milk_bestactor_penns Lembra quando eu falei de um boicote no IMDb ao filme Milk? Pois é… ontem teve a cerimônia do Oscar e mesmo tendo levado apenas dois prêmios, isso serviu para confirmar minha tese sobre o povo que acessou aquele site para baixar as notas dele. Porque, com a performance magistral de Sean Penn (premiado como Melhor Ator) e com aquele roteiro (Melhor Roteiro Original) não dá para dar nota 01 para o filme.

Dessa forma, a Academia mostra mais uma vez que não é preconceituosa na questão sexual e surpreende inclusive no prêmio para Penn (Já que Mickey Rourke era tido como favorito).

Espero que os prêmios sirvam para tirar algumas pessoas de casa para ver o filme sobre esse homem que, segundo  o roteirista premiado Dustin Lance Black,  em seu discurso de agradecimento, “me deu esperança. Me deu esperança para viver minha vida. Esperança de que um dia eu poderia viver abertamente como quem eu sou e que talvez eu possa me apaixonar e que eu possa me casar“.

milk_originalscreenplay

E ele segue:

(…) Mas, acima de tudo, se Harvey não nos tivesse sido tirado há 30 anos, eu penso que ele gostaria de ter dito a todos as crianças gays e lésbicas que ouviram que eles são menos por suas igrejas, pelo governo ou por suas famílias, que eles são lindos, poderosas criaturas de valor e que não importa o que lhes digam, Deus ama vocês e que logo logo, eu lhes prometo, vocês terão direitos iguais em toda essa nossa nação. (…)

Um lindo sonho, que espero, esteja cada vez mais próximo de acontecer!

02ministeriodasaude-1 Seja você hetero, gay, bi, tri, pansexual… já sabe que o Carnaval é a festa da carne! Opa!!!! Muita festa e bebida e, obviamente, sexo também. Por isso, vamos levar a vida sem hipocrisia. Vai fazer sexo, use camisinha!

E, para ajudar a lembrar, vai aí a campanha do Ministério da Saúde, enfocando o combate pelas mulheres maduras e dois outros vídeos que eu acho super fofos. Me parece quem ambos, de uma certa forma, se utilizam do pensamento de “se cuidar para poder usufruir da vida com mais qualidade”. Coisa que eu concordo completamente!

Bom carnaval para todos!!! Aproveitem por aí que eu estou amando por aqui!

O vídeo da versão gay não está disponível para ser incorporado, mas se quiser assistir, clic aqui!

Filed under: Indicando! | Tags: , , , | MaxReinert | February 22, 2009 Comments (0)

Vocês viram a matéria falando sobre o professor que foi demitido no Distrito Federal? Não… coloco o vídeo aqui em baixo e o link aqui… deem uma olhada e vamos conversar.

Leram? Viram? Pois é…. não sei, algo não me soa bem nessa história, mas vamos por partes:

A Aula
Alunos de 12 a 14 anos utilizando I Kissed a Girl para aprender inglês? Why, baby? Será que era “realmente” necessário utilizar uma música que, além do aprendizado, traz uma temática que já é, no mínimo, polêmica para os estudantes? Afinal, a aula era de inglês ou educação sexual?

A Proibição
Segundo consta, a direção da Escola solicitou a troca da música. Por que não foi atendida? Não havia outra música para dar conta do conteúdo?  É necessário “impor” a questão sexual dentro do âmbito escolar? Ou será que esse processo de pensamento sobre a educação para a diversidade não pode ser um pouco mais amplo e menos truculento?

A Matéria
O título da matéria me pareceu bastante apelativo. Segundo as afirmações, o professor não foi dispensado por fazer apologia ao homossexualismo, mas sim por insistir numa prática proibida pela direção da escola. Se houve preconceito? Provavelmente sim… mas para variar, acho que há uma tentativa de direcionar o olhar do público sobre o assunto. Criar polêmica para vender mais!!! E a própria vítima reforça esse lado.

O Motivo
Não estava lá e não tenho como afirmar o que realmente aconteceu… mas, sempre me causa estranheza que em qualquer demissão (ou não contratação) de um profissional homossexual, uma das primeiras justificativas seja a de que “houve preconceito”. Não acredito que a melhor maneira de oferecer uma educação livre de preconceitos seja “escrachando o mundo” para pré-adolescentes. Eu mesmo não considero a letra da música adequada para ser utilizada em sala de aula, sem a devida discussão sobre a temática. Não cabe a um professor de inglês discutir orientação sexual em sala de aula.

O Saldo
Mais uma polêmica boba, que não contribui em nada para discussão da apresentação da diversidade para estudantes do ensino fundamental.  Mas, se olharmos com atenção, encontramos algumas frases que poderiam servir de reflexão sobre as visões apresentadas:

A música reflete um comportamento inadequado.” por Jorge Valente, Secretário de Educação… Ele está se referindo ao uso do álcool? Espero que sim.

Porque eu ia sempre com o cabelo de uma cor diferente. As roupas bem modernas, bem diferentes. Isso causou um impacto sim. Elas nunca falavam na minha frente, mas eu percebia.” pelo professor… será que causava impacto ou estranhamento? Por não ser adequado para o ambiente em que estava inserido? Gente, vamos combinar que também existe muita bicha sem noção no mundo, né?

Não interessa a opção de ninguém, interessa que as pessoas que estão ali com a responsabilidade de educar os nossos jovens, os eduquem de acordo com a orientação pedagógica da escola.” pelo  Secretário de Educação… Não vou nem considerar a utilização inadequada do termo “opção”, mas me chamou a atenção a expressão “orientação pedagógica”. Essa orientação inclui as diversas sexualidades? É levada em conta a presença de alunos e professores homossexuais dentro das salas de aula? Qual a melhor forma de discutir a homossexualidade na adolescência?

Estas talvez sejam questões muito mais importantes para serem pensadas.

Filed under: Pensando! | Tags: , , , | MaxReinert | February 18, 2009 Comments (14)

abolsaw2

O Brasil é um país, realmente, muito estranho! Ou talvez, eu é que seja muito estranho para o país. Nunca se sabe.  Ou melhor… sabe-se. Mas, ás vezes, nos recusamos a reconhecer.

Não é de hoje que percebemos um fenômeno que acontece em nosso país. Também acontece em outros lugares, mas acho que no Brasil esse fenômeno encontrou terreno fértil para se desenvolver e virar um estereótipo forte no inconsciente coletivo: O gay é o novo palhaço brasileiro. Leia-se palhaço não na forma totalmente pejorativa. Vamos até aceitar a idéia de que somos vistos como pessoas felizes, que tem um humor fora do comum e sempre disposto a se tornar o centro das atenções em todas as reuniões sociais. Mas, mesmo assim, por ser extremamente tendenciosa, essa imagem me causa certo estranhamento e desconforto.

Vamos pegar o exemplo do pink-money. Durante um longo tempo, a grande “questão” sobre a aceitação dos homossexuais esteve vinculada ao “poder econômico” que nós representávamos. Ou seja, eu era “tolerado” pela sociedade porque era um bom “comprador”. Alguém que gastava dinheiro e, por isso, deveria ser bem tratado. Os gays americanos foram (e ainda são) craques em se utilizar desse discurso, promovendo boicotes a determinadas marcas/empresas que se demonstram pouco amistosas à causa.

Já não é de hoje que pudemos perceber que essa “tolerância” não ajudou em nada a demistificar a imagem dos homossexuais perante o “grande público” e nem a luta pela diversidade. O caso é que ao focar nossa aceitação sobre a questão econômica, acabamos por reforçar nossa imagem de “gastadores compulsivos fúteis”  e ampliando o abismo social existente entre os que tem dinheiro e os que não tem. Ou seja, passaram a existir duas classes bem distintas: a das bichas ricas e fúteis que precisam ser bajuladas e a das bichas pobres que não servem para nada, afinal nem gastar gastam! Criamos uma geração que foi vista como um mal necessário porque consumista, mas com pouquíssimo respeito por sua orientação sexual.

Algo muito parecido ocorre no Brasil neste momento. De cada 10 hits da internet, 04 no mínimo, se utilizam do gay com a imagem da chacota atrelada a sua personalidade. O mesmo acontece com as telenovelas e filmes. E mesmo quando não somos utilizados como exemplo pejorativo, certas “declarações” chocam por sua aparente singeleza, imbuídas de um juízo de valores:

- Eu adoro os homossexuais, eles são tão divertidos!!!
- Festa sem uma bicha fervida não acontece!
- Meus melhores amigos são os gays, eles estão sempre de alto astral.

Novamente é possível perceber uma polarização em um determinado comportamento que acaba por rotular e excluir certas parcelas da “comunidade”. Ou seja, se você for gay e aparentemente feliz, tudo bem! Mas, nem pense em tentar ter um comportamento como qualquer outra pessoa. Nem imagine que você vai poder chegar a algum lugar e não “fechar”! Ser gay é ser feliz… SEMPRE!!!!! Esse comportamento não deixa de colaborar para aquela mesma imagem citada lá em cima: somos criaturas fúteis que vivemos torrando nosso dinheiro em festas e drogas. Somos ousados, descolados e cool, baby! Temos a necessidade de nos expormos com muita pompa e circunstância.

E se você é uma pessoa normal, ou seja, gay e que tem momentos em que está feliz, momentos em que está preocupado com sua conta bancária, momentos em que se importa com o que está acontecendo na África ou na violência que assola o seu bairro… como faz? Onde você encontra sua imagem refletida na sociedade?

Filed under: Pensando! | Tags: , , , , , | MaxReinert | February 17, 2009 Comments (5)

esther_araceli

Ótimo post que eu li no blog da Nadja Pereira. Uma série de fotos, publicadas no El País, de uma geração que aprendeu a viver fora do armário em um país que respeita a diversidade de seus cidadãos.

Tive a oportunidade de presenciar,  no início de 2008, a noite gay de Barceloa. Digamos que alguns conceitos são um pouco diferentes daqui do Brasil . E isso fica meio óbvio se lermos a declaração de Esther e Araceli (foto):

“Vivir como eres es activismo puro y duro. Decir en el trabajo que vas con tu mujer a una casa rural es más efectivo que una pancarta.”

Realmente, não existe nada mais poderoso no mundo que a naturalidade e o bem-estar em ser o que se é. Eu acredito nisso!

Filed under: Conscientizando!,Indicando! | Tags: , , , | MaxReinert | February 8, 2009 Comments (2)

Não… dessa vez não vou indicar nenhum filme que fala do assunto. Na verdade, vamos falar um pouquinho do mundo real. Ou de algo que se assemelha a ele: A homofobia na web.

milk_movie_posterParece um pouco pesado falar desse assunto como uma verdade absoluta, mas não é de hoje que todos sabemos que quando há a oportunidade de “expor uma opinião” sem que se saiba sua identidade, muita gente utiliza isso das formas mais verdadeiras que existe. Se Fulano não gosta de gays, mas no dia-a-dia não é politicamente correto dizer isso, ele não hesita em manifestar sua opinião de forma bastante contundente, do tipo “morram viados escrotos” em algum site e/ou blog.

Estou falando tudo isso porque acabei de ver no A Sétima Visão ( que por sua vez tinha visto no Diário de Bordo) este gráfico bonitinho e altamente esclarecedor:

milk

Nele, a gente tem uma visão do ranking dos filmes (avaliados pelos leitores) dentro do IMDb (Internet Movie Database). É possível perceber também que o filme Milk vinha sendo extremamente bem avaliado pelas pessoas que “assistiram ao mesmo”. Um filme bastante desconhecido para a maioria do grande público. Só que o filme com Sean Pean que narra a vida de ativista gay americano foi um dos campeões de indicações para o Oscar e, exatamente no dia do anúncio das indicações, ele começa uma queda vertiginosa e, obviamente, muito suspeita.

Das duas uma: ou todo mundo decidiu assistir Milk exatamente naquele dia e odiou o filme (uma coisa suuuuper possível de acontecer!!! Tá!!!!) ou, na busca por informações pelos indicados ao Oscar muita gente descobriu que o filme tinha uma temática homossexual e resolveu tascar-lhe a nota mais baixa do site.  Em qual das duas opções você acha mais fácil acreditar?

É mais fácil escolhermos uma das opções se soubermos de alguns fatos. Por exemplo, fenômeno parecido ocorreu com Brokeback Mountain que chegou a ter uma porcentagem de 8,1% dos votantes lhe dando nota 1 neste mesmo site. Onde, para ter uma idéia, a média normal dessa nota na maioria dos filmes é de 1 ou 2%.

Como o próprio Pablo diz em seu post no Diário de Bordo, “É um protesto não contra o filme em si, mas contra a homossexualidade de modo geral.”… ou seja, lamentável!

De certa forma, não é nada que o próprio Milk (o personagem, não o filme) já não tenha experimentado na pele. Só que, após tantos anos e as tão alardeadas “conquistas” da comunidade GLBT a gente pensa que as coisas mudaram. Pelo jeito, certas coisas, por mais óbvias que pareçam, recusam-se a mudar.

Mas, mesmo assim, esqueçamos as “bobagens” desse povo e vamos assitir ao filme… se for de acortdo com o trailer, parece imperdível! ;)

Filed under: Conscientizando!,Pensando!,cinema | Tags: , , , , , | MaxReinert | February 4, 2009 Comments (5)

Sim, são fotos da nova campanha da Armani 2009 que voltou a atacar com David e sua excelentíssima esposa…. pois, bom… não costumo postar fotos por postar… mas como é uma boa causa, aí vai!

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bec-02

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Amém!!!

Filed under: Futilidade! | Tags: , , | MaxReinert | Comments (1)

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