquinas.

Aí, numa desesperada tentativa de não admitir que seu julgamento moral é inútil, você joga uma bomba. Você pode até matar alguns indivíduos. Ferir outros. Emperrar a vida de muitos. Vãs tentativas de ter importância, pois não vai, jamais, impedir que o mundo gire, a lusitana rode e as pessoas se deitem com quem quiserem, como quiserem. Seu julgamento moral e sua opinião, quaisquer que sejam, serão para sempre da mais profunda desimportância.

A não ser, claro, para você mesmo. Pois como diz Tennessee Williams na voz de Chance, o protagonista de “Doce pássaro da juventude”, a grande diferença entre as pessoas neste mundo “não é entre quem é rico e pobre, bom ou mau.

É entre quem tem ou teve prazer no amor e quem nunca teve prazer no amor, apenas observou, com inveja, inveja doentia”.

Filed under: Pensando! | MaxReinert | June 25, 2009 Comments (0)

Li esses dia no BotaDentro a entrevista com a diretora do curta “O Móbile: Admiração” Lilian Werneck. Sinceramente? Achei a entrevista muito boa. Mostra uma pessoa com extrema clareza do que faz e do “porque” faz. Coisa rara nesse país.

Uma das coisas mais legais também no projeto dela que prevê a realização de outros quatro curtas é que, mal foi lançado, e a diretora já disponibilizou o mesmo para dowload. Ou seja, suas ações vão de encontro ao seu discurso. Não é demagogia seu interesse em se comunicar com as pessoas. Ela não se coloca em um pedestal e fica dizendo “Venham me assistir!”. Ela vem até a gente com o seu trabalho. Ponto para ela. Ponto para uma sábia utilização dos meios de distribuição. Ponto para a web, ter material de qualidade para divulgar.

Meu objetivo maior com esse e com os outros filmes é comunicar, ou seja, tornar comum. Sempre acreditei que quanto mais se fala no assunto, de forma ética, melhor as pessoas encaram o assunto. O preconceito existe muitas vezes por medo. Medo do desconhecido. Quando nos deparamos com uma situação de frente, enfrentamos nossos medos. É isso que quero, mostrar, exibir, falar do assunto. Com o filme tem acontecido isso. As pessoas “esquecem” que são duas lésbicas e se prendem na história delas, nas dificuldades amorosas, acham uma pena a forma como termina, se comovem! Mesmo quem a princípio não aceita. O curta metragem é uma ótima ferramenta nesse sentido porque é exibido em festivais, com público aberto. Ou seja, todos têm oportunidade de ver e questionar. E se questionar: por que é tão difícil aceitar que homens amam homens e mulheres amam mulheres?

O Móbile Admiração - Foto de Nina Mellojpg (14)

Se você ficou com vontade de assistir ao curta, aproveite e veja-o agora mesmo! Está aqui embaixo para download ou stream.

| O MÓBILE: ADMIRAÇÃO |
um filme de Lilian Werneck
com Nadja Dulci, Stefane Ribeiro, Giovane Machado e Daniela Durante.
Drama, 25 minutos, ficção, HD
Ano: 2009
www.omobile.blogspot.com

Se você não viu o filme, não leia o restante!

Como obra de arte “O Móbile: Admiração” tem inúmeras qualidades. A delicadeza dada ao tratamento do tema é com certeza um dos achados do trabalho. A fotografia é exuberante, assim como a direção de arte.  Todo o trabalho de produção surpreende pelo ótimo acabamento e profissionalismo, coisa rara na produção de curtas do país. Talvez a relação amor X arte tenha levado o roteiro a acumular alguns clichês, tais como: é necessários estar sofrendo para criar – idéia demasiado romântica da arte.

As interpretações também carregam um pouco de artificialidade, principalmente no caso da intérprete da atriz (Nadja Dulci) que, principalmente nos momentos mais aprofundados da trama, não convence. E ela ainda carrega o fardo de interpretar trechos da peça “Lágrimas Amargas de Petra Von Kant” de Rainer Werner Fassbinder, sem conseguir imprimir as diferenças entre uma atuação naturalista (na história do curta) e a atuação teatral, mesmo que realista do espetáculo. Stefane Ribeiro é mais convincente como a artista plástica.

De qualquer forma, é um trabalho interessante e com certeza dá visibilidade, de forma positiva, a uma relação abertamente homossexual  e feminina, tão pouco retratada normalmente.

Filed under: Conscientizando!,Pensando!,cinema | MaxReinert | Comments (0)

Eu sou um daqueles que acredita que a “informação” é o que ainda vai tentar salvar este mundo. Acredito piamente que a ignorância é a causa das maiores atrocidades, pois além de fazer com que as pessoas hajam de maneira equivocada abre espaço para os espertalhões que prometem mundos e fundos com discursos vazios e fora da realidade.

Dessa forma, acredito que todas as expressões que possam auxiliar para mostrar à população a existência de homossexuais fora da “exposição festiva” das paradas são extremamente bem vindas.

Na próxima segunda-feira, estréia mais uma oportunidade desse tipo. O documentário Familias no Papel de Bruna Wagner e Fernanda Friedrich que nasceu como trabalho de conclusao do Curso de Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

Vasco e Júnior são os pais de Theodora e o primeiro casal homossexual do sexo masculino a conseguir a adoção conjunta de uma criança no Brasil. Roberta recebeu o pequeno João Vitor quando a mãe biológica não tinha mais condições de criar o bebê, só que ao pedir a guarda do menino na justiça a transexual perdeu seu filho para sempre. Helena e Ângela moram em uma cidade pequena e ficaram surpresas quando não encontraram nenhuma dificuldade na adoção de Fábio.

São retratos da situação das adoções de crianças por homossexuais que compõem o documentário.

Quem puder assistir, será na segunda-feira (29/06), as 19h, na sala 143 do Depto de Jornalismo, no CCE – UFSC.

Filed under: Uncategorized | MaxReinert | June 24, 2009 Comments (2)

Notícia interessante indicada pelo Fabrício e lida na Central de Notícias do Mix Brasil:

A direção da Universidade de Harvard, nos EUA, anunciou que irá contar com uma cadeira de estudos sobre Homossexualidade.

Com verba de 1,5 milhão de dólares anuais, o curso pretende formar especialistas na área de “Queer Studies”.

A iniciativa está sendo vista como resposta às demandas dos cerca de 4.600 alunos abertamente Homossexuais de Harvard.

O patrono do curso já foi escolhido. Será o professor F. O.Mathiessen, pioneiro nos estudos sobre Homossexualidade naquela universidade.

Ele cometeu suicídio em 1950 depois de ser perseguido pela Comissão de Atividades Anti-Americana, que tocou o terror durante parte do século 20.

Durante o anúncio do curso, Warren Goldfarb, professor da Faculdade de Filosofia de Harvard, disse que a implantação da cadeira sobre estudos Gays rompe 25 anos de silêncio sobre o assunto dentro da instituição.

Filed under: Visibilidade! | MaxReinert | June 22, 2009 Comments (0)

dustin-lancedb

Eita que esse blog está parecendo aquela caça desesperada por notícias bomba! O hype da semana!!!! Mas… nem é isso não. O caso é que eu fico sempre abismado quando esses “furos” de reportagem acontecem e a gente tem a plena convicção de que esses famosos e pseudo-famosos cometem os mesmos erros que a maioria de nós!

A bola da vez são as fotos que vazaram pela net do roteirista do filme “Milk” que recebeu o Oscar esse ano. Fotos para lá de picantes de mais ou menos 03 anos atrás onde ele é flagrado fazendo sexo sem camisinha. Obviamente que muita gente foi atrás das fotos por diversos motivos. Alguns para ver o corpão do moço (que não decepciona)! Outros para poder dizer: Viu? Tão politizado… tão certinho… mas também faz bobagem!

Pois é! Fez mesmo… Tanto discurso em relação ao sexo seguro e em um pequeno deslize já se deu munição para os “do contra” de plantão. Sim, porque a quantidade de gente que anda fazendo bareback (sexo sem proteção) é cada vez mais impressionante.

O Sr. Dustin Lance Black tem o direito de fazer o que quiser com o seu próprio corpo mas, de uma certa forma, retomamos a questão sobre as moças gays que não são gays:  Quando se conquista certa visibilidade na mídia, aumenta com ela a responsabilidade do discurso. Afinal, as pessoas passam grande parte da vida correndo atrás da fama e quando a conseguem, que pretendem fazer com ela?

Filed under: Futilidade!,Indicando!,Pensando! | MaxReinert | June 21, 2009 Comments (0)

UPDATE! Com a saída do armário do Rick, este post acabou ficando obsoleto! Leiam este aqui, que é novo!

rick-martinVá lá…. a fonte não é das mais confiáveis… mas… parece que nosso querido ídolo porto-riquenho assumiu relacionar-se com homens e mulheres! Dúvida? Olha isso:

Ricky Martin assume que se relaciona com homens e mulheres

Demorou, mas o cantor Ricky Martin admitiu, pela primeira vez, que se relaciona também com homens. Aos 37 anos, Ricky foi entrevistado pela revista porto-riquenha TVAquí e afirmou que seu coração pode pertencer tanto a um homem quanto a uma mulher.

Ele, que se tornou pai de gêmeos no fim de 2008 através de uma barriga de aluguel, nunca respondeu anteriormente aos rumores de que seria gay ou bissexual. A maior proximidade com o assunto deu-se quando o cantor Christian Chávez, do RBD, saiu do armário e Ricky quis apoiá-lo.

“A vida é curta demais para ser vivida dentro do armário. Christian tem que ser livre. Eu desejo que ele tenha muita força”, disse Martin na época, sem se assumir.

Se bem que… dá uma olhada nas fotos… alguém ainda tinha alguma dúvida?

ricky_martin_alas

rick_martin

RickMartin

Filed under: Futilidade! | MaxReinert | June 18, 2009 Comments (33)

brothers and sisters jason lewis5Entrando no clima da Parada Gay de SP o blog Na TV publicou uma lista com os personagens gays presentes nas séries de televisão.

Com certeza, meu favorito é Kevin Walker da série Brothers and Sisters. A série inteira é super bem produzida e os conflitos são extremamente bem conduzidos.

Kevin tem dificuldades para encontrar um parceiro fixo (já vi essa história por aí), por isso, volta e meia encontramos ele as voltas com um ou outro pretendente interessantíssimo. Ou seja, haja fôlego!

Filed under: Indicando! | MaxReinert | June 15, 2009 Comments (1)

2009-02Ainda não encontrou um cartão de Dia dos Namorados que não tenha alguma referência hétero??? Pois.. então acesse aqui e descubra que existe alguém que pensou na gente também! Adorei!

Filed under: Indicando! | MaxReinert | June 12, 2009 Comments (3)

02092088400Quem me acompanha aqui pelo blog (sim, eu sei que são poucos!) sabe que eu não sou daqueles gays que vê uma necessidade urgente de sair levantando bandeira em defesa da “causa”. Sabe também que eu sou extremamente contra a expressão “orgulho gay”… não por me envergonhar de minha condição, mas por não ver motivo em me orgulhar a algo que me é  “nato”: Eu sou gay! Nasci assim… e da mesma forma não me orgulho por ser branco, destro e ter olhos verdes (bem bunitinhos, diga-se de passagem – rss).  Assim como não me envergonho e nem escondo essas “condições”!

Só que, ultimamente tenho começado a pensar de uma forma um pouco diferente sobre esses assuntos todos ( e talvez este post não seja suficiente para abarcar tão grande confusão na minha cabeça!). Lendo este post aqui da Sam, acabei chegando a esta entrevista interessantíssima com as blumenauenses que receberam o direito de ter seus filhos registrados em nome das duas, ou seja, eles tem duas mães. Não foram adotadas! É a primeira vez que a Justiça brasileira reconhece um vínculo exclusivamente afetivo, simbólico, como parental. ( E isso abre espaço para outro post!)

A matéria brilhantemente escrita por Eliane Brum versa a partir da afirmação que ambas fazem dizendo-se não ser homossexuais, que a questão da sexualidade é mais complexa que este rótulo. E é nesse momento que começa o imbróglio!!!

Lendo a matéria não há como concordar com elas em todas as afirmações e respeitar sua necessidade de não se deixarem “resumir” a condição sexual… como se um rótulo pudesse nos definir como pessoas e abarcar todas nossas necessidades e a variada gama de possibilidades que existem por aí. Sempre afirmei e continuo afirmando que minha orientação sexual não me resume. Minhas “escolhas” na vida falam mais de mim do que somente o sexo que eu pratico.

Minhas escolhas sobre “com quem’ decido construir minha vida, com quem decido compartilhar meu caminho. Minhas escolhas sobre o meu trabalho… sobre a pequena diferença que há entre ser um produtor cultural ou um artista (sim, outro post sobre isso também!)… Minhas escolhas sobre ser um cidadão consciente que respeita a diversidade e contribui para que as pessoas possam conviver de forma mais interessante e em paz! E, por aí vai! Vai muito longe.

Ao mesmo tempo, deixar de afirmar que sim, vivo uma relação homossexual, por mais que as  posturas sexuais e de atitude não correspondam ao que comumente é aceito como “‘obvio”, ajuda a esclarecer a opinião pública (por mais restrito a que isso possa influenciar: amigos, colegas de trabalho, etc) sobre essas questões?  Será que a “causa” nesse momento não deveria ser mais importante do que as questões e opiniões pessoais? Em que momento os questionamentos pessoais (extremamente coerentes, volto a afirmar que concordo com quase tudo o que elas dizem na entrevista!) devem se sobrepor as questões da coletividade? Ou seja, essa discussão levantada por elas auxilia a disseminar mais preconceito? Ou ainda, elas devem pensar nisso quando são colocadas sobre essa evidência em uma revista de circulação como a Época?

Vendo os comentários que a matéria suscitou, parece que foi realmente um tiro no pé da causa gay. Retirar da causa LGBThuahuytysav (sim, eu também detesto esses rótulos) essa conquista acabou por “dar a oportunidade” para muitos de menosprezar um acontecimento tão interessante. Sim… existem outras formas de se constituir uma família e a justiça do Rio Grande do Sul (sempre ela!) parece ter se dado conta disso. Ser pai ou mãe é muito mais do que “fornecer o esperma/óvulo”. Coisas que para um grande número de pessoas parece ser óbvia, mas ainda não o é para o “senso comum”.

E mais: para algumas pessoas, parece que existe uma dívida em nós por sermos “diferentes da normalidade”.  ( O que é normal, cara-palida?) A necessidade de se diferenciar dos demais gays oferece para os homofóbicos de plantão munição para mais preconceito. Como se todas as pessoas que se agrupam sob o rótulo “heterossexualidade” também fossem iguais e agissem de acordo com uma cartilha.

Como diz um provérbio antigo: o que não soma, resta!

Filed under: Pensando! | MaxReinert | June 11, 2009 Comments (7)

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