Para alguns 01 hora pode parecer pouco… para mim, em algumas semanas é o que me sobra para poder me informar sobre o que está acontecendo no mundo.

Pois, é para atender um público assim como eu que a editora Abril lançou a Revista da Semana… informação sucinta e abrangente para ser lida em aproximadamente em 01 hora!

Com um layout leve e informações sucintas, serve de introdução para os assuntos que você deve pesquisar mais profundamente se tiver necessidade ou interesse. Ou seja, uma boa introdução para a sua semana.

A revista tem várias seções… desde as tradicionais “mundo”, “esportes”, “entretenimento”", etc até algumas que eu achei muito legais como: “do que se fala”, “boas histórias” e “polêmica”! Vamos ver se aparecem aí algumas notícias vinculadas ao conteúdo GLBTT.

Agora, além de tudo isso, a revista está realizando um concurso para descobrir quem pensa rápido… ;) O público pode enviar vídeos e concorrer à assinaturas da revista e também 03 I-Pods Touch!

Eu já estou fazendo o meu vídeo para poder participar… assim que inscrever lá, volto aqui para deixar o link para que votem!!! hehehhe

Filed under: Indicando! | Tags: , , , | Max Reinert | May 21, 2008 Comments (0)

Bote a boca no trombone!

 

Muitas vezes lemos matérias em sites e revistas e pensamos: Quanta bobagem essa criatura está falando!!! Na maioria das vezes, ficamos nisso mesmo… mas o leitor Carlos do site ACapa resolveu fazer um pouquinho mais.

Após ler a notícia sobre o projeto de lei do deputado Waldir Agnelo projeto de lei que visa acabar com a lei 10.948/2001 – que pune atitudes homofóbicas e discriminatórias no estado de São Paulo -, enviou e-mail ao parlamentar e encaminhou a carta para a Redação.

Eu reproduzo a carta aqui… porque acredito que muita gente precisaria ler a mesma. Segundo consta, parece que o nobre deputado não respondeu ainda ao leitor.

 

 

Prezado Senhor Pastor e Deputado Estadual Waldir Agnelo

Com a devida licença, venho mui respeitosamente por intermédio desta fazer algumas considerações a respeito da PL 1.068/07 que pretende revogar a lei estadual nº 10.948/01 que trata da criminalização da homofobia.

Como cristão praticante desde a infância, cidadão cumpridor de todos os deveres e advogado militante há oito anos em várias áreas do Direito, tive por muitas vezes a honra de acompanhar a seriedade de seu trabalho como deputado e pastor, pela televisão, jornal e pessoalmente.

Acredito que ainda vivemos em um Estado Democrático de Direito, onde a Carta Magna garante as liberdades individuais, assegurando dentre outros, direitos à moradia, saúde, educação e segurança a todos, mas também são estabelecidos direitos como o indulto, redução e progressão de pena, primariedade e etc, estes, por outro lado, destinados a assassinos e contraventores de toda espécie. Portanto, nossa Legislação é ampla e tenta abarcar a todos.

Apesar de admirá-lo muito e tê-lo como exemplo de integridade, desculpe-me não posso conceber a evidente propagação oculta e disfarçada do ódio através de qualquer tentativa de impedir a garantia a direitos individuais. Impedir o direito a defesa por parte de minorias que trabalham, pagam impostos, votam e cumprem com todos os seus deveres enquanto cidadãos é uma verdadeira ameaça contra a pessoa humana.

Criminalizar a homofobia, não significa incentivar os homossexuais e afins, também não significa apoiá-los ou se transformar em um deles, muito pelo contrário é apenas garantir um direito previsto a TODOS, sejam eles quem for.

Qualquer lei que visa reduzir desigualdades da sociedade, não pode ser barrada por crenças religiosas, convicções morais e éticas individualistas. Devemos prezar pela harmonia e paz social.

A homossexualidade não se restringe a simples questão da “escolha”, caso contrário ninguém se sujeitaria a ser excluído, xingado e agredido. Ser homossexual é uma condição humana extremamente complexa, que requer acolhimento e compreensão de formas amplas. O Direito Brasileiro, pelo menos em tese, não permite que ninguém seja afastado ou inferiorizado ou excluídos em guetos, como se não tivessem valor.

Tal situação por analogia nos remete a algo semelhante ao que se passou na Alemanha nazista. As minorias, judeus, barbaramente massacradas com o apoio do governo, da população e com o devido fundamento legal. Uma vez “inferiores”, deveriam perder todos os direitos, como isso não resolveu, deveriam então ser eliminados.

Voltando ainda mais no tempo teremos os cristãos sendo perseguidos, escravizados (res nulius), lançados em fogueiras, aos leões e crucificados sob a autoridade do Estado e aplausos do povo.

Ou ainda na Idade média, a guerra santa que ceifou a vida de milhões de “incrédulos” em nome de Deus. Será que este tipo de perseguição faz parte da vontade de Deus e satisfaz os reais interesses sociais?

Até quando seres humanos irão perseguir e punir outros seres humanos pela mera diferença comportamental, ideológica ou racial? Até onde temos esse direito?

Infelizmente não é divulgado que somos todos iguais perante Deus e perante as fracas e injustas leis dos homens também.

Cada vez mais fica caracterizado que o Brasil, em particular, vive uma ditadura coberta por uma fina pele de democracia, onde se pode ser o que é, mas não se deve. Têm-se direitos que não são cumpridos, devido a incompatibilidade de interesses entre quem os aplica e quem os clama.

Defender que a homossexualidade vai contra os princípios Bíblicos é desconhecer a célebre e mais importante frase: Deus é amor! O verdadeiro amor, incompreendido por tantos, fez com que Cristo sofresse e morresse por um amor igualitário a todos e não por amor a apenas alguns poucos.

Não há como discutir o que é certo ou errado baseado na mera pretensão de tentar interpretar textos divinos, sem levar em conta a infinita magnitude da sabedoria de Deus que criou o universo e também a diversidade. Sendo assim, impor limites para o ser humano em suas formas de demonstrar afetividade e amor é como tentar identificar o exato sexo dos anjos.

É inegável que a promiscuidade assola homossexuais, mas também arrebata heterossexuais, portanto não se pode atribuir tal lamentável falha de caráter apenas a uma classe. Dizer que todo homossexual é pervertido é o mesmo que dizer que todo padre é pedófilo, que todo pastor é charlatão ou que todo político é ladrão.

Generalizações deste tipo, sempre pejorativas, constituem um erro grave e absurdo, pois existem as exceções e estas não podem responder por erros isolados e alheios.

Coibir normas que assegurem direitos pétreos de determinadas categorias é dar força a violência, é ser conivente com humilhações, é aceitar agressões e justificar homicídios contra pessoas iguais a nós. É retroceder. É andar na contramão do Cristianismo e da Legalidade.

Em outras palavras a vida cristã nos ensina que “Tudo é uma questão simples de se colocar no lugar do outro”. A tão esquecida EMPATIA. Como a Bíblia nos dá respostas para tudo, sabiamente estabelece: “Ame a teu próximo como a ti mesmo”.

Estranho como não se fala nesse amor e se perde tempo em buscar justificativas para perseguir e acusar e julgar. Enfatiza-se o preconceito e a discriminação. O ser humano é subjugado, por quem acredita ser melhor que ele. Por quem se acha mais certo, mais puro, mais sagrado.

Uma vez seguindo princípios Bíblicos, todos os demais também deveriam ser seguidos incondicionalmente, inclusive que todo e qualquer julgamento deve ser feito apenas por Deus. Mas ao que parece a intolerância irá prosseguir e o ódio se proliferará com os devidos fundamentos e apoios.

Temos claros e atuais exemplos da ausência do amor e da verdadeira compreensão de Deus no Oriente Médio, berço do Cristianismo. Local que “atende rigorosamente” todas as exigências biblicamente apregoadas, sem exceções. Neste sentido: Vamos apedrejar, com respaldo legal (ou ausência deste) ou pior ainda com base bíblica, as adulteras e os homossexuais? Vamos vender nossas filhas como escravas? Restringir alimentos impuros? Entrar em guerra contra todos aqueles que vão contra tais princípios religiosos?

Façamos o mesmo, só que de forma mais sutil ou então nada disso seria necessário se mais corações tivessem o Amor que é tanto pregado em toda a Bíblia. Fica completamente esquecido e por vezes desvirtuado o principal motivo pelo qual Deus amou o mundo de tal maneira que entregou o seu único Filho para morrer por todos nós. Um Amor, que traz por conseqüência, a compreensão, o respeito e o perdão.

Nunca se sabe o que a vida nos reserva. Talvez a homossexualidade esteja muito próxima de todos nós e não queremos ver. Um filho, um neto, um sobrinho, um irmão ou até mesmo um amigo tão amado e querido, de repente pode se descobrir homossexual. Talvez naquela determinada consulta, o recepcionista, enfermeiro, médico, dentista, advogado ou engenheiro que melhor conquista nossa confiança e nos atende tão bem é também homossexual.

E então o que faremos com eles? Independente de qualquer coisa, nós temos o poder de castigá-los?

Até onde os homossexuais deverão se esconder para não se transformarem em vítimas de um mal ancestral que silenciosamente ronda a humanidade, a intolerância?

Independente de serem aceitos, compreendidos e respeitados, a homossexualidade vai continuar existindo e assumindo seu lugar na sociedade, com ou sem a criminalização.

Perdoe-me o calor de minhas alegações, mas não posso me calar diante da eminente atrocidade que visa violar direitos, não de uma categoria, mas de toda a humanidade.

Grato pela oportunidade.

Cordialmente,

Carlos

Pois… não sei se foi para causar polêmica, para chamar a atenção da mídia, whatever!! O caso é que a Officecomm lançou um site novo e realizou uma ação envolvendo os artistas do seu cast “interpretando” astros de rock! O caso é que a idéia pegou e muita gente está falando a respeito. Alguns, claro, aderindo.. outros nem tanto.

Uma das fotos que mais me chamou a atenção foi a de Cauã Reymond na pele de Courtney Love. Não é nada demais… mas não deixa de ser interessante ver o galã das novelas travestido e, aparentemente, bastante à vontade!

Por mais que a produção não tenha sido espetacular, como a Nadja já falou no blog dela, também não acredito que tenha sido ruim! Já vi outras produções muito mais pretensiosas com resultados bem menos “decentes”!

De qualquer forma o que mais me chamou a atenção, além dos peitinhos do Cauã (heheheh), foi um comentário bastante “bobinho” (pra não chamar de outra coisa do Phelipe Cruz) no PapelPop.com : ” Batom vermelho, peruca loura, vestidinho sexy e cara de boquetêra? Isso tá dando medo, Cauã! Para encarnar a roqueira Courtney Love, o ator também teve que vestir uma lingerie preta e salto alto.”

Medo? Por quê?

Bom, é de se espantar que alguém que está com tanta exposição na mídia tenha a coragem de se mostrar travestido. principalmente se pensarmos que essa prática, tão aceita no carnaval (sic), seja “ainda” um tabu para muita gente. Mas, medo? Bom… de qualquer forma a “opção” por essa transformação seria do Cauã… essa possibilidade não deveria ser motivo de medo.

De qualquer forma, com uma boa limpeza na sobrancelha, Cauã ficaria uma trans poderosa. Mas, ainda o prefiro como rapazinho mesmo! ;)

Dê uma olhada nas outras fotos da campanha… de todas, minha preferida é essa abaixo: Sérgio Abreu como o vocalista do The Door’s Jim Morrison!

Filed under: Indicando! | Tags: , , , , | Max Reinert | May 14, 2008 Comments (7)

Para variar, tudo que se relaciona com uma orientação sexual que não é óbvia, mas já não é tão desconhecida assim convenhamos, vira motivo de polêmica.

A fábrica de colchões Matelson francesa é responsável por um outdoor que está movimentando os corredores do metrô em Paris. A foto do casal gay dormindo no colchão provocou reação dos conservadores que alegam que este não é o local apropriado para a temática, por ser visto por crianças todos os dias.

O proprietário Emery Jacquillat negou-se a retirar os cartazes argumentando que trata-se de uma imagem leve e além do mais, reflete a sociedade francesa onde os gays também estão inseridos.

O que é mais engraçado é que antes da peça publicitária com casal gay, passaram pelo colchão gigante uma mulher, um casal hetero jovem e uma mãe com a filha.

Sinceramente, não vejo nada na imagem que possa chocar uma criança ou quem quer que seja. A campanha é respeitosa e reflete uma parte da população que também compra colchões. Só vê polêmica nesta campanha quem quer!

Em 2005, o metrô de Paris proibiu uma campanha do grupo gay Rainbow que mostrava um casal gay se beijando, mas não se espera a mesma decisão com a campanha “Como você dorme?”.

Será?

Filed under: Conscientizando!,Pensando! | Tags: , , , , , | Max Reinert | May 8, 2008 Comments (5)

O temporal que caiu em Florianópolis na sexta-feira não era um bom presságio para os organizadores da Parada da Diversidade, mas no sábado pela manhã o clima amanheceu limpo e as coisas pareciam ter entrado nos eixos. No meio da tarde o sol reinava absoluto no céu e as expectativas eram melhores ainda. Assim que, marcada para as 17h e com pouquíssimo atraso a banda de música da PM tocou o hino nacional para marcar oficialmente o início.

Bom, quase… a banda foi anunciada, mas o que a gente ouviu antes do hino, foi uma drag pedindo pra desligar o microfone da outra! Isso foi um grande problema? Claro que não… mas ilustra, de certa forma, o clima de “amadorismo” presente neste ano.

Enquanto algumas cidades estão repensando o formato mais adequado para realizar esta explosão de visibilidade que as paradas representam, Floripa ainda luta para tentar realizar o evento de forma decente. Se compararmos a parada deste ano com sua edição anterior veremos que houve certo retrocesso na quantidade de público e também no discurso utilizado.

Em relação ao público o que mais pesou foi a expectativa da chuva. Muita gente acabou optando não comparecer (ou não aproveitar o feriadão para vir para a cidade) e ter um ciclone como companhia. E quando a chuva compareceu, a dispersão acabou ocorrendo, o que tirou um pouco do brilho da festa. Se tivesse começado uma hora antes já obteria um melhor resultado. Outra questão foi a época do ano (poxa, aqui no sul já é início de inverno, amigos!).

Sobre o discurso, mesmo levando-se em conta que estamos em ano eleitoral, foi meio difícil engolir “Nós Também Votamos”. Tudo bem que os políticos não respeitam as condições de igualdade em relação às minorias, mas não deixa de soar um pouco “chantagista”. Comparando com “Amar é Direito de Todos” do ano passado, podemos notar certo retrocesso no pensamento de diversidade. Enquanto um iguala, o outro segrega.

Assim como “Amar” é de todos, a Av. Beira Mar Norte também o é! Gritar palavras de ordem durante boa parte do trajeto vai de encontro novamente a criação de uma disputa de territórios. Só serve para reacender a polêmica (claramente preconceituosa!) levantada por setores da sociedade no ano passado. Esses momentos de exposição devem servir para criar um clima de aprendizado e aumento de consciência pela população (seja ela hetero, gay, bi, pan, etc!!!) e não de enfrentamento.

De qualquer forma é uma tarefa de Hércules realizar um evento que, por sua própria natureza, gera tamanha exposição e questionamentos. As entidades envolvidas estão de parabéns pela realização. Que venha a quarta edição e que cada dia mais possamos viver sob o espírito da DIVERSIDADE!

Filed under: Pensando! | Tags: , , , , | Max Reinert | May 4, 2008 Comments (1)

Sem pedras, por favor… o autor da frase acima não sou eu!

Ela foi dita por Rufus Wainwright em entrevista para o jornal Estado de MInas, enquanto faz divulgação dos quatro shows que ele fará no Brasil. – leia aqui - Quando questionado sobre o que ele achava que era o melhor e o pior em ser um ícone gay, ele diz:

“O melhor (de ser um ícone gay) é ganhar roupas de grandes estilistas, ainda mais porque moda é uma parte essencial do mundo gay. O pior é que especialmente por ser um ícone gay do sexo masculino, não tenho muitos fãs gays. Minha platéia é formada principalmente por mulheres e homens heterossexuais. Quando você se apresenta como um artista gay para uma platéia também gay, acaba amedrontando esse grupo. O problema é que o homem gay tem um gosto terrível para a música.”

De uma certa forma, não sei se discordo dele. Tirando o aspecto da generaização (todos os gays tem o mesmo gosto musical!) a verdade é que a maioria dos gays que eu conheço só ouvem música eletrônica… única e exclusivamente! No máximo dão uma passeada pela música pop e nas divas de sempre! Tirando um ou outro “moderninho” que acha o máximo gostar de coisas que ninguém conhece (ou que ele mesmo nem entende!) prevalece a postura pouco “diversa” da “comunidade”.

E você ? O que você ouve?

Filed under: Indicando!,Pensando! | Tags: , , , , , , , , | Max Reinert | May 2, 2008 Comments (5)

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