Existe um gif que foi publicado no Secrets que anda circulando pela web ultimamente que me causou um certo desconforto.  No início eu não sabia dizer exatamente o que era que estava me incomodando. Era somente uma sensação de “tem algo errado nesse discurso”, mas não sabia especificamente o que era. De certa forma, foi uma sensação parecida com a que tive quando apareceu a tag #SomosTodosMacacos. Não era uma desconfiança sobre a “intenção” da campanha, mas sim sobre a forma com que ela era apresentada e uma certa visão sobre o mundo que está aí embutida.

O gif era esse:

Daí que um amigo do facebook cantou a bola:

“Dois iguais não fazem filho nem tem a menor obrigação de adotar ninguém, se não quiserem. De repente, preferimos ficar com o salário todo só pra gente e viajar mais em vez de pagar escola, remédio etc. O problema demográfico, não é a gente que causa. E homofobia é crime porque é crime e não porque somos uns anjos que vão consertar problemas que a heteronormatividade causou. Vocês fazem filhos, vocês não abortam, vocês que se lasquem. A gente adota se quiser e ninguém é melhor que ninguém por criar monstrinho. A luta é outra e não depende desse tipo de concessão. Vão enquadrar a vovozinha.”

Era isso!

Meu desconforto tinha como raiz essa necessidade de “criar uma justificativa para a existência dos gays”. Mais ou menos como aquela necessidade de justificar o amigo gay dizendo que ele é “o mais alegre da turma”. O mais divertido. O que se veste melhor. O mais amigo das mulheres.

Afinal, se “eles” não podem procriar (oi? inseminação artificial mandou beijo!), pelo menos podem ser umas “babás de luxo” para a humanidade. Aqueles que iriam ajudar os héteros quando eles errassem. Quando eles não pudessem, por qualquer motivo, honrar com seu objetivo primordial: multiplicar-se!

O que mais me irrita nesse discurso (e em muitos discursos de aceitação que existem por aí) é a necessidade de enquadramento que nos é imposta. Só há possibilidade de aceitação da “diferença” se ela puder se “moldar” aos conceitos pré-estabelecidos. Se ela puder introjetar essa moral cristã arcaica e decadente. Essas normas sociais tão equivocadas que nos trouxeram até esse momento histórico cheio de caos e contradição.

Percebam que a frase colocada no gif se utiliza do tão famigerado “MAS” que nos persegue cotidianamente. (Não tenho preconceitos contra os gays, MAS…) Aceitação com condição excludente não é aceitação. Ou você nos aceita ou não aceita. De qualquer forma, não me imponha um limite para expressar minha singularidade. Como sempre gosto de sublinhar, não aceito limites que não sejam colocados para todos, na forma da lei. Se os limites se aplicam a uma única categoria, passam a se chamar outra coisa: discriminação.

Ser gay é apenas uma das minhas características. Assim como ser heterossexual não define quem os outros são.

Existem gays e héteros que serão grandes cientistas. Existem gays e héteros que criarão grandes teorias sobre a existência humana. Assim como existem outros tantos que passarão por esta experiência na Terra e serão importantes somente para aqueles com os quais se relacionam diretamente. Não se permita ser transformado em um objeto (seja gay ou hétero), com uma serventia específica e delimitada. Com preço e prazo de validade.

Ser gay (ou hétero) não serve para nada! Ainda bem!!!

Filed under: Pensando! | MaxReinert | October 3, 2014 Comments (0)

Ótimo!!!!

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Filed under: Indicando! | MaxReinert | March 28, 2014 Comments (0)

Que ótimo ver jovens falando e pensando sobre sua sexualidade de forma tão aberta. Muito diferente da geração que a antecedeu!!! O documentário curta metragem feito pelo Coletivo Lumika merece uma espiada

Uma frase, particularmente, me marcou bastante:

Filed under: Indicando! | MaxReinert | March 31, 2013 Comments (0)

 

Não é hoje que essa piada circula na web. Gente que mal sabia quem ele era, quando viram sua foto, gritaram na mesma hora: Tá boa, Santa!!!! O histórico de “árduos combatentes” da homossexualidade serem pegos em ação é vasto. Até o Vaticano andou investimento dinheiro em negócios “na nossa área“.  Mas, se Deus realmente existe, ele não há de permitir que essas fofocas sejam verdade.

Dizem as más línguas, e até algumas pesquisas pouco ortodoxas, que a homofobia pode ser um sintoma de homossexualidade reprimida.  E, se pensarmos por esse ângulo, podemos classificar esse senhor pastor como uma bichona das boas, afinal é muito ódio numa pessoa só.  Ao mesmo tempo, Feliciano diz que o continente africano é maldito e que isso explicaria tanta pobreza por lá, embora seja filho de mulata e tenha como padrasto um homem negro. Coerência, realmente, não parece ser uma de suas qualidades.

De qualquer forma, eu realmente não gostaria que ele fosse gay!

Por mais que, em algum momento de suas vidas, alguns gays tenham problemas de aceitação em relação a sua sexualidade… que pratiquem algum grau de homofobia na tentativa desesperada de não serem ligados àquele grupo que inconscientemente eles já sabem que pertencem… que resistam… que se debatam… que se tornem violentos… eu não desejo que Feliciano seja gay porque eu não gostaria de pertencer ao mesmo grupo que ele.

Eu não gostaria de pertencer ao mesmo grupo de uma pessoa que tem coragem de pedir dinheiro para as pessoas usando o nome de Deus. De alguém que tem coragem de pedir a senha para o cartão de débito doado pelo fiel. De alguém que falou as coisas que eu ouvi neste vídeo abaixo.

Se ainda existe alguma justiça no mundo, em breve vamos descobrir que ele é “apenas” um cara sem nenhum tipo de escrúpulos. Uma criatura que viu a possibilidade de se promover a partir de um discurso de ódio que ainda encontra respaldo em grande parte da população brasileira. Um cara que está sendo usado para desviar a atenção da mídia de uma série de outras questões importantes na vida política brasileira. Um bobo da corte, cruel e hipócrita.

Filed under: Pensando! | MaxReinert | March 25, 2013 Comments (0)

Oi?

Filed under: Futilidade! | MaxReinert | February 6, 2013 Comments (0)

A entrevista é antiga (do período da saída do armário/lançamento do livro)… mas vale a pena porque toca em alguns pontos que eu venho comentando há algum tempo:

– A necessidade de ícones / imagens positivas dentro da comunidade gay
– A importância do outting, principalmente por pessoas que são correspondem aos estereótipo gay
– A banalização da orientação sexual em relação às posturas dentro do trabalho / comunidade / etc.

 

 

Filed under: Indicando! | MaxReinert | January 18, 2013 Comments (0)

O trânsito é uma coisa louca! Várias vezes, andando de taxi, vejo umas coisas e fico pensando comigo mesmo: Qualquer dia, um idiota desses que está dirigindo como um louco, se enfia embaixo de um caminhão e vai deixar a família chorando pelo “acidente”. Mas, como assim “acidente”? No mínimo “Imprudência”!

Temos como imprudente aquele que, através de uma conduta, afasta-se do mínimo que a apropriada execução exige. O exemplo clássico de excesso de velocidade por motorista em noite chuvosa é extremamente ilustrativo.

Afinal, todos sabemos quais são as regras do trânsito. Todos sabemos como devemos nos comportar nele. E, se escolhemos burlar essas regras, se escolhemos “durante a ação” não fazermos o que foi criado para nos proteger, estamos sendo imprudentes. Se, com consciência, quebramos uma “regra”, estamos sendo imprudentes.

Dessa forma, toda família tem o direito de chorar pelo seu ente querido que foi um imbecil imprudente e se enfiou (quase que literalmente) debaixo de uma caminhão. Mas não tem o direito de chamar isso de acidente. Não tem o direito de colocar a culpa no motorista de caminhão quando a imprudência foi daquele que morreu fazendo algo que ele sabia que era errado. Ou seja, o imprudente não é uma vítima.

Algo parecido ocorre no caso de André Baliera. Não se preocupem, não vou cair no discurso de “culpar a vítima” que está sendo impresso pelo advogado dos agressores.  Não vou dizer que André foi imprudente ao revidar um xingamento que recebeu por estar andando na rua. Não vou dizer que André poderia “simplesmente ter virado as costas e ido embora”. Até porque, nós sabemos que num caso desses, quando essas “pessoas” tão obcecadas em agredir um homossexual são ignoradas no meio da rua, na maioria das vezes elas perseguem as vítimas e fazem questão de agredi-la, tendo ela feito algo ou não.

André não pode ser considerado imprudente porque ele não infringiu nenhuma regra de convivência. Ele não se colocou em um lugar de perigo voluntariamente. Ele não estava no lugar errado na hora errada. Ele não sofreu “um acidente”. André é vítima de um crime! Simples assim.

André tem a sorte de contar com três heroicas testemunhas que foram a delegacia e permaneceram lá para sustentar sua versão dos fatos. Essas testemunhas são heroicas não porque estão sustentando a versão de André, elas são heroicas porque foram a delegacia mesmo sabendo que crimes de homofobia ainda não são completamente levados à sério. Porque elas foram a delegacia mesmo sabendo que em muitos momentos é dificílimo fazer um B.O. sem ter que escutar alguma piadinha a respeito. Elas são heroicas porque se colocaram no lado mais fraco da história, porque não viram os jovens brancos, fortes e bem sucedidos como um exemplo a ser seguido.

Mas, então, o que tem a ver o exemplo lá de cima com o caso de André?

Assim como muitas pessoas chamam de acidente algo que não é acidente, outras tratam o caso de André como um caso isolado…ou pior, como um caso simples de violência cotidiana. Quando, na verdade, o caso de André (além do óbvio crime cometido pelos agressores) já pode ser considerado como “negligência”.

Negligente demonstra-se o agente ao na prática de proceder, que revele e caracterize omissão, em prejuízo de uma atitude que deveria ser originalmente positiva. Em negligência incide, por exemplo, o enfermeiro que deveria realizar a troca diária de ataduras no ferido, e não o fazendo, agrava sua lesão, ou o edificador que, sabendo que um lote depauperado produto foi enviado junto com os demais, não providencia sua inutilização. Sintetiza, portanto, um proceder negativo, uma abstenção de procedimentos seguros fixados em norma ou regulamento. Ou seja, negligente é aquele que não faz quando tem que fazer.

Enquanto a bancada evangélica continuar legitimando a violência contra os homossexuais (porque é isso, na verdade, que ela está fazendo!), sempre haverá algum brutamontes achando que sairá impune ao praticar atos como o desta semana.

As testemunhas agiram corretamente ao se colocar ao lado da vítima. André agiu corretamente ao não aceitar ser tratado como cidadão de segunda classe. A polícia agiu corretamente ao indiciar os agressores por tentativa de homicídio. Esperamos agora que a justiça faça sua parte.

Agora é a hora de apontar nossos dedos para o Congresso Nacional. Ou melhor, para todos aqueles que tendo consciência da quantidade de agressões/tentativas de homicídios/crimes contra homossexuais teimam em relativizar esse sofrimento. Apontar o dedo para todas as pessoas que insistem em entrar nos grandes portais e tratar as vítimas de homofobia como pessoas em busca de atenção da mídia e/ou “privilégios”.

Da negligência para a cumplicidade existe uma distância muito pequena… quase imperceptível!

Filed under: Pensando! | MaxReinert | December 7, 2012 Comments (0)

 

“(…) Quando um sujeito ou uma mulher lutam pelo direito de fazer sexo com quem desejar – e de andar na rua vestido como quiser, abraçado a quem achar melhor – ele e ela estão lutando, intrinsecamente, pelo direito de todos serem o que são. Os ganhos pessoais e íntimos de alguns se traduz em ganho público para a comunidade inteira. Quando um grupo socialmente discriminado é reconhecido em seus direitos, quando ele ganha espaço para expressar seus gostos e sentimentos (desde que isso não aconteça em prejuízo dos outros), a sociedade inteira se torna um pouco mais livre. Há uma lógica inexorável de contágio que começa com a liberdade do indivíduo, avança para o seu grupo e se espalha para a sociedade toda – e para o mundo. Quando os sinos tocam de júbilo, eles também tocam por todos nós. Gays e não gays.”

Ótimo texto de Ivan Martins sobre a os homens contemporâneos…vale a leitura!

Filed under: Indicando! | MaxReinert | November 21, 2012 Comments (0)

#EuRI

Aliás, #RiAlto!

Porque, né?

CollegeHumor’s Favorite Funny Videos

Filed under: Futilidade! | MaxReinert | November 16, 2012 Comments (0)

Video do Jabor que eu vi aqui e gostei muuuuuuuuito!!!!

Beijo pra todo mundo que é travesti…. no dia-a-dia ou na alma!!!!

Filed under: Indicando! | MaxReinert | October 12, 2012 Comments (0)

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