Hoje é dia de lançamento do livro “Espartanos” do amigo virtual Lenin Foxx. O romance histórico trata da história de quatro meninos espartanos que crescem durante a Guerra do Peloponeso. Guerra esta acontecida no século IV antes de Cristo, entre Atenas e Esparta. E é um livro escrito por um historiador, isto é, este romance não aconteceu exatamente do jeito que ele estou narrando, porém ele poderia ter acontecido exatamente deste jeito porque ele é historicamente possível.

Na orelha do livro, você encontra um texto escrito por Gabriel Bruno Martins, que ajuda a ter uma idéia melhor do que você pode esperar do romance.

“A vida daqueles meninos os condicionaria a se tornarem guerreiros de Esparta: Alceu, Iolau, Heleno e Clício deixam suas posições de crianças para traçarem sua trajetória rumo à glória de servir sua cidade, em seus ínfimos sete anos de idade. A realidade em que são expostos é agressiva, é intimidadora e implacável. Apenas os fortes sobrevivem para que haja “liberdade para os gregos!” e, cada um, a sua maneira, mostra sua força para driblar os perigos que aparecem – tanto perigos para sua imagem como cidadão de Esparta, quanto perigos que colocam suas próprias vidas em risco.

Ao passar dos anos, e com seus desenvolvimentos pessoais construindo suas posições sociais na realidade em que vivem, os meninos se tornam adolescentes e, após, homens. Novas personagens vão se inserindo na vida dos protagonistas e criam novas estruturas para situação que explode ao redor, a guerra entre Esparta e Atenas.

Escrito com fluidez, o romance é uma verdadeira arca de informações históricas. Arca essa, aberta em cada trejeito de fala das personagens e na facilidade com que o narrador coloca o leitor imerso na realidade que está propondo. A carga informativa da obra não impede que o leitor, já impregnado pela verdade descrita, se emocione e se surpreenda a cada novo fato narrado.

Transitando entre as diferentes visões dos jovens guerreiros, a narrativa problematizará diferentes valores sociais da Antiguidade Clássica com a visão de mundo contemporânea do leitor, debatendo assuntos que vão desde as possíveis políticas que existiam, relações familiares, amor, até as vestimentas, tudo dentro de uma descrição minuciosa e embebedada pelo homoerotismo.

A obra entretém, além de informar, e pode ser usada como ponto de partida para discussões mais amplas que ultrapassam a época em que há o desenrolar da história. É uma trama que avança além do que se propõe, uma resposta artística a História de ontem e hoje.”

Com 396 páginas, é possível adquiri-lo no Clube dos Autores em dois formatos: Impresso (R$ 45,08) e e-book (R$ 18,09). Quer saber mais? Siga Lê Foxx no twitter, leia o blog dele, compre o livro! Serviço completo!!!

Filed under: Indicando! | MaxReinert | May 18, 2012 Comments (1)

Vale a pena ler…clique e leia na íntegra:

“O drama é que a sociedade foi naturalizada ao longo do tempo como heterossexual. Esta “naturalização” foi construída ao longo dos séculos e ganhou força no final do século XVIII. É a partir do século XIX quando Estado, medicina, polícia e Igreja se unem para disciplinar e higienizar a sociedade. E é neste momento histórico que a união civil entre pessoas será pensada enquanto mecanismo reprodutor com status oficial.  A partir de então os comportamentos desviados da conduta reprodutora ganham status de “anormalidade”, “criminalidade” e passíveis de tratamento ou reclusão prisional.”

Filed under: Conscientizando!,Indicando! | MaxReinert | May 8, 2012 Comments (0)

A Secretaria de Estado da Cultura por meio de sua Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias, junto com as Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU promovem o lançamento do livro “Viagem Solitária” de João Nery, no dia 03 de abril, às 19h, na Casa das Rosas, Avenida Paulista, 37.

No dia 04 de abril, às 19h, como continuidade da ação, João Nery realiza uma palestra magna, no Auditório Nelson Carneiro, na FMU, Av. Liberdade, 899, para alunos dos mais variados cursos da Universidade, abordando temas como diversidade sexual, identidade de gênero, direitos LGBT e história do Movimento Homossexual Brasileiro – MHB.

As ações, construídas com a coordenação do Curso de Serviço Social da FMU, contam ainda com a parceria da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo e da Coordenação Estadual de Política Públicas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo.

João Nery é um homem transexual de 61 anos, psicólogo e autor de “Viagem Solitária”, livro autobiográfico onde narra sua infância triste e confusa, a adolescência conturbada, a perda de seu diploma de psicologia – que deixou de ter validade com a mudança de sexo – as dificuldades jurídicas quanto ao seu novo nome, os quatro casamentos e seu maior orgulho, a paternidade.

João nasceu mulher, mas sentia-se na condição de aprisionado a um corpo estranho, uma sensação que ele reconheceu desde muito cedo. Durante a Ditadura Militar, em 1977, se submeteu à primeira cirurgia de mudança de sexo. Naquela época, as clínicas e os hospitais ainda não estavam liberados para fazer esse tipo de cirurgia e os médicos que se propunham a realizá-las eram considerados mutiladores, a ponto do médico que operou o João chegar a ser indiciado por lesão corporal, devido à outra cirurgia de mudança de sexo que realizou.

A obra é um mergulho profundo na questão do gênero como identidade individual, mostrando as alegrias e tristezas, derrotas e vitórias e principalmente a coragem de quem decide se transformar naquilo que escolheu ser.

Lançamento de “Viagem Solitária”

03 de abril
Horário 19h
Local Casa das Rosas – Av. Paulista, 37
Público alvo: aberto

04 de abril
Horário 19h
Local: Auditório Nelson Carneiro da FMU – Av.Liberdade,899
Público alvo: aberto, com ênfase no corpo discente e docente do complexo FMU

Filed under: Visibilidade! | MaxReinert | April 4, 2012 Comments (0)

Sim, a gente ama Madonna…e ama mais ainda quando ela lança um vídeo lindo com a participação da boy band (Oi?) preferida do blog… é, titchia Madge sempre faz o dever de casa e se mostra SEMPRE antenada com o que está acontecendo de mais legal pelo mundo.

Embora tenha ouvido várias críticas ao novo CD (Oi? Ainda existe Cd?) de Madonna, a gente aqui nunca leva a música pop a sério… é música descartável pra se acabar na balada e …só! Por isso, um trabalho novo de Madonna sempre é bem vindo, nem que seja para esquecer daqui há 02 meses.

So, enjoy!

Filed under: Futilidade! | MaxReinert | March 22, 2012 Comments (0)

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Como lidar?

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Filed under: Futilidade! | MaxReinert | March 6, 2012 Comments (0)

Você conhece a All Out?

A All Out está presente no mundo virtual e também nas ruas, com o objetivo de construir e apoiar um mundo em que todos possam ser livres e aceitos pelo que são. Seja gay, lésbica, trans ou hétero, precisamos que você vá ALL OUT para nos ajudar neste movimento histórico pela igualdade. Quer fazer parte?

Pois, eu não conhecia… mas eles atuam já um bom tempo, possuem a página traduzida para o português e, inclusive, tratam de questões políticas aqui do nosso país.

Usando as inúmeras possibilidades do poder popular mundial que as novas tecnologias de mídia social proporcionam, a All Out está construindo uma verdadeira comunidade global, que pode agir em momentos de crise ou como parte de uma estratégia e garantir liberdade e direitos da população LGBT em todo o mundo.

Da blogsfera a redes sociais e emails, a All Out está organizando campanhas atuais em várias línguas para informar, educar e engajar o público. Em menos de um ano, a All Out já ajudou a evitar a deportação de uma exilada política de Uganda no Reino Unido, defendeu os direitos de imigração de casais bi-nacionais do mesmo sexo, chamou atenção para homofobia e violência contra transgêneros no Brasil e ajudou a organizar a pressão nas Nações Unidas para a aprovação de uma resolução histórica de igualdade LGBT.

Mais de meio milhão de pessoas foram All Out com a gente para deter o projeto de lei “Matem os Gays” em Uganda, dezenas juntaram-se a uma flash mob na Alemanha para protestar contra a homofobia na Copa do Mundo de Futebol Feminino e ainda dezenas de milhares estão exigindo do Facebook, o gigante das redes sociais, que reconheça e respeite as identidades trans.

Dos corredores do governo às mesas de reunião das corporações, de redações a salas de estar, membros da All Out estão fazendo suas vozes serem ouvidas, dando apoio e ampliando o trabalho de organizações LGBT locais e internacionais.

Sendo uma organização ágil no segmento de campanhas, a All Out reage rapidamente a histórias em desenvolvimento nos noticiários que são importantes e caras à comunidade LGBT, sempre buscando maneiras novas e criativas de contá-las em todas as línguas, meios e culturas.

Nossa meta é ajudar o movimento LGBT a alcançar em 10 anos o que demoraria décadas, ou ainda mais tempo para ser conseguido. Estudamos, investigamos e apuramos as tendências mundiais atuais da temática LGBT e promovemos eventos populares que tratam da diversidade e igualdade LGBT, enriquecendo o debate sobre o tema, elevando o perfil das discussões.

Meu primeiro contato com eles veio através deste vídeo abaixo, protestando contra a lei que proibe a menção da palavra “gay” aprovada na Rússia e pressionando o Governo de São Petesburgo a não sancionar a mesma. Como? Simples, se a lei for aprovada, propõe-se um “boicote turístico” à cidade. simples, fácil e indolor…pelo menos, para gente… mas não para a economia da cidade.

Além dessa campanha, a AllOut está envolvida em muitas outras.  ”Mães pela Igualdade”, no Brasil; “Luta contra a esterilização forçada” na Suécia, o “Fechamento das clínicas para curar gays no equador”, entre outras.

Está esperando o quê? Visite a página, junte-se ao movimento!!!

Filed under: Conscientizando! | MaxReinert | March 5, 2012 Comments (0)

Os dois empresários cederam espermatozoides para serem fecundados em óvulos de um banco de doadoras, tiveram uma filha e conseguiram registrá-la

Publicado no Jornal do Comércio Online em 01/03/2012, às 22h17
por Carlos Eduardo Santos
Há 15 anos, quando Mailton Alves Albuquerque, 35 anos, e Wilson Alves Albuquerque, 40, se apaixonaram e começaram uma relação homoafetiva que dura até hoje, não imaginavam provar do sentimento que vivem atualmente. Graças a uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que atualiza as normas relativas à reprodução humana assistida, os empresários se tornaram o primeiro casal de homens do Brasil a ter um filho por meio de fertilização in vitro e registrado pela Justiça.

O fruto dessa união estável – que foi convertida em casamento civil pela Justiça pernambucana no dia 24 de agosto do ano passado – chama-se Maria Tereza e completou um mês de vida na última quarta-feira. Casados e agora com uma filha registrada com o nome dos dois pais, Mailton e Wilson dão um passo importante na consolidação das chamadas novas configurações familiares.

A primeira redação da resolução do CFM que trata da reprodução assistida no País, de 1992, diz que os usuários da técnica devem ser mulheres estando casadas ou em união estável. Já no novo texto, de janeiro do ano passado, não cita o sexo, mas “todas as pessoas capazes”. Diante disso, Mailton e Wilson realizaram o sonho de ter uma família completa e trouxeram a pequena Maria Tereza ao mundo.

Os dois cederam espermatozoides para serem fecundados em óvulos de um banco de doadoras. Como a resolução afirma que o útero de substituição deve ser de um parente de até segundo grau, a prima de um deles aceitou conceber a criança. Terminou sendo introduzido no útero dela um pré-embrião fecundado por material colhido de Mailton. Os pré-embriões fecundados por Wilson estão congelados. O casal pretende dar um irmão ou irmã a Maria Tereza no próximo ano.

“Nossas famílias sempre apoiaram nosso relacionamento. E quando contamos da nossa ideia, todas as mulheres da família se colocaram à disposição para ajudar a realizar nosso sonho: irmãs e primas. Mas terminou sendo uma prima minha. Agora, temos uma família completa”, contou, orgulhoso, Mailton.

Segundo ele, a ideia de ter um filho surgiu em 2010, após viajar ao Canadá para estudar e ficar na casa de um casal homoafetivo que tinha filhos. “Quando voltei, começamos a discutir o assunto e pensávamos em adotar uma criança. Mas um dia, assistindo a um programa de televisão, vi a notícia sobre a mudança na resolução do Conselho Federal de Medicina. Aí, decidimos fazer fertilização in vitro”, relembrou.

A fecundação e introdução no útero ocorreu em uma clínica de reprodução humana do Recife. O vínculo da criança com a prima que emprestou o útero terminou já na maternidade, quando os pais saíram da unidade de saúde com Maria Tereza nos braços. A mulher, que pediu para não ter o nome divulgado, tomou medicamentos para evitar a produção de leite materno.

Hoje, a pequena Maria Tereza – o nome é uma homenagem às mães de Wilson e Mailton – tem um quarto só para ela, com direito a nome na porta, e atenção completa dos dois pais. Para Wilson, a felicidade de ser pai é “inexplicável”. “A felicidade é tremenda. Nunca pensei que fosse sentir um amor tão grande. Ter uma família completa é lindo”, desabafou.

Filed under: Visibilidade! | MaxReinert | Comments (0)

Matéria da Revista ACapa:

A edição de fevereiro da revista “Super Interessante” traz uma matéria de quatro páginas sobre filhos de pais gays. A ideia é derrubar os mitos que foram criados em torno das crianças criadas por um casal do mesmo sexo. O mais velho e conhecido deles, é que os pimpolhos também vão acabar gays por conta dos seus pais.

“As pesquisas mostram que a orientação sexual dos pais parece ter muito pouco a ver com com o desenvolvimento da criança ou com as habilidades de ser pai. Filhos de mães lésbicas ou pais gays se desenvolvem da mesma maneira que crianças de pais heterossexuais”, explica Charlotte Patterson, professora de psiquiatria da Universidade da Virginia e uma das principais pesquisadoras sobre o tema há mais de 20 anos, à publicação.

O primeiro mito que a reportagem quebra é o mais velho e conhecido deles, de que os filhos também serão gays. De acordo com a publicação, um estudo da Universidade Cambridge comparou filhos de mães lésbicas com filhos de mães héteros e não encontrou nenhuma diferença significativa entre os dois grupos quanto à identificação como gays. O que o estudo revelou, na verdade, é que filhos de pais gays, por crescerem num ambiente de diversidade, se tornam mais tolerantes com as diferenças.

O segundo ponto que a “Super Interessante” toca é que as crianças precisam de uma figura materna e outra paterna. A revista começa exemplificando com as 183 mil crianças americanas que perderam os pais na Segunda Guerra Mundial, ou seja, não são só os filhos de pais gays, que podem crescer sem um pai ou uma mãe. A tal figura materna ou paterna, pode vir a ser uma tia, ou um primo, em quem a criança irá se identificar inconscientemente. A única diferença no caso é positiva. “Crianças criadas por gays são menos influenciadas por brincadeiras estereotipadas como masculinas ou femininas”, diz Arlene Lev, professora da Universidade de Albany.

Em seguida é a vez de falar sobre os possíveis problemas psicológicos que essas crianças terão por conta do preconceito. O fato é simples, quase todo mundo vai sofrer preconceito na infância, seja por ser gay, pobre, negro, gordo, alto. O bullying não se restringe apenas aos homossexuais, e muito menos aos filhos deles. Alguns estudos comprovam que as crianças sofrem discriminação por conta da sexualidade de seus pais. Mas, pesquisas que comparam filhos de gays com filhos de héteros mostram que os dois grupos apresentam níveis semelhantes de autoestima e depressão.

Por fim, o mito mais pesado. A reportagem fala sobre os riscos que essas crianças correm de sofrerem abusos sexuais. Nenhuma pesquisa até hoje faz ligação da homossexualidade com os abusos sexuais. Três pediatras norte-americanas avaliaram o caso de 269 crianças abusadas sexualmente. Desses, apenas 2 dos criminosos eram homossexuais. A lenda é alimentada por líderes religiosos, que querem mostrar que as crianças correm risco ao serem criadas por pais gays. “Homens homossexuais não tendem a abusar mais sexualmente de crianças do que homens heterossexuais”, diz a Associação de Psiquiatria Americana.

Alguém se habilita a mandar um exemplar da revista para a deputada Miriam Rios?

*Fonte: Revista Super Interessante – edição de fevereiro de 2012 – reportagem de Carol Castro

Filed under: Visibilidade! | MaxReinert | February 24, 2012 Comments (1)

O carnaval segue a mil em Floripa. Festas bombando em todos os cantos da cidade e muitos turistas unem-se ao povo local na celebração do “ano novo brasileiro”. E embora o samba seja o dialeto oficial deste período, na cultura LGBT ele não obtém muito sucesso.  A música eletrônica e o Pop são os ritmos que embalam a noite gay, sem dúvida.

Dentre elas, há uma música que simplesmente domina as pistas de dança (e quem apostou em Madonna ou Gaga, errou redondamente) a ponto de fazer as pessoas simplesmente largarem tudo o que estão fazendo e voltem correndo para pista, submetendo-se à catarse coletiva (me incluo).

“Encontramos amor em um lugar sem esperança” é nosso “Ai, se eu te pego”

Mas, eu não sou crítico musical (na verdade sou especialista em nada!), só gosto de observar as “tendências”, principalmente comportamentais. A noite gay encontrou na letra de ‘We Found Love’ de Rihanna uma perfeita metáfora para suas idiossincrasias amorosas.

Seja em uma boate lotada de gente desconhecida, seja em aplicativos para celular de “busca direcionada”, não sei dizer se encontramos amor nesses lugares, cada vez mais, sem esperança… mas estamos buscando. Ou sexo… ou amor disfarçado de sexo, porque afinal não queremos parecer carentes ou românticos.

Não, ao contrário do que a maioria pensa, os gays também procuram por relacionamentos. Não podem admitir porque isso seria muito ‘heteronormativo’… corre-se o risco de pensarem que somos iguais a todas as outras pessoas no mundo. Que temos desejos e necessidades ‘normais’. E isso, de certa forma, destrói a imagem que criamos (ou foi criada para nós?) de seres glamourosos sempre felizes.

It’s the way I’m feeling I just can’t deny
But I’ve gotta let it go

Encontramos (ou procuramos) amor em lugares sem esperança porque essa busca é quase que a única alternativa para aqueles gays que não conseguem ‘ainda’ exercitar sua orientação sexual no seu dia-a-dia.  Um círculo vicioso que afasta o ‘diferente’ para a margem e  nunca conseguirá reconhecê-lo porque o comportamento marginal não é adequado aos  ”salões de baile”.

Encontramos (ou procuramos) amor em lugares sem esperança porque muitos de nós foram ensinados a ‘odiar’ o que somos.  Na verdade, fomos ensinados que ‘nós somos seres sem esperança’. Alguém que não terá nunca uma vida feliz. Sem filhos, sem família, sem amizades, sem um trabalho decente….sem nada.

Encontramos (ou procuramos) amor em lugares sem esperança porque o mundo é cada dia mais um lugar cínico e difícil.  Mas, não desistimos….seguimos procurando o amor!

Filed under: Pensando! | MaxReinert | February 20, 2012 Comments (0)

“Três jovens gays cariocas: Giul, Caio e Daniel mostram suas baladas preferidas e contam como enfrentam, em casa e na rua, o preconceito cotidiano contra a sua sexualidade. O filme passeia pelas festas de Copacabana até a noite de Madureira, passando pela Parada do Orgulho de Niterói, onde os três meninos, cada um no seu estilo, contam como a família descobriu sobre sua sexualidade, como é a vida entre os amigos e nas suas comunidades.”

Esta é a sinopse de “Quenda”, o vídeo abaixo, documentário que me foi indicado pelo facebook para conhecer.

Mesmo baseado no dia-a-dia de 03 jovens cariocas (e dá-lhe sotaque carregado), o vídeo é um retrato de uma boa parcela de homossexuais jovens de todo o país, que de uma forma ou de outra, estão às voltas com conflitos com suas famílias e/ou círculo de amizades na busca por encontrar uma identidade singular.

Questões como “aparentar ou não aparentar ser gay” se mesclam e confundem-se com as necessidades de fugir dos estereótipos que o mercado insiste em nos enquadrar. Dessa forma, parece interessante que o personagem mais assumidamente afeminado tenha um gosto musical bastante divergente com o que é oferecido aos homossexuais de todo o país nos clubes LGTB’s, que são praticamente ‘obrigados’ a gostar de música eletrônica. Ou ainda, o passeio por lugares distantes da Zona Sul carioca, onde as fronteiras da cultura LGTB não são tão bem delineadas quanto no resto do país.

Sem nenhuma pretensão de ser um estudo ‘definitivo’ sobre o universo gay carioca, o documentário interessa porque ajuda a suprir a lacuna de produções que nos representem de forma mais interessante que a teledramaturgia nacional.

Direção
ALEXANDRE BORTOLINI E WARLLEM MACHADO

Produção
NAINA DE PAULA

Fotografia
WARLLEM MACHADO E ALVARO OLIVEIRA

Assistentes de Produção
PEDRO FERRAZ, ALVARO OLIVEIRA e GIUL JUNIOR

Montagem
ALEXANDRE BORTOLINI E WARLLEM MACHADO

Filed under: Visibilidade! | MaxReinert | February 17, 2012 Comments (0)

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