Vocês viram a matéria falando sobre o professor que foi demitido no Distrito Federal? Não… coloco o vídeo aqui em baixo e o link aqui… deem uma olhada e vamos conversar.

Leram? Viram? Pois é…. não sei, algo não me soa bem nessa história, mas vamos por partes:

A Aula
Alunos de 12 a 14 anos utilizando I Kissed a Girl para aprender inglês? Why, baby? Será que era “realmente” necessário utilizar uma música que, além do aprendizado, traz uma temática que já é, no mínimo, polêmica para os estudantes? Afinal, a aula era de inglês ou educação sexual?

A Proibição
Segundo consta, a direção da Escola solicitou a troca da música. Por que não foi atendida? Não havia outra música para dar conta do conteúdo?  É necessário “impor” a questão sexual dentro do âmbito escolar? Ou será que esse processo de pensamento sobre a educação para a diversidade não pode ser um pouco mais amplo e menos truculento?

A Matéria
O título da matéria me pareceu bastante apelativo. Segundo as afirmações, o professor não foi dispensado por fazer apologia ao homossexualismo, mas sim por insistir numa prática proibida pela direção da escola. Se houve preconceito? Provavelmente sim… mas para variar, acho que há uma tentativa de direcionar o olhar do público sobre o assunto. Criar polêmica para vender mais!!! E a própria vítima reforça esse lado.

O Motivo
Não estava lá e não tenho como afirmar o que realmente aconteceu… mas, sempre me causa estranheza que em qualquer demissão (ou não contratação) de um profissional homossexual, uma das primeiras justificativas seja a de que “houve preconceito”. Não acredito que a melhor maneira de oferecer uma educação livre de preconceitos seja “escrachando o mundo” para pré-adolescentes. Eu mesmo não considero a letra da música adequada para ser utilizada em sala de aula, sem a devida discussão sobre a temática. Não cabe a um professor de inglês discutir orientação sexual em sala de aula.

O Saldo
Mais uma polêmica boba, que não contribui em nada para discussão da apresentação da diversidade para estudantes do ensino fundamental.  Mas, se olharmos com atenção, encontramos algumas frases que poderiam servir de reflexão sobre as visões apresentadas:

A música reflete um comportamento inadequado.” por Jorge Valente, Secretário de Educação… Ele está se referindo ao uso do álcool? Espero que sim.

Porque eu ia sempre com o cabelo de uma cor diferente. As roupas bem modernas, bem diferentes. Isso causou um impacto sim. Elas nunca falavam na minha frente, mas eu percebia.” pelo professor… será que causava impacto ou estranhamento? Por não ser adequado para o ambiente em que estava inserido? Gente, vamos combinar que também existe muita bicha sem noção no mundo, né?

Não interessa a opção de ninguém, interessa que as pessoas que estão ali com a responsabilidade de educar os nossos jovens, os eduquem de acordo com a orientação pedagógica da escola.” pelo  Secretário de Educação… Não vou nem considerar a utilização inadequada do termo “opção”, mas me chamou a atenção a expressão “orientação pedagógica”. Essa orientação inclui as diversas sexualidades? É levada em conta a presença de alunos e professores homossexuais dentro das salas de aula? Qual a melhor forma de discutir a homossexualidade na adolescência?

Estas talvez sejam questões muito mais importantes para serem pensadas.

Filed under: Pensando! | Tags: , , , | MaxReinert | February 18, 2009 Comments (16)

16 Comments

  1. Professor de inglês afirma ter sido demitido por apologia ao homossexualismo | No Ghetto…

    Mais um caso de preconceito? Ou apenas justificativa para incompetência?…

    Trackback by Max via Rec6 — February 18, 2009 @ 6:48 am

  2. Meu caro
    sabia que você discutiria este assunto da melhor forma possivel, observando todos os ângulos e se colocando como cidadão. Faço questão de deixar registrado aqui que admiro esta sua postura como editor de blog. Faz inveja a muitos de meus colegas jornalistas, que realmente se perdem no sensacionalismo e acabam sendo imensamente mais preconceituosos do que as noticias que divulgam.
    Sua pergunta:
    Ou será que esse processo de pensamento sobre a educação para a diversidade não pode ser um pouco mais amplo e menos truculento?
    foi umas das primeiras que me surgiu.
    Não acredito no mundo cor-de-rosa de High School Musical, vc me conhece e sabe disto, mas como mãe também não considero que insistir no uso de textos, músicas ou videos que não tem cunho edicativo ou não têm relavância de tema com a disciplina apresentada é ser imaturo e amador. Um profissional, independentemente de sua área de atuação, crenças ou opções privadas, jamais seria alvo de uma celeuma como esta.
    Obrigado por aceitar a provocação e escrever aqui. :)

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    Comment by Sam Shiraishi — February 18, 2009 @ 7:05 am

  3. Lindíssima!!!
    Obrigado pela chance da pauta.
    Tinha visto a matéria na Globo e ficado com preguiça de postar sobre… mas, realmente, há o que falar… sem ser a simples divulgação de algo tão bobo!

    AMADORismo – no sentido pejorativo da palavra -tem m efeito pensar muito ultimamente… haja paciência!!!

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    Comment by MaxReinert — February 18, 2009 @ 7:10 am

  4. Caro Max.
    Antes de mais nada, quero dizer que adoro ler os seus posts e a forma madura que aborda cada tema. Vivemos uma época em que a opção sexual está sendo exposta para a sociedade e esses embates são naturais. Ser ético não tem nada há ver com a opção sexual. Valeu.

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    Comment by Guilherme — February 18, 2009 @ 7:57 am

  5. É preocupante que as questões que realmente deveriam ser discutidas passem batido não só pela imprensa, mas tb pela população. Não preciso nem comentar que a atitude do professor foi, como a Sam já falou imatura e amadora, mas me assusta que o Secretário de Educação tenha ido tão mal preparado para um entrevista desse tipo. Há uma dúzia de argumentos que justificam a punição (mas eu tb acho que se foi um ato isolado valia uma punição menos severa ao educador, mas enfim), mas o Secretário falhou e não deixou isso claro. Pior que a matéria são alguns comentários postados no G1. Vira uma briga entre os pró e os contra gays. Uma discussão ridícula com argumentos ridículos. Entre tanta bobagem se salvaram alguns comentários ponderados. Ainda bem!

    Ótima reflexão Max. O mundo precisa de mais gente pensando de verdade.

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    Comment by Flavita — February 18, 2009 @ 8:17 am

  6. Oi passando para visitar seu blog, tb estou no m de mulher e fazendo uma lista com os links dos participantes do grupo em meu blog, esapero que não se importe de eu te linkar! Se puder fzr o mesmo agradeço.bjks

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    Comment by Pri em Forma — February 19, 2009 @ 11:13 am

  7. Bom, eu também acredito que o preconceito esteja inserido ali, de fato, mas não somente isso.

    E a música, ela está em todas as rádios, na internet, na TV, a MTV transmite o clipe dessa música pelo menos 3 vezes ao dia e nem por isso o canal é alvo de discriminação.

    Eu não acredito que ele tenha entrado em sala de aula e falado “queridos alunos, vamos ouvir uma música onde uma garota beijou outra, gostou do sabor do batom de cereja dela, tudo isso depois de muito porre e cachaça”.

    Além disso, o Secretário foi bastante infame quando disse “opção sexual”. Se ele fosse mais esclarecido, teria utilizado outro termo. E concordo com você em relação ao comportamento inadequado, também espero que ele esteja falando do álcool.

    Eu, como profissional da educação, entendo todas os pilares que envolvem o ensino brasileiro. Realmente as escolas não estão preparadas para a diversidade e, além disso, pecam quando tomam atitudes como esta, em pleno ano de 2009.

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    Comment by Pablo — February 19, 2009 @ 8:37 pm

  8. O ofício de mestre é mesmo um verdadeiro nó. Nós, professores, lidamos com a confluência de diferentes áreas do saber, temos que saber mais do que ninguém a gerir as relações em nossa sala de aula, necessitamos saber qual a técnica mais adequada para ensinar o conteúdo aos alunos levando em consideração a visão de mundo, de educação, de homem, de conhecimento que se tem e a sociedade que se almeja, e, ao mesmo tempo em que nos cobram um ensino contextualizado (trazer os conteúdos do mundo para a sala), nos cobram também uma seleção do que trazer para a sala de aula. Resumindo, o professor precisa de uma censura. Sim, censura.
    Até aí, tudo bem, todos passamos nossas idéias por um crivo, uma censura. Nossa censura é o nosso “grilo falante”. Vira e mexe ele nos alerta, acende a luz vermelha, quando ultrapassamos as convenções sociais. Cabe a nós decidir se quer mexer no vespeiro ou não.
    O problema é que o professor não tem autonomia suficiente para decidir o que pode e o que não pode entrar na escola, ao mesmo tempo, em que não é explícito aquilo que é ou não permitido. Fica por conta do bomsenso de cada um… Como se isso fosse suficiente. Por isso, vez ou outra, nos deparamos com notícias nos jornais alardeando a demissão deste ou daquele professor por ter ultrapassado o sinal! Não quero sair em defesa de ninguém, até por que desconheço o contexto dos acontecimentos. Só quero aproveitar o incidente para dividir com vocês meus pensamentos.
    Afinal, o que está por trás disso tudo? O que é permitido e o que não é permitido na escola? A regra é a mesma para todas?
    Engraçado nisso tudo é que os alunos, na maioria das vezes, nos surpreendem em matéria de divulgação de informações. Sempre e cada vez mais me surpreendo quando converso sobre algum assunto “tabu” com jovens. Eles também parecem se surpreender com o meu espanto achando a coisa mais natural do mundo eles já saberem sobre o tema. Pessoal, digo e repito: “Estamos atrasados!!!! Os jovens de hoje têm a informação num estalar de dedos: internet, TV, e o próprio grupo de amigos… da escola, veiculam com uma rapidez estonteante toda e qualquer informação “proibida”! O problema que eu vejo reside justamente aí: assimilam informações superficialmente, pseudoaprendem, e consequentemente constroem uma visão do conhecimento muitas vezes equivocada. Não seria justamente aí que a escola deveria entrar?
    Então, qual o problema na escola? O que é tabu na escola? Se todos sabemos que os alunos já sabem, por que não devemos discutir alguns temas na escola? Essas questões nos levam diretamente para outra mais ampla: qual o papel da escola?
    Por força de movimentos da própria sociedade e de ações governamentais, gravidez, sexo, drogas, alcolismo, já são temas que pertencem ao universo escolar. No entanto, me pergunto como eles são temas… tenho a impressão que são temas na medida que não ultrapassem os limites daquilo que supostamente se pode saber, se pode falar… Parece que a escola quer olhar o mundo pelo olho mágico. Ela insiste em mostrar um mundo sem desvios, sem brutalidade, sem perversão, sem violência, e à distância! Desconsidera a própria vivência dos alunos, dos professores. Esconde a dor! Somos todos reféns desse mundo e se há um caminho possível para a mudança dessa sociedade, com certeza, um desses caminhos passa pela escola. Ela não é a solução milagrosa de todos os problemas sociais, mas certamente poderá dar a sua contribuição.
    No início do século passado, após a primeira grande guerra, surgiu em todo o mundo um movimento que se opunha ao ensino tradicional. Esse movimento, conhecido como Movimento da Escola Nova, tinha por objetivo uma outra proposta de ensino, uma vez que os grandes líderes, tinham passado pela escola tradicional e não tinham conseguido evitar a guerra. Assim, naqueles anos iniciais do século XX eles se perguntaram: Pra que serve a escola? Se esses homens que estão a frente das nações passaram por essa escola e não conseguiram fazer desse mundo um lugar melhor, ao invés disso, pioraram, então há alguma coisa de errado com a escola.
    Cem anos depois, estamos nós, presenciando o mesmo problema. O que se vê em todo o mundo é um grau de intolerância inaceitável. É certo que isso não nasce na escola. Mas a escola precisa se posicionar frente a estas questões. E esse posicionamento começa quando trabalhamos com os miúdos e continua por toda a escolarização. Que outra instituição pode combater as intolerâncias de sexo, credo, etnia, democraticamente?
    A sociedade do século XXI pune, ou procura punir as discriminações aos homossexuais, negros, judeus, índios, mulheres, enfim, a todas as minorias. Mas enquanto a sociedade pune e faz um movimento no sentido de promover a tolerância e a paz, a escola ignora, ou por que não aceita ou por que não sabe o que fazer ou como fazer. É preciso que as escolas parem e coloquem em pauta a questão do que é proibido e o que não é, e o porquê. Caso contrário, pode acabar reproduzindo a sociedade naquilo que ela tem de pior.

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    Comment by Leila Mendes — March 2, 2009 @ 9:38 am

  9. Olá Leila!!!!

    Muito obrigado por sua contribuição!!

    Se todos se colocassem como vc fez, com certeza muitas coisas e assuntos estariam em um nível de discussão muito mais adiantado do que está hoje em dia!

    Abraço

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    Comment by MaxReinert — March 3, 2009 @ 4:54 am

  10. Professor de inglês afirma ter sido demitido por apologia ao homossexualismo | No Ghetto…

    Professor de inglês afirma ter sido demitido por apologia ao homossexualismo. Mais um caso de preconceito? Ou apenas justificativa para incompetência?…

    Trackback by webcircle.com.br — March 4, 2009 @ 10:43 am

  11. Concordo com as idéias colocadas aqui. As da Leila sem comentários.
    É bastante salutar este tipo de exposição dialética. O único ponto que discordo é de ser dito que” Não cabe a um professor de inglês discutir orientação sexual em sala de aula.” Depende muito do contexto e do modo que os assuntos são expostos. As disciplinas são interligadas. É o que chamamos de interdisciplinaridade.
    Tudo se resolve em saber perceber a medida certa da sensatez.

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    Comment by João Neto — March 23, 2009 @ 2:02 pm

  12. bom eu sofri descriminacao no condominio residencial giardino no machadinho por que o sindico nao aceitava homosexual dentro da portaria isso e um absurdo mas a vida continua

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    Comment by marcos — May 11, 2009 @ 3:11 am

  13. Sou professor de Ingles tambem e gay e trabalho com adultos… Nao condordo com o professor que foi demitidido da escola por que as criancas que ele estava ensinando eram de 12 a 14 anos…Ele estaria SIM influenciando os alunos a pratica de homosexualismo e alcolismo, sim! Se os alunos fossem de mairor idade…18 anos +, nao teria nenhum problema na minha visao, mas pra que colocar uma musica tao polemica???? bicha doida rsrsrsrsrsr

    Andre Nobrega
    Profesor de Ingles Rio de Janeiro
    nobrega1984@yahoo.com

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    Comment by Andre — May 23, 2009 @ 4:34 pm

  14. O homossexualismo é assunto muito complexo a ser discutido,a sociedade não tem o discernimento correto para tratar o assunto, a generalização é fato que demonstra esta incapacidade. Primeiro o problema da sexualidade não deve ser comparada ao mesmo nível da cor da pele. É uma opção erronea causadas por vários fatores que não são ou não foram tratados adequadamente, no tempo certo quando é ou foi detectado. O jovem que sofre deste problema se entrega por não haver alguém em seu meio que o oriente adequadamente. Os psicólogos dizem que é problema genético e tem mesmo que seguir o coração e ser feliz, mas também dizem que o alcoólatra tem problema genético, que o fumante tem problema genético e todos estes têm a possibilidade de serem reabilitados. Os que tem este problema e não o trata adequadamente, nunca são felizes apesar das aparencias, ficam lutando no seu interior sem ter ninguém os oriente no caminho certo para uma saída. Existem negros e brancos e isso não é problema, é natural,mas não existem homens, mulheres e meio-termo, isto é ante natural,Deus criou somente homem e mulher que se completam, caso contrário não se completam, nem afetivamente, nem fisicamente. Devemos tratar corretamente aqueles que sofrem deste problema,são milhares de jovens na fase de adolescencia que são motivados por exteriotipos famosos, que se dizem felizes em sua condição sexual fora do padrão humano.Estes devem e podem voltar àquilo que Deus o criou, homem ou mulher os criou. A lei de Deus está acima dos homens, cabe-nos obedecer a Deus

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    Comment by Pastor Edson Sobreira Alve — July 26, 2010 @ 1:32 pm

  15. Pastor Edson Sobreira Alve, o senhor está mal informado. Não existem somente negros e brancos e homem e mulher. Há também, usando suas palavras, o ” meio termo “: transexuais ( pessoas com corpo de um sexo e a mente do sexo oposto, comprovado pela ciência), os hermafroditas e outras sexualidades, os mestiços mulatos ( morenos ), os caboclos, os sanseis, os cafusos, etc. E tudo isto é natural, pois nasceu da natureza. E tudo isto também é de Deus, porque Ele permitiu que nascesse, como está escrito na Bíblia: ” Nem uma folha cai, sem o conhecimento e a permissão de Deus “.

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    Comment by Paulo Vieira — October 14, 2010 @ 12:32 am

  16. Bom, o professor errou totalmente ao levar esse tipo de mensagem a crianças até pq se trata de uma fase em desenvolvimento, o garoto ou a garota tem que enteder os seus respectivos sexos em si, se nasceu homem que lhe seja ensinado isso e o mesmo a mulher mas quando este chegar a maior idade, estiver a par de suas responsabilidades, saber que consequencias pode haver por suas escolhas então sim, faça apologia para este pois o mesmo decidirá se lhe quer ouvir sim ou não mas como o mal do ser humano é se fazer de coitadinho então o pobre do rapaz ou menina que se retirar será considerado homofóbico.

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    Comment by Leonardo — November 30, 2010 @ 6:23 pm

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